<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556</id><updated>2012-02-07T09:45:32.674-02:00</updated><category term='Aventura'/><category term='Ficção Científica'/><category term='Mitologia'/><category term='Infanto-Juvenil'/><category term='Arqueologia'/><category term='Ficção Histórica'/><category term='Policial'/><category term='Crônicas'/><category term='Ficção'/><category term='Biografia'/><category term='Política'/><category term='Terror'/><category term='Ciência'/><category term='Música'/><category term='Mundo'/><category term='Fantasia'/><category term='Literatura brasileira'/><category term='Pedagogia'/><category term='História'/><category term='Religião'/><category term='Espionagem'/><category term='Rpg'/><category term='Viagem'/><category term='Filosofia'/><category term='Contos'/><category term='Humor'/><category term='Ficção Filosófica'/><category term='Economia'/><category term='Quadrinhos'/><category term='Ciências Sociais'/><title type='text'>Rede Livro</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>123</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3386804299463620330</id><published>2012-01-27T13:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T13:51:54.582-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>Passo de Caranguejo - Günter Grass</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--nO6D2JD-9g/TyK8cMLAS8I/AAAAAAAACQY/r6aYstQxmQw/s1600/passodecarangueijo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/--nO6D2JD-9g/TyK8cMLAS8I/AAAAAAAACQY/r6aYstQxmQw/s320/passodecarangueijo.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heróis e vilões são fruto de escolhas políticas e da força de determinados grupos. É o que faz com que Jesus seja considerado historicamente muito mais importante do que Simão bar Kochba, rebelde judeu que deu muito mais dor de cabeça para o Império Romano do que o messias cristão. E é o que faz também com que minorias se pronunciem a favor de determinadas personalidades ou fatos através do revisionismo histórico - termo que hoje é encarado muitas vezes de forma negativa, pois está muito identificado com seu lado mais controverso, o "revisionismo do holocausto" (que por isso é classificado por determinados historiadores como &lt;i&gt;negacionismo&lt;/i&gt;, em vez de revisionismo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O revisionismo histórico é o ponto de partida para &lt;i&gt;Passo de Caranguejo&lt;/i&gt;, romance mais recente de Günter Grass, o mais importante escritor alemão vivo, que atingiu seu auge na década de 1960. Paul é um jornalista mal sucedido nascido na Alemanha Oriental no dia 30 de janeiro de 1945, num navio de refugiados que afundava após ser bombardeado por um submarino russo; o navio era chamado &lt;i&gt;Wilhelm Gustloff&lt;/i&gt;, em homenagem a um líder nazista assassinado por um judeu em 1936. Apesar de Paul ser um personagem fictício, a história de Wilhelm Gustloff é verídica: responsável pela distribuição do livro &lt;i&gt;Os Protocolos de Sião&lt;/i&gt;, foi assassinado por David Frankfurter, e considerado então um mártir da luta do nazismo contra os judeus, tendo por isso sido lembrado com um funeral digno da presença de Hitler e outros líderes nazistas em sua cidade natal (Schwerin, coincidentemente a mesma cidade de Paul); e com o nome do navio, utilizado como cruzeiro turístico em tempos de paz (no qual a mãe de Paul passou férias) e com fins militares durante a guerra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse fato histórico atrelado à sua própria história pessoal o persegue como um fantasma em toda sua vida. O revisionismo histórico começa com sua mãe, uma espécie de entusiasta do navio e guardiã da memória desse fato, considerado por ela injustamente relegado ao esquecimento, apesar de ter sido uma tragédia naval de proporções maiores do que a do Titanic. E o revisionismo vai além, através de grupos neonazistas organizados na internet, a fim de colocar &lt;i&gt;Wilhelm Gustloff &lt;/i&gt;(tanto o navio como o "mártir") em seu devido lugar na história. Orientado por uma figura enigmática identificada apenas como "chefe", Paul inicia uma investigação sobre os fatos históricos em questão e narra sua própria trajetória familiar. Seu desejo é que esse assunto finalmente seja encerrado, mas longe disso, Paul terá que lidar com os efeitos que aparentemente nunca acabam, chegando finalmente a seu filho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Memória, culpa e até uma internet que engatinhava na época (o livro se passa em 1997, e foi escrito em 2002) são temas abordados em &lt;i&gt;Passo de Caranguejo&lt;/i&gt;. O título é referência ao fato de que o narrador tem sempre que voltar para dar um passo à frente, ou seja, é impossível prosseguir sem voltar e examinar a história. Além disso, redenção e perdão por erros cometidos na juventude também me pareceram aspectos bem abordados nesse livro de maturidade de Günter Grass - o fato é que, pelo que pesquisei, esses sempre foram temas recorrentes em seus livros, e em 2005 o autor publicou a primeira parte de sua autobiografia, &lt;i&gt;Nas Peles da Cebola&lt;/i&gt;, no qual assume que fez parte de uma tropa de elite nazista quando era adolescente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Passo de Caranguejo&lt;/i&gt; certamente não é o melhor representante da obra de Günter Grass, mas tem uma escrita bastante eficiente e dinâmica, mostrando que um autor de décadas anteriores ainda pode produzir bons trabalhos. Uma leitura acessível e agradável, que me faz ter vontade de conhecer seus trabalhos mais famosos, como &lt;i&gt;O Tambor&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora: Nova Fronteira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Páginas: 205&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilidade: normal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avaliação: * * * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3386804299463620330?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3386804299463620330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2012/01/passo-de-caranguejo-gunter-grass.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3386804299463620330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3386804299463620330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2012/01/passo-de-caranguejo-gunter-grass.html' title='Passo de Caranguejo - Günter Grass'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--nO6D2JD-9g/TyK8cMLAS8I/AAAAAAAACQY/r6aYstQxmQw/s72-c/passodecarangueijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3390576340659117108</id><published>2012-01-21T11:10:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T11:10:59.013-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>500 Essential Graphic Novels, The Ultimate Guide - Gene Kannenberg, Jr.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KMkYUARQEHc/TxqqTsAUOFI/AAAAAAAACQQ/5knxnLZiKps/s1600/books500egntug.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-KMkYUARQEHc/TxqqTsAUOFI/AAAAAAAACQQ/5knxnLZiKps/s320/books500egntug.gif" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Graphic Novel&lt;/i&gt; é um termo popularizado na década de 70 por Will Eisner para diferenciar obras em quadrinhos em formato de livro, com histórias completas - e a princípio com temas mais sérios - das tradicionais &lt;i&gt;comics&lt;/i&gt; americanas, mensais, com tramas que podem se estender por anos. Geralmente, o leitor de quadrinhos que adquire o hábito na infância tem as Graphic Novels como uma evolução natural de sua paixão, enquanto o leitor que descobre os quadrinhos depois de adulto não tem muita paciência com os formatos mensais e seus temas juvenis e já parte logo para esse formato mais sofisticado. As Graphic Novels foram responsáveis por uma boa parcela do status que os quadrinhos adquiriram como leitura séria nas últimas décadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;500 Essential Graphic Novels, The Ultimate Guide,&lt;/i&gt; é mais um desses livros de listas que tanto fazem sucesso atualmente, e ainda com a marca de "guia definitivo". Obviamente, nenhum guia ou lista pode ser considerado definitivo, pois depende de fatores subjetivos dos autores e de espaço para caber tanta coisa, e este livro não fica imune a isso. Autores indiscutíveis como Alan Moore, Frank Miller, Art Spiegelman, Robert Crumb, Roy Thomas, Neil Gaiman e Stan Lee, é claro, estão amplamente listados; ao lado desses, obras excelentes de artistas nem tão famosos, alguns trabalhos que muitos não gostam e considerarão indignos de estarem ali e muita coisa underground e desconhecida, sobretudo para nós brasileiros. E, naturalmente, um monte daqueles "quadrinhos do coração" para você que não couberam nas 500 primeiras posições, o que vai te deixar indignado, da mesma forma que os livros de listas sobre filmes, discos, etc. Notoriamente, como costuma ocorrer com esses trabalhos, sente-se uma grande falta de títulos de diversas partes do mundo, para nós especificamente trabalhos brasileiros ou argentinos - o livro foca nos mercados mais proeminentes dos quadrinhos, o americano, o europeu e o japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gene Kannenberg, Jr dividiu o livro em gêneros de quadrinhos, como um lista de filmes - pensar os quadrinhos dessa forma, e não abarcados num único gênero "quadrinhos", sempre me pareceu corretíssimo: aventura, não-ficção, crime/mistério, fantasia, ficção geral, horror, humor, ficção científica, super-heróis e guerra. Antes de cada capítulo, uma introdução sobre a evolução do gênero nos quadrinhos. Na apresentação de cada título, um resumo da trama, resenha, última edição, indicação etária e, como não poderia faltar numa obra dedicada a quadrinhos, o máximo de ilustrações possíveis. Para sanar um pouco o problema da não inclusão de determinados títulos por falta de espaço, o autor ainda disponibiliza indicações de leituras afins ao final de cada resenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;500 Essential Graphic Novels&lt;/i&gt; é um livro indispensável para fãs de quadrinhos, e bastante útil para quem não conhece nada do assunto mas sabe que é um meio artístico sério e deseja começar a entendê-lo. Para o fã, fica a recomendação de tentar adquiri-lo através de importação pela internet, pois é irresistível passar horas relembrando algumas das maiores obras de quadrinhos e conhecendo pequenas preciosidades ainda não descobertas; para o leitor que se interessa mas não tem tanta urgência, pelo menos fique ligado em sites e livrarias brasileiros mesmo ou, em caso de viagem ao exterior, pode ser encontrado nas prateleiras das principais livrarias lá de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Collins Design&lt;br /&gt;Páginas: 528&lt;br /&gt;Disponibilidade: importado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3390576340659117108?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3390576340659117108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2012/01/500-essential-graphic-novels-ultimate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3390576340659117108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3390576340659117108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2012/01/500-essential-graphic-novels-ultimate.html' title='500 Essential Graphic Novels, The Ultimate Guide - Gene Kannenberg, Jr.'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KMkYUARQEHc/TxqqTsAUOFI/AAAAAAAACQQ/5knxnLZiKps/s72-c/books500egntug.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-4784287158866985034</id><published>2011-12-23T09:43:00.002-02:00</published><updated>2011-12-29T10:00:11.762-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>Matadouro 5 - Kurt Vonnegut Jr.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EIeECwfbjVQ/TvRX0mnaEVI/AAAAAAAACQA/jONaBVYKYAY/s1600/matadouro5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-EIeECwfbjVQ/TvRX0mnaEVI/AAAAAAAACQA/jONaBVYKYAY/s1600/matadouro5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Considerada a obra-prima de Kurt Vonnegut,&lt;/span&gt;&lt;i style="text-align: justify;"&gt; Matadouro 5, ou a Cruzada das Crianças&lt;/i&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt; é um romance baseado nas experiências do autor na Segunda Guerra Mundial, mais especificamente no episódio do bombardeio da cidade de Dresden, considerado um dos maiores massacres de civis da História. A impressão que se tem é que, dada a profundidade dessa experiência em sua vida, este era o livro que Vonnegut tinha que escrever, e o fez tão bem que recebeu resenhas positivas dos mais variados meios literários na época de seu lançamento, além de indicações para os principais prêmios da ficção científica e fantasia, o Hugo e o Nebula, em 1970 (perdeu ambos para &lt;/span&gt;&lt;i style="text-align: justify;"&gt;A Mão Esquerda da Escuridão&lt;/i&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;, de Ursula le Guin) . No início do livro, sugere-se que um livro desse deveria ser escrito porque as pessoas se interessam muito por histórias fortes de participantes da Segunda Guerra Mundial, e que isso rende bastante dinheiro, mas é óbvio que tal argumento não passa de um artifício de Vonnegut para impor seu característico humor, debochando de si mesmo e de quem quer que pense dessa maneira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estrutura de &lt;i&gt;Matadouro 5&lt;/i&gt; é muito parecida com a de outro livro do mesmo autor que já resenhei aqui, &lt;i&gt;Deadeye Dick&lt;/i&gt;, uma narração sem rigor cronológico, pela qual já se sabe mais ou menos diversos acontecimentos logo no início, e talvez por isso mesmo fica-se com uma grande curiosidade de como aquilo vai acontecer. Só que em &lt;i&gt;Matadouro 5&lt;/i&gt;, essa estratégia é muito mais radical, já que logo no início o autor deixa bem claro seu teor:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"As pessoas não devem olhar para trás. Eu certamente não farei mais isso.&amp;nbsp;Já terminei o meu livro de guerra. O próximo&amp;nbsp;que eu escrever será divertido.&amp;nbsp;Este aqui é um fracasso. E tinha de ser, já que foi&amp;nbsp;escrito por uma estátua de sal. Começa assim:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escute:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Billy Pilgrim soltou-se no tempo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Termina assim:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Piu-piu-piu?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os acontecimentos durante a guerra são os únicos narrados de forma linear, mas mesmo assim são interrompidos a todo momento por outras passagens da vida do protagonista, aí então de forma bastante caótica.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As primeiras páginas do livro são narradas por um veterano de guerra, uma breve apresentação na qual o leitor é informado sobre o processo de criação do livro. O narrador é obviamente o próprio Vonnegut, mas não fica claro se estas primeiras páginas, nas quais ele fala sobre um antigo colega que o ajuda a relembrar detalhes e uma visita ao matadouro alemão que dá título ao livro, são realmente acontecimentos da vida real ou se já ali inicia a ficção, através de um tipo de alter-ego. De qualquer forma, esta breve introdução só tem a função de criar o clima para o resto do livro, a história de Billy Pilgrim, e ademais nunca foi a intenção do autor escrever uma biografia fiel aos eventos por ele experimentados em Dresden, tanto que a primeira linha do livro diz: "Tudo isso aconteceu, mais ou menos." - a frase foi incluída na lista de 100 melhores frases iniciais de romances da &lt;i&gt;American Book Review&lt;/i&gt;, na posição 38.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Billy Pilgrim, como já se diz logo no início do livro - digo o livro dentro do livro -, está solto no tempo, e por isso não faz sentido citá-lo no passado: ele é um soldado americano na Segunda Guerra Mundial, é um oftalmologista, é casado com a filha de um homem rico, é uma criança lutando para não se afogar numa piscina, é um homem de meia-idade prestes a sofrer um acidente de avião, é tratado como um animal num zoológico em outra dimensão... O tempo é presente em qualquer momento, foi o que Billy Pilgrim aprendeu com os tralfamadorianos, o segredo é focar-se nos momentos bons. Justamente por compreender isso, os tralfamadorianos não temem a morte nem o sofrimento, pois sabem que ninguém morre, apenas está morto em determinado momento, e em outros está vivo - e Billy é um dos poucos humanos que compreendem isso também. Apesar de todas essas discussões sobre viagem no tempo e alienígenas, e do livro ter sido indicado para o Hugo e o Nebula, entendo como um erro de interpretação tratá-lo como ficção científica, por motivos que aqui não posso explicar, sob o risco de interferir no prazer da leitura de quem ainda não leu o livro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tema mais aparente de Matadouro 5 é a repulsa pela guerra e pela violência, algo habitual na carreira de Kurt Vonnegut, tanto que o autor considera o ponto mais importante do livro o momento do fuzilamento de um personagem secundário por conta de uma chaleira, após o bombardeio de Dresden. O subtítulo do livro, &lt;i&gt;A Cruzada das Crianças&lt;/i&gt;, tem uma conotação profundamente contrária à guerra em seu contexto. No entanto, outros temas talvez tenham a mesma importância ou até mais. A questão do sofrimento, discutida na forma de destino x liberdade é para mim o ponto chave do livro. A viagem no tempo, não de forma convencional da ficção científica (com máquinas), mas sim estar solto no tempo, como Billy Pilgrim, é a chave para o escapismo do protagonista. Os tralfamadorianos estranham o fato de a Terra ser o único planeta conhecido por eles no qual seus habitantes acreditam que dependem de sua vontade para determinar os acontecimentos. Eles inclusive sabem como o universo deixa de existir, e mesmo que para um terráqueo eles possam evitar tal acontecimento, isso simplesmente não faz sentido para eles.