
Depois de ler "Os Filhos de Duna", tive a impressão que o anterior ("O Messias de Duna") funciona como um interlúdio entre o terceiro e o primeiro livro, mas também parece que os três formam uma trilogia coerente. Interlúdio porque o primeiro e o terceiro são muito mais densos que o segundo, tanto pelo número de páginas como pela profundidade da trama, mas trilogia porque ao final de "Os Filhos de Duna" claramente fecha-se um ciclo (dizer aqui qual é este ciclo revelaria informações fundamentais da saga para quem ainda não leu).
Apesar de o segundo e o terceiro livros (e pelo que sei, qualquer outro da série) não atingirem a repercussão e a qualidade do primeiro, "Os Filhos de Duna" fez com que a saga se consolidasse de vez para mim como minha predileta, me estimulando ainda mais a ler todos os outros livros (mais três de Frank Herbert e, até agora, 11 de seu filho Brian Herbert e Kevin Anderson, apesar de fãs mais "puristas" rejeitarem totalmente estes, mesmo sob o argumento de que foram escritos baseados em anotações do criador). Porém, meu maior estímulo foi ler o livro no idioma original, o que me fez descobrir que, independente da criatividade do universo Duna, a qualidade da escrita de Frank Herbert é muito superior ao que eu pensava, e que as traduções brasileiras da série são fracas demais. Acrescido a isso o fato de que os livros em inglês são muito mais baratos do que as versões brasileiras da editora Nova Fronteira (tanto em sebos como em livrarias), e que o primeiro e o último da edição brasileira estão esgotados há anos, já estou correndo atrás dos originais, inclusive dos dois primeiros volumes que li em português para reler.
Editora: Nova Fronteira (publicado em inglês por diversas editoras)
Páginas: 524
Disponibilidade: normal
Avaliação: * * * *
Livro Digital
Nenhum comentário:
Postar um comentário