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estilo de narrativa de Kurt Vonnegut, impecável aqui, talvez seja o que me faz gostar cada vez mais desse autor. Frases curtas, sem nenhum tipo de firula, dizendo de maneira certeira o que importa para a história, &amp;nbsp;algo que só os grandes escritores conseguem desenvolver; algo que, dizem, Hemingway teve que aprender com Gertrude Stein para se tornar o grande escritor que foi. O humor, geralmente negro e ácido, também está presente em &lt;i&gt;Matadouro 5&lt;/i&gt;, mas aqui Vonnegut utiliza três palavrinhas que entraram para a história da literatura: &lt;i&gt;So it goes&lt;/i&gt; (traduzido na edição brasileira como "coisas da vida", o que não chega a ser tosco, mas eu não gostei). Essa pequena frase se repete 106 vezes ao longo do livro, aparecendo sempre após o relato de algo trágico. Sua interpretação é ambígua: pode remeter a este humor negro característico do autor, como pode também ser um mecanismo para a recusa ao sofrimento tratada ao longo do livro - transformar grandes perdas individuais em algo ínfimo para a história da humanidade (ou, no caso, do universo).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os personagens de Vonnegut são também um diferencial em sua obra, tanto que diversos dos que aparecem em Matadouro 5 são utilizados em outros livros. Alguns, aqui meros coadjuvantes, são protagonistas em outro momento, como Howard W. Campbell Jr, o narrador de &lt;i&gt;O Espião Americano&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;Mother Night&lt;/i&gt;), ou Kilgore Trout, o escritor de ficção científica considerado o alter-ego de Kurt Vonnegut. Me parece que os coadjuvantes valorizam ainda mais o trabalho do autor, vista sua incrível capacidade de criar características de personagens em poucas linhas, como eu já havia escrito na resenha de &lt;i&gt;Deadeye Dick&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;Pela quantidade de personagens importantes no universo vonnegutiano, acredito que &lt;i&gt;Matadouro 5&lt;/i&gt; seja o livro ideal para começar a explorar a obra desse autor.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Matadouro 5&lt;/i&gt; é um livro estupendo, simples em suas palavras, pequeno, com parágrafos e trechos curtos, porém complexo em seus detalhes e desdobramentos, como estou me habituando aos livros de Kurt Vonnegut, esse autor que a cada dia se coloca entre meus favoritos. Já encontrei quase todos os seus livros, em inglês, em pdf, e agora o difícil é parar de lê-los para dar chance a outros autores.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora: L&amp;amp;PM&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Páginas: 226&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilidade: normal&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avaliação: * * * * *&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-4784287158866985034?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/4784287158866985034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/12/matadouro-5-kurt-vonnegut-jr.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4784287158866985034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4784287158866985034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/12/matadouro-5-kurt-vonnegut-jr.html' title='Matadouro 5 - Kurt Vonnegut Jr.'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EIeECwfbjVQ/TvRX0mnaEVI/AAAAAAAACQA/jONaBVYKYAY/s72-c/matadouro5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-624967887066688846</id><published>2011-12-17T07:55:00.000-02:00</published><updated>2011-12-17T07:55:32.892-02:00</updated><title type='text'>Escritores em Ação - vários autores</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hK7PiJjfndo/TuxlpMLqsMI/AAAAAAAACPo/v5JcW7D2Vhw/s1600/escritores+em+a%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-hK7PiJjfndo/TuxlpMLqsMI/AAAAAAAACPo/v5JcW7D2Vhw/s320/escritores+em+a%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem gosta de livros sabe que, após a leitura de alguns trabalhos de um autor querido (às vezes logo o primeiro já é suficiente), surge a necessidade de ultrapassar o limite da ficção criada naquelas páginas e conhecer os detalhes da realidade por trás daquilo, como histórias da vida do autor e o momento em que o livro foi escrito. Quando o vício vira obsessão, o que é comum também e até saudável entre os amantes das letras, a necessidade por informações cresce, e geralmente a mania não se limita a um autor. Para os que são fanáticos por um determinado autor, existem as biografias, não raramente maiores que os próprios trabalhos do autor - exceto para fãs de autores obscuros ou locais, sofredores em potencial. Mas há também publicações que abordam algum determinado estilo ou época literária, abarcando diversos autores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os interessados em literatura do século XX como eu, ainda pode ser encontrado em sebos um livrinho publicado pela Paz e Terra na década de 80, chamado &lt;i&gt;Escritores em Ação&lt;/i&gt;, que reúne entrevistas de 14 autores para uma revista francesa chamada &lt;i&gt;Paris Review - &lt;/i&gt;a saber: François Mauriac, William Faulkner, Georges Simenon, Alberto Moravia, Trumam Capote, Françoise Sagan, Ezra Pound, T.S.Eliot, Henry Miller, Aldous Huxley, Ernest Hemimgway, Lawrence Durrel, Mary McCarthy e E.M.Foster. Essas entrevistas começaram a ser publicadas em 1953, no primeiro número da revista; alguns estavam ainda produzindo partes importantes de suas obras, outros já estavam no final de suas carreiras, como Huxley, que na época escrevia seu último livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Paris Review&lt;/i&gt; era uma revista de vanguarda, que rejeitava as convenções da época, e preferia publicar contos e poemas de novos autores do que críticas sobre clássicos da literatura. As entrevistas da &lt;i&gt;Paris Review&lt;/i&gt; ficaram famosas por conta da qualidade de seu conteúdo - apesar da inexperiência no campo jornalístico, os entrevistadores realmente conheciam o trabalho de seus entrevistados, o que resultava em perguntas inteligentes e respostas variadas, dependendo do humor do escritor. Nessas entrevistas, mais do que conhecer detalhes sobre as ficções que tanto nos encantam, descobrimos o lado pessoal de nossos heróis literários, mesmo que as perguntas pessoais não tenham tanto espaço. A abordagem central das entrevistas é sempre o processo de criação dos livros, coisas como inspiração, horários de trabalho, origem dos nomes dos personagens, mas as respostas para esse tipo de questões revelam bastante sobre cada um dos escritores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de alguns dos entrevistados não serem muito conhecidos aqui no Brasil, é curioso ler sobre todos eles e comparar seus métodos e suas personalidades, para chegar à conclusão que, definitivamente, não há método fixo para se escrever um livro. É certo que quatro fases da produção de um livro existem para todos: a experiência ou vivência do autor, a meditação sobre aquilo, o rascunho e a revisão. O que varia, e muito, é o tempo de cada uma dessas fases. Alguns autores ficam com determinada ideia durante anos em sua mente, e subitamente escrevem sobre aquilo um dia. Outros observam alguma cena e logo poem-se a escrever, mas podem demorar anos no desenvolvimento. Há também os que concluem rapidamente um texto, porém gastam muita energia em sua revisão, a ponto de o texto revisado não ter mais quase nenhuma relação com o original.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horários e locais de trabalho também variam bastante, bem como a produtividade de cada um. Georges Simenon, por exemplo, escrevia seus romances em poucos dias - e não por acaso produziu cerca de 500 livros em sua vida. Françoise Sagan era uma adolescente de 19 anos quando publicou seu primeiro romance; Henry Miller passou por muita coisa na vida até ter seu primeiro livro aceito por uma editora, quando já tinha mais de 40 anos. E quanto às personalidades do autores? Trumamn Capote só conseguia se concentrar para escrever deitado no sofá, fumando e bebendo café. Aldous Huxley foi um verdadeiro &lt;i&gt;gentleman&lt;/i&gt; inglês com os jovens entrevistadores, enquanto Hemimgway não fazia nenhuma questão de esconder seu humor devastador com perguntas que julgava cretinas: "O fato de eu estar interrompendo um trabalho sério para responder a estas perguntas prova que sou tão estúpido que deveria ser seriamente castigado. Eu o serei. Não se preocupe." - respondeu o escritor mais machão da história ao ser perguntado se achava fácil "passar de um plano para outro, ou prossegue até terminar o que começa".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comprei esse livro há cerca de 10 anos, quando ainda não estava esgotado na editora, e na época só li os capítulos que me interessavam, sobre Miller, Huxley e Hemimgway, pegando&amp;nbsp;o livro novamente para ler todas as entrevistas&amp;nbsp;só depois desse tempo todo. É um livro fácil, pode ser lido aos poucos, e muito interessante para quem gosta dessa fase literária. Só não crie expectativas de descobrir como escrever um romance a partir dos métodos desses autores, definitivamente não vai dar certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora: Paz e Terra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Páginas: 339&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avaliação: * * * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-624967887066688846?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/624967887066688846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/12/escritores-em-acao-varios-autores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/624967887066688846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/624967887066688846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/12/escritores-em-acao-varios-autores.html' title='Escritores em Ação - vários autores'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hK7PiJjfndo/TuxlpMLqsMI/AAAAAAAACPo/v5JcW7D2Vhw/s72-c/escritores+em+a%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-7983459055589922035</id><published>2011-11-19T19:19:00.003-02:00</published><updated>2011-11-21T00:07:57.960-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>O Idiota - Fiódor Dostoiévski</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pxY9GhZEqAM/Tsmybd5ImHI/AAAAAAAACPg/M8w0_CQt3hA/s1600/dostoievski_o_idiota.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-pxY9GhZEqAM/Tsmybd5ImHI/AAAAAAAACPg/M8w0_CQt3hA/s1600/dostoievski_o_idiota.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Verificando rapidamente os títulos apresentados aqui neste blog, percebe-se que há pouco, quase nada, de literatura produzida antes do século XX. Nunca escondi de ninguém que não é esse tipo de leitura que me interessa, mas sim a cultura do mundo contemporâneo, o modo de pensar surgido no século do jazz e do rock, do cinema, da comunicação instantânea, da produção em massa, da liberdade individual. Quando comecei a ser um leitor razoável, a ter um padrão mínimo de leitura, obviamente passei por diversos clássicos da literatura, alguns dos quais amo até hoje (&lt;i&gt;A Odisseia&lt;/i&gt;, ou &lt;i&gt;Germinal&lt;/i&gt;, por exemplo), mas muitos que, talvez num contexto diferente, teriam me afastado do caminho das letras, se eu não tivesse conhecido paralelamente alguns dos meus heróis literários. Meu interesse na cultura contemporânea e minhas experiências tediosas com os &lt;i&gt;Stendhals&lt;/i&gt; da vida foram decisivos para o meu afastamento da literatura clássica e meu vício na literatura contemporânea, mas de qualquer forma, sempre tive uma grande curiosidade de conhecer alguns desses autores tratados como pais fundadores ou grandes mestres, e venho através dos anos prometendo a mim mesmo que vou encarar um desses caras qualquer dia desses, apesar da longa "lista de espera" dos livros que eu quero muito ler.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por uma certa ironia, foi a própria cultura contemporânea que me fez "furar a fila" e pegar um livro clássico para ler: &lt;i&gt;O Idiota&lt;/i&gt;, de Fiódor Dostoiévski. Explico: o livro, lido por Iggy Pop e David Bowie, serviu de inspiração para o nome de um dos melhores discos de todos os tempos, &lt;i&gt;The Idiot&lt;/i&gt; (1977), pelo qual estive obcecado nos últimos meses, obsessão que me fez correr atrás de tudo a respeito dessa obra-prima, desde as histórias por trás das letras até o livro de Dostoiévski.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O Idiota&lt;/i&gt; conta a história do príncipe Míchkin, um epilético (como o autor) que volta para a Rússia após passar anos fazendo um tratamento para sua doença na Suíça. A partir daí, desenvolve-se uma trama na medida certa para o personagem dostoievskiano (sendo o protagonista talvez até um paradigma para esse padrão): o homem bom, honesto, cheio de boas intenções, que sofre todos os tipos de males na sociedade perversa justamente por causa de suas qualidades. Por sua bondade e generosidade, Míchkin é constantemente trapaceado, usado e até humilhado pelos que se aproveitam de sua posição, os desonestos, vis, sádicos, covardes, quase todos que o rodeiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o início da leitura, pude experimentar essa que é dita a principal qualidade de Dostoiévski, a construção de personagens, habilidade na qual o russo foi mestre. Com o passar das páginas, aparecem outros trechos de extrema perícia, como a descrição de um ataque epilético de Míchkin, algo recorrente na vida do autor. Entretanto, por mais que tenha qualidades incontestáveis, &lt;i&gt;O Idiota&lt;/i&gt; ainda é um livro do século XIX, e carrega consigo aquele ranço de rebuscamento que toda obra dessa época traz, algumas mais, outras menos. O ritmo do livro começa muito bem, mas com o passar dos capítulos, a trama começa a se arrastar, algo muito comum em livros naqueles tempos de prazos apertados e quantidades certas de escrita por conta de encomendas de jornais ou, como era o caso de Dostoiévski, pressões financeiras e de contratos editoriais. &amp;nbsp; Não há habilidade ou criatividade de escritor algum que me faça superar uma narrativa arrastada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora o estilo, confesso que tenho muita dificuldade para assimilar as ideias defendidas por Dostoiévski em seus livros: nacionalismo russo nos moldes oitocentistas, que pregava uma Santa Rússia, herdeira do Império Bizantino por conta da Igreja Ortodoxa (portanto, herdeira do Império Romano, berço do cristianismo; a palavra &lt;i&gt;czar&lt;/i&gt;&amp;nbsp;ou &lt;i&gt;tsar&lt;/i&gt; vem de César). Caberia à Rússia salvar a Europa, e toda a sociedade ocidental, de sua decadência espiritual durante o avanço do industrialismo e do materialismo. Dostoiévski era um defensor ferrenho da ordem e da monarquia russa, e se opunha ferozmente às ideias mais progressistas de sua época, como o liberalismo, o socialismo e o niilismo. Eu não sou tolo o suficiente para tentar ler um livro desse tipo de autor com os olhos do terceiro milênio, não é esse o caso, mas realmente não tenho muito interesse em digerir tais ideias em livros de narrativa cansativa ao longo de 600 páginas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Definitivamente, não estou nem um pouco interessado nesse tipo de literatura clássica e não tenho necessidade de recorrer a esses cânones ocidentais para nada. Respeito Dostoiévski pelas qualidades que descrevi acima, assim como outros autores que já li dessa época, como Victor Hugo, mas realmente prometo a mim mesmo que não leio mais esse tipo de livro nos próximos anos, pelo menos (provável exceção para Júlio Verne, o avô da ficção científica). Talvez no futuro, quando eu estiver em outra sintonia, quem sabe, mas por enquanto uma garrafa de Hemingway, um prato de Vonnegut com Frank Herbert, e&amp;nbsp;Borges&amp;nbsp;para a sobremesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora: 34&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Páginas: 688&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilidade: normal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avaliação: * * *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota: A imagem acima corresponde à edição mais recente, a única até agora traduzida diretamente do russo - até então, todas as traduções eram feitas a partir de traduções francesas. Essa nova edição é muito bem falada, apesar de bem cara, mas talvez se eu tivesse lido ela, a leitura teria sido um pouco menos penosa para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-7983459055589922035?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/7983459055589922035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/11/o-idiota-fiodor-dostoievski_19.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7983459055589922035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7983459055589922035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/11/o-idiota-fiodor-dostoievski_19.html' title='O Idiota - Fiódor Dostoiévski'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pxY9GhZEqAM/Tsmybd5ImHI/AAAAAAAACPg/M8w0_CQt3hA/s72-c/dostoievski_o_idiota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-6784802592303883254</id><published>2011-11-12T20:42:00.002-02:00</published><updated>2011-11-16T09:12:52.718-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Psychic Confusion: The Sonic Youth Story - Stevie Chick</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fz9mQRW2gCw/Tr70jIdagBI/AAAAAAAACPM/Hdb1rVyLUKw/s1600/psychic-confusion-the-sonic-youth-story.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-fz9mQRW2gCw/Tr70jIdagBI/AAAAAAAACPM/Hdb1rVyLUKw/s320/psychic-confusion-the-sonic-youth-story.jpg" width="206" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando fiquei sabendo que o Sonic Youth vinha tocar no SWU e vi que no mesmo dia tocariam também uma porrada de bandas que eu curti muito na década de 90, não tive dúvidas: havia chegado a hora de voltar a curtir um grande festival de música, coisa que, desanimado com a decadência do rock na última década, eu não fazia há muitos anos. Apesar de estar longe de ser a principal atração num dia em que Faith no More, Alice in Chains e Stone Temple Pilots vão tocar, o Sonic Youth é o principal motivo para eu ir ao SWU, e como aquecimento, comecei a ler &lt;i&gt;Psychic Confusion: The Sonic Youth Story&lt;/i&gt;, um livro que comprei há alguns meses, que conta a história dessa que foi uma das bandas mais importantes da minha vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Psychic Confusion, &lt;/i&gt;de&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Stevie Chick,&amp;nbsp;é relativamente recente (só não inclui o último disco da banda, de 2009), e tem uma estrutura convencional, escrito em ordem cronológica iniciando com as origens dos membros da banda e passando na ordem da produção de cada disco, o que pode não combinar muito com uma banda que de convencional nunca teve nada, mas o importante é que o autor cumpre seu papel, abrindo espaço também para histórias paralelas de diversas outras bandas que cruzaram o caminho dos sonics, como Dinosaur Jr. e Nirvana. É um livro normal sobre uma banda de rock, sem firulas e bem escrito, de caráter informativo, recheado com belas fotos, de interesse apenas para fãs ou admiradores de histórias da cultura ocidental contemporânea, que só conseguirão encontrá-lo em sites de fora ou livrarias no exterior. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faltando poucos dias para o festival, lendo o livro e esperando ansiosamente rever os sonics depois de 11 anos (no finado Free Jazz Festival), fui surpreendido por uma notícia no mínimo surpreendente: Kim Gordon e Thruston Moore, o casal fundador da banda, anunciou sua separação após 27 anos de união, lançando especulações sobre o futuro da banda. Como os sonics já vinham fazendo poucos shows no últimos anos e a última data de sua agenda é justamente a apresentação no SWU, daqui a dois dias estarei no que pode ser o show derradeiro do Sonic Youth.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora: Omnibus Press&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Páginas: 282&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilidade: importado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o show: A apresentação do Sonic Youth foi sensacional, um dos melhores shows que já fui. Confira &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZBTk9fu_fN0"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Veja também outro show excelente de um japonês chamado &lt;a href="http://www.youtube.com/results?search_query=miyavi+swu+&amp;amp;oq=miyavi+swu+&amp;amp;aq=f&amp;amp;aqi=g1&amp;amp;aql=&amp;amp;gs_sm=e&amp;amp;gs_upl=17871l17871l0l18537l1l1l0l0l0l0l645l645l5-1l1l0"&gt;Miyavi&lt;/a&gt;, no palco secundário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-6784802592303883254?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/6784802592303883254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/11/psychic-confusion-sonic-youth-story.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/6784802592303883254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/6784802592303883254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/11/psychic-confusion-sonic-youth-story.html' title='Psychic Confusion: The Sonic Youth Story - Stevie Chick'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fz9mQRW2gCw/Tr70jIdagBI/AAAAAAAACPM/Hdb1rVyLUKw/s72-c/psychic-confusion-the-sonic-youth-story.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-8875530337021967511</id><published>2011-10-30T21:27:00.001-02:00</published><updated>2011-10-30T21:28:25.998-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Filosófica'/><title type='text'>A Náusea - Jean-Paul Sartre</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mQ7mHIzIuMw/Tq3W4KCdZcI/AAAAAAAACPE/a5jxvcMoppA/s1600/A+N%25C3%25A1usea+Jean+Paul+Sartre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-mQ7mHIzIuMw/Tq3W4KCdZcI/AAAAAAAACPE/a5jxvcMoppA/s320/A+N%25C3%25A1usea+Jean+Paul+Sartre.jpg" width="202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Recentemente escrevi uma resenha sobre um livro de Sartre chamado &lt;i&gt;&lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2011/06/o-existencialismo-e-um-humanismo-jean.html"&gt;O Existencialismo é um Humanismo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, um tipo de cartilha didática na qual o filósofo explica os principais pontos de suas difíceis ideias para o público leigo. Após essa preparação, me senti um pouco mais seguro para encarar um de seus principais trabalhos que eu ainda não havia lido, &lt;i&gt;A Náusea&lt;/i&gt;, escrito em 1938, antes do livro que apresentou ao mundo seu pensamento existencialista, &lt;i&gt;O Ser e o Nada.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um romance ou um livro de filosofia? Ambos. Em &lt;i&gt;A Náusea&lt;/i&gt;, Sartre não traça um roteiro muito elaborado para narrar uma história, mas utiliza um personagem para, através de um diário, apresentar as ideias existencialistas de forma literária. Antoine Roquentin encontra-se em Bouville, uma cidade portuária fictícia na França, onde faz uma pesquisa na biblioteca local acerca da vida do Marquês de Rollebon, personagem que vivera no século XVIII. Durante esse tempo, Antoine escreve em seu diário suas impressões a respeito do mundo, melhor dizendo, da existência, e junto a esses pensamentos, a Náusea, um sentimento que, com outros nomes, é tratado em trabalhos existencialistas posteriores - um sentimento de angústia ou ansiedade em relação à liberdade a que o ser humano é condenado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;A Náusea&lt;/i&gt; é um livro tenso, perturbador. Pelo menos foi assim que me senti ao ler esse livro: angustiado, da mesma forma que o protagonista. Antoine Roquentin procura entender o porquê daquele sentimento que permeia seu cotidiano, seja em relação ao amor, sexo, música ou à simples observação de objetos inanimados, e a escrita de Sartre é tão engenhosa que o sentimento de perturbação é capaz de passar para o leitor. O pessimismo de Roquentin está presente em quase todas as páginas, tendo como contraponto o personagem chamado Autodidata, um homem que acredita no progresso da humanidade e se dedica a apreender todo o conhecimento através da leitura de livros sobre os mais variados assuntos na biblioteca local, em ordem alfabética por autor - um humanista, contrastando com o existencialista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Considero &lt;i&gt;A Náusea&lt;/i&gt; um livro muito bem escrito, e muito interessante no sentido filosófico, mas admito que essa leitura me deixou para baixo, e por isso até demorei mais do que o normal, não conseguia ler por muito tempo, e até pensei em largar no meio. É um livro que eu tinha que ler, conferir esse ícone da literatura do século XX que tanto aprecio, entrar de outra forma em contato com o intrigante existencialismo... mas que doeu, doeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Editora: Nova Fronteira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Páginas: 226&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Disponibilidade: normal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Avaliação: * * * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-8875530337021967511?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/8875530337021967511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/10/nausea-jean-paul-sartre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8875530337021967511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8875530337021967511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/10/nausea-jean-paul-sartre.html' title='A Náusea - Jean-Paul Sartre'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mQ7mHIzIuMw/Tq3W4KCdZcI/AAAAAAAACPE/a5jxvcMoppA/s72-c/A+N%25C3%25A1usea+Jean+Paul+Sartre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-8467779228357451202</id><published>2011-08-31T15:25:00.006-03:00</published><updated>2011-09-07T08:07:40.024-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Bowie in Berlin. A New Career in a New Town - Thomas Jerome Seabrook</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-s_ot1N21vYU/Tl6v8-8v5mI/AAAAAAAACHE/5Q87177CqEE/s1600/Bowie%2Bin%2BBerlin.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-s_ot1N21vYU/Tl6v8-8v5mI/AAAAAAAACHE/5Q87177CqEE/s320/Bowie%2Bin%2BBerlin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647144444993988194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na segunda metade da década de 1970, David Bowie passava por um momento crucial em sua vida: sua carreira estava no auge, produzindo discos anualmente desde 1969, muitos deles com vendas astronômicas, e suas turnês levavam milhões de fãs aos seus shows. Por outro lado, sua vida pessoal passava por turbulências graves - vícios, anorexia, divórcio, paranoia e obsessão por ocultismo e símbolos nazistas - que quase lhe custaram a vida.&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);" class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Justificar" class="gl_align_full" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Era 1975 quando Bowie decidiu seriamente que deveria mudar radicalmente de vida, e largou Los Angeles para viver na Europa, até se estabelecer em Berlim, vivendo anonimamente e longe de excessos (para os padrões de um rock star, já que Berlim tinha também uma agitada vida noturna). O resultado foi uma período de alguns anos de intensa atividade artística e cinco discos antológicos - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Low&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Heroes"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lodger&lt;/span&gt;, a chamada "trilogia de Berlim", de Bowie e sua parceria com Brian Eno, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Idiot&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lust for Life&lt;/span&gt;, de Iggy Pop, porém com uma intensa participação sua. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bowie in Berlin - A New Career in a New Town&lt;/span&gt;, de Thomas Jerome Seabrook, conta a história dessa que é para muitos (incluindo eu mesmo) a melhor fase de David Bowie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro começa com os antecedentes dos anos de Berlim, apresentando um David Bowie que, por um lado, era um dos artistas mais populares da época, e por outro estava no fundo do poço em sua vida pessoal, e com sérios riscos à sua saúde. Bowie vivia em Los Angeles, havia acabado de lançar uma sequência de discos excepcionais, em termos musicais ou sucessos de vendas - começando com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hunky Dory&lt;/span&gt;, de 1971, até &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Station to Station&lt;/span&gt;, de 1976. Seus trabalhos eram frequentemente temáticos, com a interpretação de personagens que às vezes chegavam a se misturar com sua própria personalidade, como o alienígena Ziggy Stardust. Seu último personagem dessa época chamava-se "Thin White Duke", um aristocrata demente com inclinações fascistas, que começou a interferir na saúde mental do cantor numa fase em que seus alimentos eram somente cocaína, pimenta e leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Bowie tinha tudo para continuar nese caminho em sua vida profissional, lançando mais um disco com sucessos comerciais e turnês enormes (era tudo o que sua gravadora queria também), mas resolveu dar uma guinada. Sua vida pessoal conturbada pode ter influenciado bastante essa escolha, mas o lado artístico não pode deixar de ser considerado: Bowie é um músico notório pela sua capacidade de enxergar adiante de seu tempo, de ser pioneiro. O que ocorre então é que ele larga tudo nos Estados Unidose vai se refugiar anonimamente na Europa, onde entra em contato com bandas inovadoras como o Kraftwerk e inicia uma parceria com Brian Eno, ex-Roxy Music, que já fazia discos bem diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte do livro de T.J. Seabrook é dividida em quatro capítulos, efetivamente o período em que Bowie viveu em Berlim e criou os melhores discos de sua carreira e de seu amigo Iggy Pop, que tinha saído de sua fantástica banda, The Stooges, e estava em total ostracismo.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; The Idiot&lt;/span&gt;, o primeiro disco dessa fase, teve sua parte musical quase que completamente criada por Bowie e companhia, tendo Iggy Pop criado mais a parte das letras, e serviu como um "piloto" para a sonoridade dos discos seguintes de Bowie. O capítulo seguinte aborda a criação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Low&lt;/span&gt;, e os posteriores de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lust For Life&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Heroes"&lt;/span&gt;. Em cada capítulo, inicialmente é contada toda a história dos músicos à época dos discos, o processo de criação e produção, e ao final há a ficha de cada música, com comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bowie in Berlin&lt;/span&gt; é encerrado com capítulos sobre a produção de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Lodger&lt;/span&gt;, o último disco dessa fase (que por não ser tão extraordinário quanto os quatro anteriores e ter sido pouco influenciado pela vida em Berlim é tratado à parte), a retomada da carreira de superstar de David Bowie, o fim da parceria dele com Brian Eno e o legado que essa fase de sua carreira deixou para o cenário musical da década de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar esse livro até então desconhecido para mim foi uma coincidência e tanto, já que há alguns meses estou obcecado por esses discos e não paro de escutá-los. Sua leitura foi bastante agradável e enriquecedora para melhor compreensão desses trabalhos fundamentais, que influenciaram uma porção de gente, de Joy Division a U2, moldando o clima dark pós-punk que teriam os anos 80. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bowie in Berlin&lt;/span&gt; é uma leitura essencial para todo fã de David Bowie, e para quem não conhece os tais discos da fase berlinense do cantor, recomendo fortemente que não perca a oportunidade de entrar em contato com essas obras-primas da música, principalmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Idiot&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Low&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Jawbone&lt;br /&gt;Páginas: 270&lt;br /&gt;Disponibilidade: importado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-8467779228357451202?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/8467779228357451202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/08/bowie-in-berlin-new-career-in-new-town.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8467779228357451202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8467779228357451202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/08/bowie-in-berlin-new-career-in-new-town.html' title='Bowie in Berlin. A New Career in a New Town - Thomas Jerome Seabrook'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-s_ot1N21vYU/Tl6v8-8v5mI/AAAAAAAACHE/5Q87177CqEE/s72-c/Bowie%2Bin%2BBerlin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1241825537137000354</id><published>2011-08-23T11:26:00.000-03:00</published><updated>2011-08-25T19:30:36.520-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura brasileira'/><title type='text'>O Triste Fim de Policarpo Quaresma em quadrinhos - Lima Barreto e outros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-4b4JzeSj52Y/TlbMlI02d1I/AAAAAAAACGM/e9xGfdFnoSU/s1600/policarpoquaresmaquadrinho.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4b4JzeSj52Y/TlbMlI02d1I/AAAAAAAACGM/e9xGfdFnoSU/s320/policarpoquaresmaquadrinho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644924121351878482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;Voltando a falar da coleção &lt;i&gt;Literatura Brasileira em Quadrinhos&lt;/i&gt; (depois de um ano), dessa vez li a adaptação de &lt;i&gt;&lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2010/03/triste-fim-de-policarpo-quaresma-lima.html"&gt;Triste fim de Policarpo Quaresma&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, esse livro maravilhoso, e por isso mesmo já uma tarefa e tanto fazer uma adaptação. Nesse caso, até que a adaptação de Ronaldo Antonelli se saiu um pouco melhor do que em &lt;i&gt;&lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2010/04/o-cortico-em-quadrinhos-aluisio-azevedo.html"&gt;O Cortiço&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, mas continuo achando muito difícil essa tarefa de adaptar livros inteiros, pelo tamanho das obras originais comparado com o número de páginas propostas para os quadrinhos - contos são bem mais propícios, e os resultados geralmente são melhores. Os desenhos de Francisco Vilachã, como já havia dito em outra resenha, não são grande coisa, e oscilam de suficientes a fracos em cada trabalho seu na série - no presente caso, estão fracos, sem graça, atrapalhados ainda mais pelo trabalho do colorista Fernando Rodrigues, deixando os personagens quase sempre monocromáticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, essa adaptação de Triste fim de Policarpo Quaresma é razoável, mas foi boa para relembrar algumas passagens de um dos meus livros prediletos. Só recomendo para quem já leu o livro, gostou e, como eu, quer ter contato com a história novamente mas não tem tempo para ler o livro inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora: Escala&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Páginas: 64&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilidade: normal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avaliação: * * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1241825537137000354?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1241825537137000354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/08/o-triste-fim-de-policarpo-quaresma-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1241825537137000354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1241825537137000354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/08/o-triste-fim-de-policarpo-quaresma-em.html' title='O Triste Fim de Policarpo Quaresma em quadrinhos - Lima Barreto e outros'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4b4JzeSj52Y/TlbMlI02d1I/AAAAAAAACGM/e9xGfdFnoSU/s72-c/policarpoquaresmaquadrinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3728654572558595716</id><published>2011-08-16T13:52:00.000-03:00</published><updated>2011-08-25T19:39:14.054-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Científica'/><title type='text'>Fahrenheit 451 - Ray Bradbury</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-HAiGizmu2aw/TlbO_Xw3owI/AAAAAAAACGk/3jnBlgDLMgg/s1600/fahrenheit451_450.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HAiGizmu2aw/TlbO_Xw3owI/AAAAAAAACGk/3jnBlgDLMgg/s320/fahrenheit451_450.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644926771061564162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há cerca de um ano escrevi uma resenha sobre o livro &lt;i&gt;&lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2010/09/admiravel-mundo-novo-aldous-huxley.html"&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, de Aldous Huxley, na qual tive que citar as outras duas grandes histórias de distopias: &lt;i&gt;1984&lt;/i&gt;, de George Orwell, e &lt;i&gt;Fahrenheit 451&lt;/i&gt;, de Ray Bradbury, que acabo de ler. Todas elas foram escritas em meados do século XX (décadas de 30, 40 e 50), época que, devido à grande quantidade de mudanças espantosas e catástrofes inimagináveis, impelia pessoas perspicazes e de imaginação poderosa a interpretar seu presente na forma de distopias, ficções passadas em futuros sombrios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada uma dessas obras se tornou famosa por, além da qualidade de escrita dos autores, tratar de temas inquietantes em suas épocas. &lt;i&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/i&gt;, o primeiro a ser escrito, numa época em que os problemas políticos ainda não eram tão agudos (ou pelo menos ainda não haviam atingido seu apogeu com a brutalidade dos Estados totalitários durante a II Guerra Mundial e a Guerra Fria), é um alerta de Huxley aos riscos de um desenvolvimento tecnológico acelerado desprovido de reflexão ética. O segundo a ser escrito, &lt;i&gt;1984&lt;/i&gt;, aborda um desdobramento bastante pessimista do comunismo (regime inicialmente defendido por Orwell, que como muitos outros se desencantou após as revelações das barbáries cometidas no governo de Stalin); já &lt;i&gt;Fahrenheit 451&lt;/i&gt;, escrito praticamente na mesma época (cerca de 5 anos depois), tem o mesmo sentido de &lt;i&gt;1984&lt;/i&gt;, imaginando, porém, o que poderia ocorrer numa sociedade supostamente democrática como desdobramento da Guerra Fria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Fahrenheit 451&lt;/i&gt; se passa num futuro indeterminado, nos Estados Unidos, quando o governo adotou medidas extremas para manter o controle social: controlar o pensamento e as opiniões do povo de forma radical, através da queima de qualquer tipo de livro, e direcionar a educação de acordo com seus interesses, evitando assim contradições de pensamento. Dessa forma, além das pessoas estarem de acordo com a ideologia do governo, jamais teriam motivos para entrarem em conflito entre si por diferenças de pensamento. O título do livro faz alusão à temperatura que o papel entra em combustão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que a proibição dos livros tenha efeito, o governo cria um órgão especializado em vigiar, julgar e punir as pessoas que insistem em manter livros escondidos, como uma polícia secreta: os bombeiros, que perderam a função de combater incêndios (já que a tecnologia impede que as casas peguem fogo de forma natural) e passaram a promovê-los, utilizando uma espécie de fogo artificial que consegue, além de queimar os livros, destruir as casas dos culpados. A população, aterrorizada e ao mesmo tempo impossibilitada de refletir sobre a questão, abriga-se em prazeres superficiais promovidos pela tecnologia (algo semelhante à realidade virtual, imaginada na década de 50 por Bradbury como paredes que serviam como familiares às pessoas, uma alusão crítica à televisão).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sou sempre a favor do prazer que a surpresa traz à leitura, me abstenho de escrever mais qualquer comentário sobre o enredo do livro e seus personagens, pois o que citei acima já é suficiente para compreender o que é tratado em suas páginas - antes de ler, eu sabia muito menos detalhes, e mesmo assim já era capaz de instigar minha curiosidade por esse clássico da ficção científica. O que posso dizer é que &lt;i&gt;Fahrenheit 451&lt;/i&gt; foi uma leitura bastante especial para mim, porque além de ter uma escrita bonita e agradável, e reflexões profundas sobre, por exemplo, a memória, o conhecimento, o amor e a morte, aborda um tema muito chocante para nós que amamos a leitura - e talvez até o livro como objeto em si. Numa inevitável comparação, gostei mais desse livro do que &lt;i&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;1984&lt;/i&gt; só vi o filme, o livro continua na fila, por isso não posso comparar ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora: Globo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Páginas: 215&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilidade: normal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avaliação: * * * * *&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3728654572558595716?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3728654572558595716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/08/ha-cerca-de-um-ano-escrevi-uma-resenha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3728654572558595716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3728654572558595716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/08/ha-cerca-de-um-ano-escrevi-uma-resenha.html' title='Fahrenheit 451 - Ray Bradbury'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HAiGizmu2aw/TlbO_Xw3owI/AAAAAAAACGk/3jnBlgDLMgg/s72-c/fahrenheit451_450.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-7613378886848399554</id><published>2011-08-07T19:28:00.000-03:00</published><updated>2011-08-25T19:42:03.701-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Heroes of Blues, Jazz &amp; Country - Robert Crumb</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-v6Q4DexFSFk/TlbPoWWIOII/AAAAAAAACGs/c1LRsML7mTw/s1600/crumbs-heroes-of-blues.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 252px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-v6Q4DexFSFk/TlbPoWWIOII/AAAAAAAACGs/c1LRsML7mTw/s320/crumbs-heroes-of-blues.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644927475055605890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem conhece Robert Crumb sabe que, apesar de sua genialidade nos quadrinhos, seu amor verdadeiro sempre foi pela música. Apesar de seu nome estar frequentemente vinculado ao movimento de contra-cultura do final da década de 1960, Crumb nunca negou que não tinha nenhum interesse no rock daquela época, e que sua música vinha de décadas antes, a música que ele escutava quando era criança, em discos das décadas de 1920-30.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em uma singela homenagem aos seus ídolos, Crumb produziu na década de 1980 uma série de cards com desenhos e um parágrafo de breve biografia dos músicos que produziram a música da sua vida, e agora uma editora americana resolveu compilar todos eles num belo livro chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heroes of Blues, Jazz &amp;amp; Country&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introdução do livro é de Terry Zwigoff, amigo de Crumb, companheiro de banda e diretor do famoso documentário de 1994 sobre o desenhista. Zwigoff nos conta como começou o projeto: Crumb, notório colecionador de discos antigos, queria muito adquirir algumas raridades de um amigo, e este propôs uma troca dos discos por um desenho original. Crumb aceitou, e anos depois, Zwigoff utilizou a mesma estratégia para trocar um disco da coleção dele com Crumb. A partir de então, Crumb passou a produzir desenhos de seus artistas prediletos, baseado em fotos antigas, caso elas existissem - lembre-se que a maioria desses artistas sempre foi extremamente obscura, e sobre alguns deles não se sabe nem ao menos sua data de nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, os cards foram lançados em pacotes distintos para cada estilo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heroes of the Blues&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Early Jazz Greats&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pioneers of Country Music&lt;/span&gt;. Um livro muito bem feito, e com desenhos de Robert Crumb, é um bom motivo para eu querer tê-lo na minha estante, mas o fator determinante para mim foi a inclusão de um cd com 21 músicas de alguns desses artistas. Esse cd me apareceu como um farol para descobrir músicos seminais nesses estilos pouco explorados por mim ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cd começa com os artistas do blues. Esqueça Robert Johnson, e nem pense em B.B.King ou Eric Clapton. Robert Crumb gosta mesmo é daqueles músicos de rua, que por uma graça do acaso gravaram algumas canções e deixaram seu legado para os garimpeiros culturais das décadas seguintes. As músicas dessas parte são muito agradáveis, simples, e quase completamente desconhecidas por quase todo mundo. Eu só conhecia um artista retratado por Crumb antes de ler o livro - Skip James, e somente porque há uma canção sua maravilhosa no filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ghost World&lt;/span&gt; (dirigido não por acaso por Terry Zwigoff). Outros dois nomes eu já havia ouvido falar, mas não conheço muito de sua obra: Louis Armstrong, o músico de jazz mais famoso de todos os tempos, e Duke Ellington. As canções de blues no cd são bem leves, a exceção fica justamente por conta de Skip James, o mais melancólico de todos os sete artistas apresentados (e talvez por isso o que eu mais gosto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte do cd fica com o country, um estilo um pouco mais familiar para mim. Não que eu conheça qualquer daqueles artistas, mas o antigo country americano tem semelhanças com o folk britânico, um estilo que fiquei viciado durante alguns meses há uns dois ou três anos, e que me fez ficar familiarizado com essas músicas que utilizam um dos instrumentos mais bonitos para mim, o banjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cd termina com os músicos de jazz antigos, um estilo que ninguém sabe dizer o nome de qualquer representante, mas todo mundo já ouviu e continua ouvindo em desenhos animados e filmes antigos. É a música mais famosa dos Estados Unidos, mas em contrapartida, uma das mais anônima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa união de arte gráfica e música produziu uma obra muito bacana, eu ouço a música, leio no livro sobre aquele artista e viajo... Esse livro é importado, e pelo conteúdo muito específico, não tenho a impressão que algum dia venha a ser lançada uma edição brasileira - mas se tratando do crédito que Robert Crumb tem aqui no Brasil, não acho que isso seja impossível, já que há um album lançado pela Conrad chamado Blues, só com histórias sobre o estilo predileto de Crumb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Abrams Comicarts&lt;br /&gt;Páginas: 240&lt;br /&gt;Disponibilidade: importado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com a internet, é muito mais fácil conhecer qualquer tipo de artista do que na época que Crumb produziu os cards. Caso você se interesse em conhecer alguns destes velhos e bons músicos, e tem dificuldade para conseguir importar o livro, aí vai a lista de artistas compilados no cd, para serem caçados na internet (boa sorte!):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blues - Memphis Jug Band, Blind Willie McTell, Cannon's Jug Stompers, Skip James, Jaybird Coleman, Charley Patton, Frank Stokes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Country - "Dock" Boggs, Sherlor Family, Hayes Sheperd, Crockett's Kentucky Mountaineers, Burnett &amp;amp; Rutherford, East Texas Serenades, Weems String Band.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jazz - Bennie Moten's Kansas City Orchestra, "King" Oliver's Creole Jazz Band, Parhman-Pickett Apollo Syncopators, Frankie Franko &amp;amp; His Louisianians, Clarence Williams' Blue Five, "Jelly Roll" Morton's Red Hot Peppers, Jimmy Noone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais: os desenhos dos 36 músicos de blues presentes no livro podem ser encontrados &lt;a href="http://www.celticguitarmusic.com/crumb.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; (infelizmente sem os textos). Se alguém achar os desenhos dos outros músicos, me informe o link que eu coloco no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-7613378886848399554?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/7613378886848399554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/08/heroes-of-blues-jazz-country-robert.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7613378886848399554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7613378886848399554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/08/heroes-of-blues-jazz-country-robert.html' title='Heroes of Blues, Jazz &amp; Country - Robert Crumb'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-v6Q4DexFSFk/TlbPoWWIOII/AAAAAAAACGs/c1LRsML7mTw/s72-c/crumbs-heroes-of-blues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-5904320271908024076</id><published>2011-06-19T15:43:00.001-03:00</published><updated>2011-08-29T21:29:38.775-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>O Existencialismo é um Humanismo - Jean-Paul Sartre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-f-LsNnxt76w/Tlwu4QnCu4I/AAAAAAAACG8/q9b9Q9xu6oE/s1600/sartre%2Bexistencialismo%2Bhumanismo.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 206px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-f-LsNnxt76w/Tlwu4QnCu4I/AAAAAAAACG8/q9b9Q9xu6oE/s320/sartre%2Bexistencialismo%2Bhumanismo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646439576882035586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em meados do século XX, a corrente da filosofia denominada existencialismo estava em alta, seguida fielmente por alguns e combatida ferozmente por outros. O termo existencialista era utilizado para se referir a variadas situações, algumas sem relação nenhuma com a ideia original. Era sofisticado incluir o termo em conversas com os amigos, mesmo que nenhum dos interlocutores compreendesse muito bem o assunto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de as ideias existencialistas terem se originado no século XIX, com um filósofo dinamarquês chamado Soren Kierkegaard, foi Jean-Paul Sartre quem transformou-as em doutrina, inclusive criando o termo, que foi rejeitado por filósofos de ideias semelhantes, como Martin Heidegger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a década de 1940, o existencialismo podia ser estudado através de livros difícies para o grande público, desses que até o título já causa estranheza, tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ser e Tempo&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Ser e o Nada&lt;/span&gt; (títulos que, diga-se de passagem, também contribuem bastante para piadinhas em relação à filosofia). Foi então que, para esclarecer questões sobre o existencialismo e rebater algumas críticas que Sartre proferiu uma palestra chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O existencialismo é um humanismo&lt;/span&gt;, tornando-se posteriormente um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pequeno livro é um meio de ter uma breve introdução ao existencialismo através do próprio autor, algo raro no meio da filosofia, no qual a maioria dos autores recusa-se a simplificar seu pensamento a esse ponto, seja por receio de banalizar e deturpar suas ideias ou por pura soberba intelectual mesmo (Sartre também se encaixa num desses casos, já que esse livro não foi aprovado por ele). Numa primeira parte, Sartre expõe os princípios do existencialismo rebatendo críticas veiculadas por diversos setores; a parte final é um debate de Sartre com a plateia, no qual o filósofo responde a algumas contestações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, o que é o existencialismo? Bem, não é meu propósito aqui explicar correntes filosóficas (até porque eu não teria condições para fazr isso decentemente), e sim sugerir boas leituras. Posso dizer simplesmente que o existencialismo é um conjunto de ideias muito fascinante, que passa longe da abstração acadêmica e se encaixa bem no mundo em que vivemos, que trata de liberdade e responsabilidade do ser humano, e por isso fez a minha cabeça desde o início da minha vida adulta - foi interessante reler este livro e ver como essas ideias foram importantes na minha formação, e o quanto delas ainda persiste em mim até hoje, mesmo sem que eu possa dizer que algum dia pude me classificar como um existencialista nato. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O existencialismo é um humanismo&lt;/span&gt; é um ótimo meio de ter uma visão inicial sobre o assunto e se apaixonar por essa corrente filosófica que tem uma vantagem para quem gosta de filosofia mas não pretende devorar livros obscuros de filósofos difíceis: o existencialismo foi tratado em diversas obras literárias de leitura agradável, por autores como Albert Camus e o próprio Sartre - e foi por isso que agora, depois de anos, li novamente esse livro: para relembrar os conceitos e entender melhor um livro de Sartre que encontrei numa feirinha e pretendo ler em breve, chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Náusea&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Vozes (o texto também pode ser encontrado na coleção Pensadores, da editora Abril, fácil de achar em sebos)&lt;br /&gt;Páginas: 84&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="ftp://ftp.unilins.edu.br/rosana/MARKETING/FILOSOFIA/sartre_exitencialismo_humanismo%20TEXTO%202.pdf"&gt;Livro em PDF&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-5904320271908024076?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/5904320271908024076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/06/o-existencialismo-e-um-humanismo-jean.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5904320271908024076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5904320271908024076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/06/o-existencialismo-e-um-humanismo-jean.html' title='O Existencialismo é um Humanismo - Jean-Paul Sartre'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-f-LsNnxt76w/Tlwu4QnCu4I/AAAAAAAACG8/q9b9Q9xu6oE/s72-c/sartre%2Bexistencialismo%2Bhumanismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-2050837947163881636</id><published>2011-06-10T21:50:00.001-03:00</published><updated>2011-08-29T21:28:19.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Mundo Fantasma - Daniel Clowes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-JfDyhYQW6zA/TlwueekP2tI/AAAAAAAACG0/klQGDAb94ZU/s1600/ghostworld.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 209px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JfDyhYQW6zA/TlwueekP2tI/AAAAAAAACG0/klQGDAb94ZU/s320/ghostworld.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646439133951810258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se você não é nerd, não tem obrigação de saber que &lt;i style=""&gt;Mundo Fantasma&lt;/i&gt; (&lt;i style=""&gt;Ghost World&lt;/i&gt;) é a principal obra de Daniel Clowes, um dos maiores nomes dos quadrinhos alternativos. O que eu e muitos outros semelhantes não entendíamos era por que um trabalho fundamental como esse, lançado nos Estados Unidos em 1997, teve que esperar até 2011 para ser editado aqui no Brasil, já que coisas menos importantes de Clowes têm edições nacionais há bastante tempo, mas agora que finalmente podemos comprar &lt;i style=""&gt;Mundo Fantasma&lt;/i&gt; em qualquer livraria, ganhamos também uma explicação convincente: os direitos estavam reservados a uma editora que faliu antes que pudesse publicar o álbum, até que a editora Gal resolveu a situação e conseguiu fechar o negócio, que acredito que será muito lucrativo, mas mesmo que não seja, pelo menos terá a honra de publicar essa maravilha da nona arte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;i style=""&gt;Mundo Fantasma&lt;/i&gt; mostra a vida de duas amigas, Enid e Becky, jovens entediadas e inadaptadas presas na sociedade americana da década de 90. A mediocridade de seu entorno e a ação dos hormônios próprios da idade as levam a buscar válvulas de escape em trotes, sexo, consumo de artigos peculiares, fofocas e brincadeiras de mau gosto com estranhos. Apesar de o álbum ser composto por histórias curtas (originalmente publicadas na revista &lt;i style=""&gt;Eightball&lt;/i&gt;, no final da década de 80), pode-se encontrar um sentido na sequência delas: o difícil processo de superação da adolescência e a entrada na vida adulta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;Os desenhos de Daniel Clowes são perfeitos para o que o artista procura passar: as representações dos personagens variam de monótonas a ridículas, e por mais simples que sejam, seus traços são apaixonantes. Os cenários retratados me parecem aquilo que tenho em mente sobre o cotidiano norte-americano, um ambiente aparentemente equilibrado, eficiente, mas em suas entrelinhas cheio de contradições e decadência. Para mim, &lt;i style=""&gt;Mundo Fantasma&lt;/i&gt; compõe, na esfera dos quadrinhos, o que os filmes de Kevin Smith ou as músicas das bandas grunge representaram na década de 90.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;Em 2001 foi lançado um filme baseado nos quadrinhos, com muitas passagens idênticas, mas com roteiro bastante diferente da obra original, porém nem por isso deixa de ser um filme excelente. Dirigido por Terry Zwigoff (o mesmo do filme sobre Robert Crumb), com Tora Birch e Scarlett Johansson novinhas e Steve Buscemi.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;Eu já tenho &lt;i style=""&gt;Mundo Fantasma&lt;/i&gt; escaneado há muitos anos, ainda não tive contato com essa nova edição e, portanto, tudo que posso escrever é sobre a obra em si, mas pelo que li em resenhas na internet, parece ser bem feitinha, com extras interessantes. Contudo, independente da edição ser de qualidade ou não, o que importa nesse caso é o conteúdo, e seu lançamento é uma oportunidade para quem não conhece. É uma obra de quadrinho maravilhosa, um dos melhores álbuns para mim, está aí minha dica.&lt;/p&gt;  Editora: Gal&lt;br /&gt;Páginas: 84&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-2050837947163881636?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/2050837947163881636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/06/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2050837947163881636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2050837947163881636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/06/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title='Mundo Fantasma - Daniel Clowes'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JfDyhYQW6zA/TlwueekP2tI/AAAAAAAACG0/klQGDAb94ZU/s72-c/ghostworld.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1924765706316956091</id><published>2011-06-07T18:33:00.000-03:00</published><updated>2011-06-07T19:52:54.222-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Revista Samba - vários autores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ZTo0kY7IKgg/Te6nqupupjI/AAAAAAAABuc/Ad4HO7E6g1Q/s1600/samba-capa-web.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 138px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZTo0kY7IKgg/Te6nqupupjI/AAAAAAAABuc/Ad4HO7E6g1Q/s200/samba-capa-web.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615610137896986162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-HC36aNkVWBI/Te6neoWQe0I/AAAAAAAABuU/_HU73TrqNZ8/s1600/capasamba2web.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HC36aNkVWBI/Te6neoWQe0I/AAAAAAAABuU/_HU73TrqNZ8/s200/capasamba2web.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615609930046274370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano passado, na postagem sobre a &lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2010/11/rio-comicon-2010.html"&gt;Rio Comicon&lt;/a&gt;, prometi que escreveria sobre uma publicação alternativa que chamou minha atenção, a revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Samba&lt;/span&gt;. Como sempre cumpro minhas promessas, mesmo que quase sempre com bastante atraso, aí está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já escrevi sobre a dita convenção, limito-me a iniciar meu relato da parte em que eu estava tentanto me locomover com minha irmã no abarrotado salão que abrigou o evento, observando uma série de fanzines toscos em mesinhas vazias que davam pena, até ficar impedido de andar entre a fila de gente que esperava um autógrafo de Milo Manara e uma muvuca que se acotovelava para alcançar uma mesa cheia de revistas, de onde alguém gritava "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Samba 2! Samba 2!&lt;/span&gt;" Na hora pensei: "Que porra é essa de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Samba 2&lt;/span&gt; que esse cara não para de gritar?", mas confesso que o que despertou meu interesse foi algo parecido com o que acontece com uma mulher do tipo consumista quando vê um monte de outras semelhantes amontoadas em volta de um camelô na rua - o melhor letreiro para um vendedor, que significa "tem coisa boa e barata aqui".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando consegui chegar ao "balcão", peguei um exemplar aberto da tal Samba 2, e de cara senti a diferença entre essa publicação e os inúmeros fanzines xerocados em folha A4 dobrada que proliferam nesse tipo de evento. Uma revista em formato 18x26, com uma bela pintura na capa de papel de boa qualidade, daqueles que agradam ao tato. No miolo, diferentes estilos de desenhos, algumas histórias coloridas, do minimalismo quase idiota a traços mais sombrios, séries de pinturas sem textos a textos quase sem desenhos, mas o grande diferencial era uma historinha em 3D e os óculos que acompanham a revista. Levei pra casa, e com mais tempo e tranquilidade para apreciar melhor o trabalho, pude comprovar a qualidade, tanto do acabamento quanto da criação artística da maioria dos autores dessa obra coletiva. Histórias curtas, a maioria levando para o lado do humor, algumas melancólicas e o restante simplesmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nonsense&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico realmente feliz quando vejo que artistas independentes - seja de quadrinhos, música ou qualquer outro ramo artístico - conseguem criar e veicular trabalhos dessa categoria, e entrei no blog da revista para comprar o primeiro volume, lançado em 2008. O número de páginas é menor, mas o formato e o tipo de conteúdo são os mesmos, sendo que alguns personagens aparecem em ambos os volumes, porém sem histórias seriadas. Este primeiro volume ganhou um prêmio de melhor revista na Feira de Quadrinhos do Piauí, em 2009, e talvez esse reconhecimento tenha estimulado a continuidade do trabalho. Espero que venha a ser lançado logo o próximo volume e que essa moçada esperta de Brasília encabeçada por Gabriel Góes, Gabrieal Mesquita e Lucas Gehre sirva de exemplo e estímulo para o restante dos quadrinistas independentes do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: independente&lt;br /&gt;Páginas: 64 e 136&lt;br /&gt;Disponibilidade: &lt;a href="http://revistasamba.blogspot.com/"&gt;blog da revista&lt;/a&gt; ou eventos de quadrinhos.&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1924765706316956091?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1924765706316956091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/06/revista-samba-varios-autores.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1924765706316956091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1924765706316956091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/06/revista-samba-varios-autores.html' title='Revista Samba - vários autores'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZTo0kY7IKgg/Te6nqupupjI/AAAAAAAABuc/Ad4HO7E6g1Q/s72-c/samba-capa-web.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-72423216735928725</id><published>2011-05-02T19:14:00.000-03:00</published><updated>2011-05-02T21:09:23.120-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Histórica'/><title type='text'>Doutor Jivago - Boris Pasternak</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-J-0y2Gvgqqw/Tb8-kS7yt9I/AAAAAAAABtM/k0oKhbqf2nw/s1600/Doutor%2BJivago.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 142px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-J-0y2Gvgqqw/Tb8-kS7yt9I/AAAAAAAABtM/k0oKhbqf2nw/s200/Doutor%2BJivago.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602265254751025106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Doutor Jivago&lt;/span&gt; é um livro ambietado na Revolução Russa, que deu origem a um filme famoso da década de 60, isso era tudo o que eu sabia quando peguei-o para ler. Ficção histórica, bacana. Após ler mais ou menos até a metade, descobri outras duas coisas a respeito do livro de Boris Pasternak: tem uma trama interessante, com personagens bem elaborados, mas é um dos livros mais chatos da história da literatura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Doutor Jivago&lt;/span&gt; começa na convulsiva Rússia da virada do século XX, e a vida pessoal do protagonista contrasta intencionalmente com o pano de fundo histórico das lutas políticas que desembocaram na revolução dos bolcheviques: a trajetória do médico Iuri Andreievitch Jivago representa a individualidade sufocada pelo coletivismo extremo e forçado dos revolucionários marxistas, e além disso, o livro abre espaço para a discussão sobre a distorção dos ideais revolucinários através do processo histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entra a diferença entre criar grandes histórias e ter capacidade para desenvolvê-las. A escrita de Boris Pasternak é barroca até o tutano, repleta de figuras de linguagem pedantes, produzindo uma leitura cansativa, um desafio até para os maiores maratonistas literários - intercalando esta com diversas outras leituras, demorei quase três meses para sequer chegar à metade dessa grande epopeia eslava, mas então desisti no meio do caminho, abandonei mesmo, não tive forças para tamanha provação. Para se ter uma ideia do que estou falando, um dos temas mais destacados em qualquer resumo rápido que se pegue sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Doutor Jivago&lt;/span&gt; é o romance entre o protagonista e a personagem Lara, mas até onde li, nem sinal de que isso estava para acontecer... aliás, a impressão é de que nada acontece nesse livro! Talvez tenha sido uma estratégia do autor para remetar à solidão de Jivago, ao mesmo tempo que à imensidão da natureza russa, aquela paisagem monótona, a tundra, as coníferas, a Sibéria, o Círculo Polar Ártico, gelo, neve...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, Doutor Jivago foi considerado digno de um Prêmio Nobel de Literatura em 1958, mas expliquemos: o livro foi censurado na União Soviética, chegou clandestinamente ao ocidente, denunciava os erros do socialismo soviético, o autor ainda vivia lá cercado de agentes da KGB, e era época de Guerra Fria e tudo mais, entenderam, né? Por mais que possam defender a qualidade desse livro e dizer (corretamente) que eu não entendo patavina de técnicas literárias para poder criticar assim, continuo achando que não tem desculpa: o livro foi escrito e publicado na época mais fértil da literatura mundial, de gente como Kafka, Fitzgerald e Borges, não havia espaço para uma escrita anacrônica dessa. Que os acadêmicos julguem os méritos literários dos autores através do tempo, para mim Pasternak já está no grupo encabeçado por Stendhal: literatura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clássica&lt;/span&gt; chata que ninguém aguenta, mas ai de quem falar mal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todos os problemas, a história por trás da enrolação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Doutor Jivago&lt;/span&gt; ainda me parece interessante, e eu poderia simplesmente ler qualquer resumo na internet para saber como termina, mas farei de outra forma: vou procurar o filme, que pode até ser ruim como o livro (e provavelmente é, já que ganhou cinco estatuetas do Oscar), porém apresenta uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4Yd2PzoF1y8&amp;amp;feature=related"&gt;música muito bonita&lt;/a&gt; e belíssimas atrizes (tanto na versão original, de 3 horas de duração, como na série de tv de 2002, com 6 horas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Best Seller&lt;br /&gt;Páginas: 756 (com sensação térmica de 3756)&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-72423216735928725?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/72423216735928725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/05/doutor-jivago-boris-pasternak.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/72423216735928725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/72423216735928725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/05/doutor-jivago-boris-pasternak.html' title='Doutor Jivago - Boris Pasternak'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-J-0y2Gvgqqw/Tb8-kS7yt9I/AAAAAAAABtM/k0oKhbqf2nw/s72-c/Doutor%2BJivago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-2217653390395745594</id><published>2011-04-22T18:37:00.000-03:00</published><updated>2011-04-24T09:04:06.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>Crazy Cock - Henry Miller</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-eki5jDCTO7I/TbIMD9pFDbI/AAAAAAAABtA/coFXGqUCx2A/s1600/Crazy%2BCock.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 115px; DISPLAY: block; HEIGHT: 174px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598550549000949170" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-eki5jDCTO7I/TbIMD9pFDbI/AAAAAAAABtA/coFXGqUCx2A/s200/Crazy%2BCock.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Paris, 1934. O escritor americano Henry Miller publica seu primeiro livro, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Trópico de Câncer&lt;/span&gt;, alcançando imediato reconhecimento e abrindo as portas de sua carreira. A partir de então, Miller passa a se dedicar exclusivamente à literatura, ganhando a vida como sempre desejou, até morrer confortavelmente no sul da Califórnia, aos 88 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada acima pode sintetizar os sonhos de quase todas as pessoas que almejam o ofício de escritor, e parece que Henry Miller foi agraciado pelo destino com as coisas tendo saído tão perfeitas - sucesso logo no primeiro romance, na Paris da década de 30, capital mundial da cultura ocidental da época. Contudo, a história torna-se menos colorida se acrescentarmos um dado na biografia do autor: tudo isso ocorreu somente quando ele tinha 44 anos. Até então, Henry Miller era um cidadão humilde de Nova Iorque, que fizera de tudo na vida para se sustentar, mas ao mesmo tempo não conseguia permanecer em nenhuma atividade por reconhecer sua verdadeira vocação na escrita - e por conta disso, era discriminado pela própria família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de decidir largar tudo de vez e partir para a França para escrever e publicar &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Trópico de Câncer&lt;/span&gt;, Miller alternava bicos e empregos temporários com a elaboração e a produção de livros que ninguém conhecia/reconhecia, e um desses manuscritos deu origem a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Crazy Cock&lt;/span&gt;, publicado então somente na década de 60, a partir de um manuscrito improvavelmente recuperado. A história da época da produção desse livro é bem descrita na introdução da edição que li:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Corria o ano de 1927. A segunda mulher de Henry Miller acabara de fugir para a Europa com sua amante lésbica, e ele se recuperava de um longo período que chamou 'desintegração nervosa'. Humilhado e sem dinheiro, ele se vira obrigado a voltar para a casa de seus pais, perplexos com a incapacidade desse filho de 36 anos de viver à altura das expectativas eminentemente burguesas da família. Em desespero, aceitara um emprego sem futuro em um escritório oferecido por um rival dos tempos de infância. Uma noite, porém, permaneceu na firma depois do expediente e começou a datilografar sem parar. Passada a meia-noite, uma pilha de páginas datilografadas em espaço um - uma torrente de palavras - repousava ao lado. Eram notas para o livro que Miller sentiu estar fadado a escrever: a história de seu casamento com June, do amor desta por Jean Kronski, e de sua própria e total degradação com a traição da mulher. Essas notas se transformariam em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Crazy Cock&lt;/span&gt;, terceiro romance de Henry Miller e seu mais seguro passo em direção a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Trópico de Câncer&lt;/span&gt;, a grande realização literária que viria poucos anos depois."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto da produção literária de Henry Miller são os livros nos quais ele transforma suas experiências pessoais em prosa de altíssima qualidade, mais especificamente os anos ao lado de June, sua musa maldita. Em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Crazy Cock&lt;/span&gt;, Miller aborda o conturbado período na década de 20 em que viveu com June e Jean, até a fuga destas para a Europa - tema que foi retomado na trilogia &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Crucificação Encarnada&lt;/span&gt;, publicada entre 1949 e 1960. A ideia inicial para o título era &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lovely Lesbians&lt;/span&gt; (Amáveis Lésbicas), mas como a prosa é voltada para o protagonista, e não para as duas mulheres, houve a alteração para &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Crazy Cock&lt;/span&gt; (Pinto Louco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo basicamente um protótipo da escrita posterior de Henry Miller, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Crazy Cock&lt;/span&gt; é algo diferente de seus livros mais famosos. A narração autobiográfica em primeira pessoa, característica marcante do autor, é substituída pela utilização de personagens em terceira pessoa (Miller é Tony Bring, e as mulheres têm os pseudônimos Hildred e Vanya), certamente uma demonstração de insegurança do escritor inexperiente. Além disso, é uma narração mais linear, mais lógica do que em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Trópico de Câncer&lt;/span&gt;, porém já apresentando algumas passagens introspectivas próprias de Henry Miller. Outro importante &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;ingrediente &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;milleriano &lt;/span&gt;que falta nesse livro são as famosas descrições de atos sexuais, apesar do título sugestivo - um aspecto da obra de Miller que proporcionou seu banimento na moralista e hipócrita América durante décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Crazy Cock&lt;/span&gt; é um livro muito tenso, que consegue passar para o leitor o que acontece na cabeça de um homem que, por conta de um amor absurdo, obsessivo, talvez doentio, se submete a dividir o mesmo teto com sua mulher e a amante lésbica, sendo sempre colocado em segundo plano pelas duas. Um livro escrito por um grande autor ainda inexperiente, mas nem por isso sem qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me interessei em ler este livro porque Henry Miller é um dos autores mais importantes para mim, um verdadeiro herói literário, alguém com quem eu quero parecer quando crescer, e recomendo essa boa leitura para qualquer um, mas para quem ainda não o conhece, sugiro a leitura de algum de seus livros mais marcantes, pois não dá para comparar esse trabalho da época de amador com os livros que o deixaram famoso. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Trópico de Câncer&lt;/span&gt; causou em mim uma grande revolução mental na minha época de adolescência, e até hoje pego ocasionalmente para reler trechos marcantes. É uma relação tão especial que tenho com esse livro que talvez por isso eu não consiga escrever mais detalhadamente sobre ele aqui no blog e tenha que pegar outros trabalhos menores para poder falar de Henry Miller, mas a dica está dada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Siciliano&lt;br /&gt;Páginas: 198&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-2217653390395745594?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/2217653390395745594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/04/crazy-cock-henry-miller.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2217653390395745594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2217653390395745594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/04/crazy-cock-henry-miller.html' title='Crazy Cock - Henry Miller'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eki5jDCTO7I/TbIMD9pFDbI/AAAAAAAABtA/coFXGqUCx2A/s72-c/Crazy%2BCock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1209997774862122705</id><published>2011-04-14T19:24:00.000-03:00</published><updated>2011-04-18T11:29:38.133-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Superfreakonomics - Steven Levitt e Stephen Dubner</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-frQ3caM75y8/TaeEr4lDDZI/AAAAAAAABsw/bIaTJVgYtLM/s1600/SuperFreakonomics.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 139px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-frQ3caM75y8/TaeEr4lDDZI/AAAAAAAABsw/bIaTJVgYtLM/s200/SuperFreakonomics.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595586951488146834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2005, o economista Steven Levitt e o escritor Stephen Dubner se juntaram para escrever um livro de economia diferente de todos os outros já lançados, que abordasse situações cotidianas através de uma ótica bem incomum, estranha até, e daí surgiu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Freakonomics&lt;/span&gt; (trocadilho entre as palavras &lt;span style="font-style: italic;"&gt;economia&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estranho&lt;/span&gt;), que vendeu 4 milhões de exemplares. Com a proposta de mostrar o "lado escondido" das coisas, o livro insere conceitos de economia nas coisas mais triviais com as quais nos deparamos diariamente, numa linguagem acessível a qualquer leigo no assunto. A capa sugere a surpresa da leitura através da foto de uma maçã verde cortada, e em seu interior o conteúdo de uma laranja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei bem interessado nesse livro, mas nunca li e não é sobre ele que vou escrever, mas sim do segundo livro da série, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Superfreakonomics&lt;/span&gt;, que como não é uma continuação direta de nenhum assunto tratado no primeiro, pode ser lido sem problemas. A proposta continua a mesma: mostrar o lado desconhecido de certas situações do cotidiano e exemplificar conceitos de economia através de atitudes que qualquer um toma em sua vida, por exemplo, demonstrar que a discriminação de preços, uma estratégia utilizada por empresas monopolistas, também é utilizada pelas prostitutas de rua (tudo bem que nem todos os leitores são prostitutas ou recorrem aos seus serviços, mas há diversos outros exemplos com os quais qualquer um pode se identificar).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo do livro, muitos assuntos interessantes, bizarros e, por vezes, ridículos são apresentados por essa ótica de um economista nas palavras de um escritor: qual a relação entre o tamanho do pênis dos indianos e o controle de natalidade? Que tipo de pessoas visita asilos? Como fazer seu filho ser um astro dos esportes? Por que a quimioterapia é tão utilizada se é tão ineficaz? E por aí vai. As informações a respeito dos diversos (e às vezes esdrúxulos) assuntos são conseguidas por meio de trabalhos de especialistas em economia ou qualquer outra área, por entrevistas, estatísticas, experiências e interpretações de dados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar da boa recepção, tanto o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Freakonomics&lt;/span&gt; como sua sequência receberam algumas críticas por causa da falta de crédito de muitas dessas fontes, de interpretações erradas e de posições controversas. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Superfreakonomics&lt;/span&gt;, o tema mais delicado é o aquecimento global. Neste ponto, os autores foram duramente criticados por diversos especialistas em economia e ciências (incluindo publicações importantes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Guardian&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Economist&lt;/span&gt;), por causa de suas colocações sobre a relativização do papel do dióxido de carbono e a defesa de que o clima global pode ser regulado pela ação humana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante a leitura, também tive essa sensação de que havia muita coisa surpreendente e divertida ali, mas que ao mesmo tempo algumas informações eram meio duvidosas, retiradas de estudos de pesquisadores que ninguém nunca ouviu falar. Além disso, o texto começa leve e agradável, mas através das páginas torna-se cansativo e repetitivo, e atrelado a alguns assuntos não tão interessante, torna a leitura um pouco monótona em algumas passagens. Em suma, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Superfreakonomics&lt;/span&gt; é um livro diferente e original, com alguns problemas de conteúdo e escrita. Dá pra ler, mas no meu caso não estimulou a leitura do outro livro da série, prefiro devorar um bom manual de economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Campus&lt;br /&gt;Páginas: 247&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: O preço da edição brasileira é muito alto (como qualquer livro da editora Campus), comprei a edição original importada por 1/3 do valor (e a capa é mais legal, a tal da maçã explodindo, em vez de cortadinha como na foto acima).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1209997774862122705?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1209997774862122705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/04/superfreakonomics-steven-levitt-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1209997774862122705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1209997774862122705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/04/superfreakonomics-steven-levitt-e.html' title='Superfreakonomics - Steven Levitt e Stephen Dubner'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-frQ3caM75y8/TaeEr4lDDZI/AAAAAAAABsw/bIaTJVgYtLM/s72-c/SuperFreakonomics.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1457200194158011057</id><published>2011-02-14T14:16:00.000-02:00</published><updated>2011-02-27T12:53:04.071-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Bórgia - Alejandro Jodorowsky e Milo Manara</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-EudApiQdoeQ/TVl1HsOEd1I/AAAAAAAABsg/sdoGadcoJR8/s1600/Borgia1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 149px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-EudApiQdoeQ/TVl1HsOEd1I/AAAAAAAABsg/sdoGadcoJR8/s200/Borgia1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573614788837406546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-bOsENy-ixSI/TVl1HD24z_I/AAAAAAAABsY/la6lT7UPBjM/s1600/borgia_2.jpg"&gt; &lt;img style="cursor: pointer; width: 154px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bOsENy-ixSI/TVl1HD24z_I/AAAAAAAABsY/la6lT7UPBjM/s200/borgia_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573614778002755570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-db12askd_kY/TVl1HJlDI2I/AAAAAAAABsQ/mVP8ZMPRmcc/s1600/Borgia3.jpg"&gt; &lt;img style="cursor: pointer; width: 153px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-db12askd_kY/TVl1HJlDI2I/AAAAAAAABsQ/mVP8ZMPRmcc/s200/Borgia3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573614779538547554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante a Renascença, a Igreja passava por um de seus momentos mais sórdidos: corrupção, luxúria, avareza e abusos de todos os tipos estavam na ordem do dia da maioria do clero, do mais insignificante padre de vilarejos europeus até a representação máxima da instituição, o papa. Qualquer um que tenha passado pelo ensino médio sem dormir nas aulas de história sobre Reforma Protestante já ouviu esse papo sobre os motivos da revolta de Lutero, mas dificilmente um material didático apresenta detalhes do grau de violência e depravação dos homens que se aproveitavam dos limítes da racionalidade das pessoas naquela época. Crimes como estelionato, estupro, abuso de poder e assassinato político são apresentados sem clareza de como ocorriam e quem os cometia, diluindo a culpa simplesmente entre "alguns membros da Igreja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que quem cometia tais crimes eram pessoas com nomes, famílias, histórias, enfim, pessoas passíveis de serem estudadas e biografadas, e nenhuma dessas pessoas representou o ponto mais baixo deste quadro vil como Rodrigo Bórgia, posteriormente papa Alexandre VI (de 1492 a 1503). Personagem impressionante por utilizar as estratégias mais cruéis para chegar ao poder, Bórgia e sua família foram parar nas mãos de dois artistas que, além de tecnicamente destacados, apresentam características de trabalho perfeitas para retratar uma biografia em quadrinhos cheia de violência, perversões sexuais e situações bizarras: Alejandro Jodorowsky (escritor e cineasta ícone da contracultura) e Milo Manara (talvez o maior nome dos quadrinhos eróticos de todos os tempos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bórgia&lt;/span&gt; é uma série em quatro volumes iniciada em 2004 ainda não concluída pelos autores, na qual é contada a história do papado de Alexandre VI e sua família, que inclui filhos e amantes. A demora do lançamento de novos volumes da série não se justifica pelo tamanho do material (cada volume não tem mais de 60 páginas), mas talvez pelo apreço dado pelos autores à qualidade do trabalho. Certamente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bórgia&lt;/span&gt; é uma das histórias em quadrinhos mais magníficas dos últimos tempos, do modo como a história é contada à beleza artística de cada quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título do primeiro volume, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sangue para o Papa&lt;/span&gt;, já prepara o leitor para o teor da história, que começa com a iminente morte do papa Inocêncio VIII, que não tem nenhum escrúpulo em sacrificar quem quer que seja para ter alguns momentos a mais de vida. Rodrigo Bórgia, percebendo sua chance, inicia as maquinações para herdar o posto do moribundo Inocêncio, o que inclui subornos, assassinatos, chantagens, sexo e até mutilações de 150 pênis de uma só vez! O segundo voulme, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Poder e o Incesto&lt;/span&gt;, mostra Bórgia já como Alexandre VI lutando para manter-se no poder e colocar sua família no mesmo caminho, e o terceiro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Chamas da Fogueira&lt;/span&gt;, lançado no ano passado, continua a saga da família num momento em que o papa é seriamente ameaçado por forças externas, terminando em aberto para que o arco seja concluído no volume seguinte, que sebe-se-lá quando será lançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de Jodorowsky dá conta do ritmo necessário para uma obra com a quantidade de páginas que esta tem, apesar de exagerado e certamente não realístico - afinal, quem já viu algum filme de Jodorowsky sabe que não pode esperar algo diferente dele. A vida de Bórgia e seus comparsas não é tratada aqui como uma biografia afinada com a história, mas um trabalho livre para explorar aspectos da maldade e sede de poder do ser humano, o que funciona muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de Manara está impecável. Apesar de ter minhas reservas quanto à qualidade dos desenhos deste artista em outros trabalhos (principalmente quanto ao machismo de colocar o mesmo olhar de puta e boca de boqueteira em todas as suas mulheres!) e não considerá-lo um gênio como outros o fazem, tenho que admitir que nessa série Manara conseguiu me convencer. Diferente de besteiras como "O Clic" (a série que o deixou mundialmente famoso), aqui o artista dá mais atenção a cada quadro para que mostre com clareza as expressões e os sentimentos dos personagens, e quando a cena se afasta para mostrar um plano mais aberto, alguns quadros lembram pinturas de &lt;a href="http://www.google.com.br/images?q=brueghel&amp;amp;oe=utf-8&amp;amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;amp;client=firefox-a&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;tab=wi&amp;amp;biw=1024&amp;amp;bih=578"&gt;Brueghel&lt;/a&gt;, com os detalhes da vida cotidiana daquela época - só que, neste caso, de uma perspectiva mais pervertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se enfatizar também que, se os exageros de Jodorowsky na postura dos personagens e nas situações escabrosas tornam a história dificilmente de acordo com o que realmente aconteceu, é notório que houve uma pesquisa séria para que figuras históricas e cenários fossem retratados com a maior fidelidade à realidade. Observando alguns quadros da época, percebe-se a semelhança com os desenhos de alguns personagens, e as vestimentas, ambientes e objetos são bastante fiéis. Ainda assim, alguns personagens foram estilizados e não copiados das pinturas da época, como é o caso de Lucrécia, filha do papa, que foi transformada numa mulher arrasadora, diferente da retratada nos quadros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bórgia&lt;/span&gt; é uma obra de arte contemporânea que vale a pena ser lida e tê-la em sua estante, até pelo tratamento digno da edição brasileira (capa dura e papel couchê) mas atenção para um detalhe editorial: a editora Conrad vem publicando alguns de seus livros com um selo "edição especial", que nada mais são do que edições mais baratas e com menor qualidade. Comprei recentemente o terceiro volume de Bórgia pela internet, e quando chegou tive a surpresa desagradável: a edição não veio com a bela capa dura dos outros dois volumes, desfigurando a minha coleção. Mais uma da Conrad, a editora que, desde o limiar do milênio, vem publicando excelentes obras que fazem com que se destaque no mercado editorial, mas em contrapartida, frequentemente apronta uma dessas com os leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Conrad&lt;br /&gt;Páginas: 50 a 60 em cada volume&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ebooksgratis.com.br/quadrinhos/quadrinhos-eroticos-serie-os-borgia-milo-manara-3-volumes/"&gt;Bórgia em pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1457200194158011057?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1457200194158011057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/02/borgia-alejandro-jodorowsky-e-milo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1457200194158011057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1457200194158011057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/02/borgia-alejandro-jodorowsky-e-milo.html' title='Bórgia - Alejandro Jodorowsky e Milo Manara'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EudApiQdoeQ/TVl1HsOEd1I/AAAAAAAABsg/sdoGadcoJR8/s72-c/Borgia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-289706185222199511</id><published>2011-02-12T19:09:00.000-02:00</published><updated>2011-02-12T20:55:49.884-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Derrotista - Joe Sacco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-AeDoNybX6rY/TVcP2-f7jZI/AAAAAAAABrw/k18KusZWHas/s1600/Derrotista.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AeDoNybX6rY/TVcP2-f7jZI/AAAAAAAABrw/k18KusZWHas/s200/Derrotista.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572940501058555282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É guerra? Pode crer então que, apesar de todos os riscos, vai haver um monte de gente desarmada indo para lá a trabalho, para produzir relatos dos seus detalhes mais sórdidos. Antes uma grande novidade, a reportagem de guerra foi, através do tempo, produzindo muita coisa sensacional ("Corações e Mentes", filme sobre o Vietnã, e "Guerra dos Bálcãs", fantástico livro de John Reed sobre a I Guerra Mundial - que não sei porque ainda não está nesse blog), mas o tempo não perdoa, e o que era novidade no passado vira banalidade, sobretudo após a proliferação das coberturas televisivas ao vivo. Todo gênero precisa de reinvenções esporádicas, e quando a reportagem de guerra dava seus sinais de acomodação, surge uma figura chamada Joe Sacco com relatos sobre áreas barra-pesadas como a Palestina ou a Bósnia da década de 90... em quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joe Sacco fez fama e ganhou muitos prêmios ao longo de sua carreira por suas obras de jornalismo em quadrinhos, mas no auge do sucesso, pouca gente conhecia seus trabalhos underground anteriores. Foi quando Derrotista foi lançado, um album que mostra o trabalho do artista quando jovem, com toda a sua inexperiência e falhas típicas de um novato, mas por outro lado, as origens de sua exemplar carreira e as influências que o levaram a abordar os temas que o fizeram famoso - guerra e viagens pelo mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de Joe Sacco nessa fase é claramente influenciado pelos ícones dos quadrinhos underground Robert Crumb e Harvey Pekar, em alguns desenhos e temas autobiográficos (Sacco também já foi desenhista da &lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2010/12/bob-harv-dois-anti-herois-americanos.html"&gt;American Splendor&lt;/a&gt;). O primeiro capítulo é um exemplo - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gênio dos Quadrinhos&lt;/span&gt; é bem ao estilo "um dia na vida de alguém comum" de Pekar, e o excesso de sombreado vem dos desenhos de Crumb. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;No meu dia de folga&lt;/span&gt; segue a mesma linha de roteiro, mas com um desenho já diferente, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na companhia do cabelo comprido&lt;/span&gt; mostra as experiências de Sacco ao lado de uma banda de rock em turnê pela Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais se parece com os albuns posteriores de Joe Sacco são as histórias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando as bombas acontecem para as pessoas más&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais mulheres, Mais crianças, Mais rápido&lt;/span&gt;. A primeira não é uma história em quadrinhos, mas sim ilustrações acompanhadas de citações de personagens reais da II Guerra Mundial que mostram os absurdos e contradições na política de bombardeios de alvos civis. A segunda é bem no estilo do autor, um relato sobre a II Guerra Mundial em Malta, sua terra natal, de acordo com as lembranças de sua mãe - menos história oficial dos livros e mais aspirações, necessidades e sentimentos das pessoas comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Derrotista&lt;/span&gt; apresenta também um lado pouco conhecido de Joe Sacco, o humor ficcional, com bons e maus momentos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oito personagens&lt;/span&gt; é uma coleção de pequenas histórias de cerca de quatro páginas sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nove&lt;/span&gt; (!) personagens absurdos, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Johnny Frase-Feita&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mark Massa-de-Manobra&lt;/span&gt;, coisa bastante divertida que contrasta com uma outra coleção chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apócrifas&lt;/span&gt;, que não é lá essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das séries sobre a Palestina e a Bósnia serem muito melhores do que Derrotista, este album é bom, divertido e merece ser lido, mas para quem não conhece o autor, Palestina é o mais indicado - escreverei sobre esta série em breve aqui no blog. Joe Sacco vem ao Brasil em julho, na &lt;a href="http://www.flip.org.br/"&gt;Flip&lt;/a&gt;, que cada vez mais abre espaço para artistas de quadrinhos. Ano passado veio Robert Crumb, mas infelizmente não consegui ir. vamos ver se esse ano eu consigo superar duas dificuldades de sempre em relação a este evento anual: a) lembrar de acompanhar as notícias no site para conseguir comprar os ingresso, que se esgotam rapidamente; b) conseguir algum lugar para dormir com preço razoável em Paraty nessa época, dificuldade maior ainda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Conrad&lt;br /&gt;Páginas: 217&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-289706185222199511?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/289706185222199511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/02/derrotista-joe-sacco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/289706185222199511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/289706185222199511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/02/derrotista-joe-sacco.html' title='Derrotista - Joe Sacco'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AeDoNybX6rY/TVcP2-f7jZI/AAAAAAAABrw/k18KusZWHas/s72-c/Derrotista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3990678086772239392</id><published>2011-01-31T13:41:00.000-02:00</published><updated>2011-01-31T18:25:53.776-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>Deadeye Dick - Kurt Vonnegut Jr.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TUboCtzz_aI/AAAAAAAABrE/wV0l--UDzGE/s1600/dead-eye-dick.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 119px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TUboCtzz_aI/AAAAAAAABrE/wV0l--UDzGE/s200/dead-eye-dick.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568393122644491682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kurt Vonnegut Jr. é um autor que, antes de ler, eu já sabia que me tornaria fã. Cheguei a este autor pesquisando sobre outro assunto, não me lembro ao certo se era sobre a banda Deadeye Dick (da música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;New Age Girl&lt;/span&gt;, que me traz delicosas lembranças afetivas dos anos 90) ou armas nucleares, mas logo que soube do teor de suas obras e de sua vida, tratei de procurar algo escrito por ele. Coincidentemente, primeiro livro seu que encontrei garimpando num sebo foi justamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deadeye Dick&lt;/span&gt;, não tão conhecido como suas principais realizações, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Café da manhã dos Campeões&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cama de Gato&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matadouro 5&lt;/span&gt;, que virou filme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A obra de Vonnegut é caracterizada primeiramente pelo humor inteligente, que se mostra nas situações absurdas criadas pelo autor. Um breve resumo do livro em questão comprava isso: Deadeye Dick (gíria para indicar alguém que tem uma ótima pontaria com armas de fogo) é o apelido pejorativo do protagonista Rudolph Waltz, recebido na adolescência, após dar um despretensioso tiro para o alto e acertar a bala no meio da testa de uma mulher que arrumava a casa a oito quadras. O acontecimento bizarro é apenas a premissa para uma história de humor negro, que tinha tudo para ser deprimente se tivesse sido contada de outra forma que não a de Vonnegut. Como escreveu um crítico a respeito do livro: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deadeye Dick&lt;/span&gt; é tão leve que, quando acaba, você quase esquece que contém uma morte por radioatividade, um duplo assassinato... uma decapitação, uma nevasca que mata centenas, e... a aniquilação de uma cidade inteira por uma bomba de nêutrons".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda característica de Vonnegut é a criação de personagens extremamente cativantes, sejam amáveis ou odiáveis. A vida de Rudolp Waltz sempre foi medíocre - teve um emprego entediante, todos de sua cidade o tratam mal por causa do acidente e nunca amou ou foi verdadeiramente amado nem mesmo pelos seus pais -, porém ao estilo Harvey Pekar, consegue através de sua narração torná-la agradável e engraçada. Paralelamente, o protagonista apresenta histórias de diversas pessoas de sua cidade, como o homem que fugiu para a Ásia com a obsessão de encontrar a cidade de Katmandu, ou seu próprio pai, que na juventude foi amigo e salvador de um jovem pintor austríaco chamado Adolf Hitler. O autor aparenta ter uma facilidade tão grande em criar personagens que em diversas passagens, pessoas são simplesmente citadas pelo narrador, e em apenas uma frase é construído um personagem que, se não complexo, dá margem para a imaginação do leitor correr solta, como neste trecho em que apresenta o destino de alguns destes interessantes coadjuvantes: "Eugene Debs Metziger vivia em Atenas, Grécia, onde possuía vários cargueiros com a bandeira da Libéria."(...) "Sua irmã, Jane Addams Metzger, que encontrou sua mãe morta e o aspirador ligado há tanto tempo, uma garota gorda e feia, como recordo, e ainda gorda e feia, de acordo com Ketchum, vivia com um roteirista tcheco refugiado em Molokai, no Avaí, onde comprou um rancho e criava cavalos árabes". Muitos de seus personagens aparecem em mais de um livro, fazendo parte de um universo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vonnegutiano&lt;/span&gt; coerente, bem como alguns conceitos e locais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro importante ponto na obra de Kurt Vonnegut Jr. são os temas abordados, sempre de acordo com suas posições em relação à sociedade. A crítica central em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deadeye Dick&lt;/span&gt; é a questão das armas nos Estados Unidos, a mesma que Michael Moore abordou em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tiros em Columbine&lt;/span&gt;, mas há bastante espaço para outras situações de uma sociedade cheia de contradições como é a americana, como por exemplo o racismo. Vonnegut era socialista, humanista e tinha posições bem liberais em relação a temas delicados como a eutanásia. Sobre religião, ao longo da vida se declarou de diversas maneiras, como cético, agnóstico, ateu, e achava que o que motivava as pessoas a entrarem para alguma igreja era a solidão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deadeye Dick serviu-me muito bem como introdução à obra desse fabuloso autor, e já consegui alguns outros livros seus por preços baixos em sebos e feirinhas, porém infelizmente em português. Existe uma antiga versão traduzida de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deadeye Dick&lt;/span&gt;, mas com um título adaptado tão absurdo ("Bode Vermelho"!) que me faz temer pelo conteúdo. Os originais são mais difícieis de encontrar aqui no Brasil, mas estou de olho caso me depare com algum deles daqui pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Bantam Dell (em inglês) e Difel (em português, se você tiver coragem)&lt;br /&gt;Páginas: 240&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal em inglês, esgotado em português.&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3990678086772239392?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3990678086772239392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/01/deadeye-dick-kurt-vonnegut-jr.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3990678086772239392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3990678086772239392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/01/deadeye-dick-kurt-vonnegut-jr.html' title='Deadeye Dick - Kurt Vonnegut Jr.'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TUboCtzz_aI/AAAAAAAABrE/wV0l--UDzGE/s72-c/dead-eye-dick.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-6499055209862460674</id><published>2011-01-30T16:08:00.000-02:00</published><updated>2011-01-30T20:49:10.009-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>O Sequestro dia a dia - Alberto Berquó</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TUWzcm8K4xI/AAAAAAAABq8/cAmFvzvG0Ng/s1600/sequestro%2Bdia%2Ba%2Bdia.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TUWzcm8K4xI/AAAAAAAABq8/cAmFvzvG0Ng/s200/sequestro%2Bdia%2Ba%2Bdia.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568053818384114450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1997, foi lançado o filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que é isso, companheiro?&lt;/span&gt;, que conta a história do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrik por um grupo de oposição ao regime militar. Com uma história muito bem contada e ótima direção de Bruno Barreto, o filme fez sucesso, mas era uma adaptação da verdadeira história, na qual alguns personagens foram criados a partir da síntese de duas ou mais pessoas reais, e situações foram modificadas (o jogo do domingo era Fluminense x Cruzeiro, e não Flamengo x Vasco!). Logo surgiu uma polêmica a respeito do verdadeiro papel de Fernando Gabeira no sequestro, que não teria sido tão destacado a ponto de ter sido representado no papel principal por Pedro Cardoso (polêmica que, pelo que me consta, remete à época do lançamento do livro). Polêmicas, repercussões e o interesse do público no filme abriram espaço para produções a respeito do assunto, e uma delas foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Sequestro dia a dia&lt;/span&gt;, livro de Alberto Berquó que apresenta a história real que serviu de base para o roteiro do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito de forma cronológica entre os dias primeiro e sete de setembro de 1969, a escrita de Alberto Berquó tem um estilo bem jornalístico e cru, quer dizer, bem fraco mesmo, o que não chega a estragar uma leitura que tem como objetivo principal a elucidação de fatos referentes ao acontecimento, já que o livro é pequeno e vai direto ao ponto, exceto em partes onde o autor utiliza o recurso de apresentar notícias do cotidiano brasileiro que ocorriam paralelamente ao episódio, coisas como festas da alta sociedade, com o intuito de mostrar o quanto a maioria dos brasileiros estavam alienados da atmosfera política na época da ditadura, recurso interessante, se tivesse sido utilizado por um escritor mais hábil. O caráter puramente informativo chega ao ponto de, em algumas passagens, os parágrafos serem divididos brevemente no estilo "minuto-a-minuto", tipo um diário ou um resumo de melhores momentos de um jogo - teria até ficado legal se tal recurso tivesse sido utilizado paralelamente ao momento do jogo de domingo, mas não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Sequestro dia a dia&lt;/span&gt; não é um livro prazeroso de se ler, mas vale para quem se interessa pelo assunto e tem curiosidade a respeito desse fato ímpar e sensacional da história do Brasil, para quem quer informação. O livro conta com ótimas fotos de personagens da época - entre eles Gabeira, José Dirceu e Frankiln Martins - e ao final há uma relação de todos os participantes do epsódio com suas situações em 1996 - alguns mortos desde aquele tempo, outros tendo se tornado figuras públicas ou pessoas que largaram a atividade política para ter uma vida simples como arquitetos, publicitários, empresários. Leitura rápida para uma tarde ou noite de insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Nova Fronteira&lt;br /&gt;Páginas: 137&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica: Existe um filme muito bom que mostra, ao mesmo estilo desse livro, uma história paralela: a libertação e viagem para o México dos presos políticos que foram trocados pelo embaixador americano. Chama-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hércules 56&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-6499055209862460674?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/6499055209862460674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/01/o-sequestro-dia-dia-alberto-berquo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/6499055209862460674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/6499055209862460674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/01/o-sequestro-dia-dia-alberto-berquo.html' title='O Sequestro dia a dia - Alberto Berquó'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TUWzcm8K4xI/AAAAAAAABq8/cAmFvzvG0Ng/s72-c/sequestro%2Bdia%2Ba%2Bdia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3730479843111976536</id><published>2011-01-23T08:10:00.000-02:00</published><updated>2011-02-27T13:00:02.593-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>Mas não se mata(m) cavalos? Horace McCoy</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TTwLYdLpXoI/AAAAAAAABq0/nz_tmJQaSas/s1600/cavalos.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 199px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TTwLYdLpXoI/AAAAAAAABq0/nz_tmJQaSas/s200/cavalos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565335754301333122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de qualquer coisa, alguém poderia dar uma explicação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;científica&lt;/span&gt; sobre a correção gramatical deste título adaptado para o português: afinal, "não se mata", ou "não se matam cavalos"? Quase todas as edições brasileiras apresentam a primeira forma, porém a mais atual, da L&amp;amp;PM é escrita do segundo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno livro de estreia de Horace McCoy mostra uma maratona de dança em Hollywood na época da Depressão (década de 1930), onde os pares devem dançar ininterruptamente (ou pelo menos balançar o corpo emulando alguma dança) durante semanas, somente com pequenos intervalos de dez minutos. O par campeão leva para casa um prêmio de mil dólares e todos têm abrigo e alimentação garantidos durante o evento. Logo no início, o leitor fica ciente que a história termina com o competidor Robert Syverten assassinando sua parceira Gloria Beatty com um tiro na cabeça, a pedido dela, e então o protagonista conta sua história desde o momento em que conheceu Gloria até sua condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li uma crítica a respeito de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas não se mata(m) cavalos?&lt;/span&gt; na qual o livro era muito elogiado e o autor comparado a Hemingway, e por isso tive interesse em lê-lo, mas fiquei muito desapontado com esta leitura. Quem fez essa comparação entre os dois autores nunca deve ter lido Hemingway. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sol também se levanta&lt;/span&gt; foi um dos primeiros livros sérios que li na adolescência, e lembro-me até hoje do impacto que aquelas passagens instrospectivas produziram em mim, uma escrita diferenciada que eu nunca tinha visto (e até hoje tenho-as como exemplo do que eu quero ser quando crescer!). Até &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Velho e o Mar&lt;/span&gt;, monótono do início ao fim, tem seu mérito pela extrema qualidade da escrita de Hemingway. Nada disso é visto em Horace McCoy, tudo me pareceu superficial em sua escrita: personagens, descrições, impressões do protagonista, além de uma trama sem graça e previsível - e minha leitura foi ainda mais prejudicada pela tradução obsoleta e com trechos claramente equivocados de Érico Veríssimo numa edição de 1982 da editora Abril. Enfim, quem inventou essa comparação com Hemingway forçou a barra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessa comparação ter me causado uma grande decepção, Mas não se mata(m) cavalos? não é um livro ruim, apenas mediano, e se seus méritos não estão nas capacidades literárias do autor, há que se ter boa vontade com a justa análise de Horace McCoy sobre os Estados Unidos de seu tempo. A sociedade apresentada pelo autor é aquela que se desenvolve paralelamente ao modelo industrial do século XX, da produção e consumo em massa, no qual a obsolescência programada e o rápido descarte são as bases para o avanço. A maratona de dança mostra que as próprias pessoas fazem parte deste processo de descarte, sobretudo na indústria cultural de Hollywood, que estava em seu apogeu - a condição para ganhar o concurso não é o talento, ou a qualidade da dança dos participantes, mas a capacidade de resistir a semanas de esforço físico desumano; das dezenas de pessoas inscritas, apenas um par ganharia o prêmio, enquanto os outros sacrificam-se por quase nada. Do lado de fora, o público acompanha e torce por algum desses desconhecidos durante algumas horas, vai para casa, dorme, cumpre seus compromissos, e no dia seguite volta para mais algumas horas de diversão. Tendo hoje que aturar praticamente todos os meios de comunicação falando sobre Big Brother durante a maior parte do ano, a impressão é que a indústria do entretenimento não evoluiu nesse aspecto durante as últimas oito décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens, apesar de não muito elaborados, retratam as duas opções numa sociedade como essa: integração total ao sistema ou rompimento definitivo. Robert sonha com o estrelato em Hollywood, e vê a maratona como um dos poucos meios de ser encontrado por alguma figura importante do cinema; Gloria é uma niilista que odeia tudo isso, e aceita participar do evento porque não tem outro meio de sobrevivência. Outros personagens secundários representam o público irracional, os empresários inescrupulosos, representantes de empresas e figuras típicas da ambígua sociedade americana como gangsters e moralistas. A relação entre os participantes e os de fora mostra a condição de exploração a qual são submetidos os despossuidos, chegando em muitos casos à exploração sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horace McCoy não tem uma escrita exemplar, mas escreve sobre temas importantes como um analista atento ao contexto em que viveu. Na média, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas não se mata(m) cavalos?&lt;/span&gt; é regular, e até por ser pequeno, pode ser lido em uma tarde como passatempo descompromissado. Não fez sucesso à época de seu lançamento nos Estados Unidos (1935), mas recebeu atenção uma década depois, através de uma edição francesa. Foi transformado em filme em 1969 (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A noite dos desesperados&lt;/span&gt;), com Jane Fonda interpretando Gloria Beatty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: L&amp;amp;PM&lt;br /&gt;Páginas: 150&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3730479843111976536?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3730479843111976536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/01/mas-nao-se-matam-cavalos-horace-mccoy.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3730479843111976536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3730479843111976536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/01/mas-nao-se-matam-cavalos-horace-mccoy.html' title='Mas não se mata(m) cavalos? Horace McCoy'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TTwLYdLpXoI/AAAAAAAABq0/nz_tmJQaSas/s72-c/cavalos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-4675859814223929924</id><published>2011-01-13T17:08:00.000-02:00</published><updated>2011-01-13T18:28:24.070-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>Tempos Interessantes. Uma Vida no Século XX - Eric J. Hobsbawm</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TS9erTC5QBI/AAAAAAAABqs/UEUDhmDoHNQ/s1600/tempos%2Binteressantes.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TS9erTC5QBI/AAAAAAAABqs/UEUDhmDoHNQ/s200/tempos%2Binteressantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561768162765651986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tempos Interessantes - Uma Vida no Século XX&lt;/span&gt; é a auobiografia de Eric Hobsbawm, historiador vivo mais famoso na atualidade. Sua vida em si nada tem de muito interessante que justifique uma autobiografia, mas como diz o título, é como Hobsbawm trata o tempo em que viveu que diferencia este excelente livro de uma bobagem egocêntrica qualquer. Mesmo sem muitas situações emocionantes ou anedóticas, não é muito difícil que alguém que nasceu em Alexandria em 1917, cresceu bilíngue na Áustria e na Alemanha (onde logo tornou-se comunista na época do advento do nazismo) e começou sua vida adulta como órfão pobre na Inglaterra da década de 1930 tenha o bastante para relatar. Acrescente a isso a genialidade de um historiador que interpreta fatos de modo bem originais e escreve de dentro da academia para o mundo leigo e você tem um ótimo livro para vários dias de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção de um autobiógrafo historiador já começa com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;táticas&lt;/span&gt; utilizadas no próprio ofício, ou seja, a utilização de fontes históricas além da própria memória, como fotos e documentos de familiares. Assim etm início o livro, com uma investigação de sua família para mostrar o ambiente em que foi criado, até suas primeiras memórias, e ao longo das páginas, muitos diários e publicações em jornais foram úteis para o então octagenário historiador lembrar o que havia acontecido décadas antes, e ao mesmo tempo tentar interpretar o que se passava na cabeça do jovem Hobsbawm. Entrevistas e diversos outros registros também são amplamente explorados pelo autor para traçar pequenas biografias dentro da autobiografia, de pessoas que cruzaram sua vida e tiveram importância em sua formação, como professores e companheiros de partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se levarmos em conta que Hobsbawm trabalha com o conceito de curto século XX (que vai de 1914 a 1991, ao contrário do longo século XIX, que começa em 1789, com a Revolução Francesa), conclui-se que o autor viveu praticamente durante todo este século e, com exceção da I Guerra Mundial e da Revolução Russa, ele pode ter algum tipo de percepção sobre todos os acontecimentos relevantes para a história do período, a começar pelo advento do nazismo (ele é de família judaica e vivia na Alemanha) e a crise de 1929 aos olhos de uma criança de 12 anos. Uma experiência de vida invejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro continua através de sua vida posterior na Inglaterra, durante a II Guerra Mundial (quando teve apagada participação, pois era comunista assumido e despertava suspeitas das autoridades inglesas) e na década de 1950, auge de sua produção intelectual. A partir de então, no final da década de 1960, Hobsbawm pasa a se sentir mais espectador do que ator nos acontecimentos do mundo, já que admite que, se não conseguia vestir calças jeans, não podia mais se sentir como protagonista - exageros à parte, sua carreira continua a progredir rumo ao estrelato, com as publicações de importantes livros como as continuações de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Era das Revoluções&lt;/span&gt; (1962), participações em debates e programas de televisão, aulas em diversas universidades do mundo (inclusive uma visita à Unicamp, em plena ditadura militar), entre outras atividades sem visibilidade do grande público, mas de grande expressão no mundo intelectual. Na verdade, o que Hobsbawm quis dizer foi que, à luz dos acontecimentos de 1968, já sentia-se fora do clima de ação daquela época e podia interpretar os fatos como um observador, mesmo que de forma equivocada - como admite em certo trecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceto por alguns capítulos muito específicos, como um em que o autor escreve sobre a atividade acadêmica de historiador ou outro em que a política interna britânica é abordada, quase tudo da história do século XX que é analisado por Hobsbawm é muito interessante, mas para mim os quatro últimos capítulos se destacam, onde o autor reserva espaço para discutir a situação dos países que marcaram sua vida: França (especialmente Paris, o centro do mundo para quase todos de sua geração, para onde o autor viajou em todos os anos de sua vida adulta, exceto durante a dominação nazista), Itália (que exerceu atração pelas suas belas localidades e pela particularidade de seu comunismo), o Terceiro Mundo (que não podia deixar de atrair um comunista nessa época) e os Estados Unidos (que o autor considera o centro do mundo atual, como o que foi a França para sua geração, e onde ele passava vários meses do ano dando aulas). Sua análise sobre tais países ultrapassa muito a abordagem de um historiador e de um viajante em férias, sendo a visão perspicaz de um observador que discorre temas tanto do passado como do momento em que escrevia, "De FDR (Franklin Delano Roosevelt) a Bush" como o título de um desses capítulos. Ainda assim, parece que estes últimos capítulos deixam escapar alguns "pormenores" da vida de Hobsbawm, como a perda da virgindade em um bordel parisiense, uma gracinha em relação a aventuras sexuais com sua esposa num parque na Hungria e até a confidência da utilização de um chaveirinho do PT que recebeu quando visitou Porto Alegre durante um governo petista! Escrito em 2002, o livro coloca o PT sendo lembrado com admiração e carinho, e sua criação como um movimento proletário tardio respeitado pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tempos Interessantes&lt;/span&gt; é mais um livro de História do que uma autobiografia, mas vale lembrar que em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Era dos Extremos&lt;/span&gt;, no qual o século XX é tratado de maneira mais acadêmica e menos passional, Hobsbawm já havia utilizado muito de sua experiência pessoal para tratar de determinados temas, e quem já leu este reconhecerá muitos destes trechos novamente abordados. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tempos Interessantes&lt;/span&gt; apresenta uma escrita já familiar a quem costuma ler Hobsbawm: densa - mas não cansativa -, capaz de prender a atenção do leitor durante dias, e acrescentar muita informação de qualidade de modo acessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Companhia das Letras&lt;br /&gt;Páginas: 482&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-4675859814223929924?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/4675859814223929924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/01/tempos-interessantes-uma-vida-no-seculo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4675859814223929924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4675859814223929924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2011/01/tempos-interessantes-uma-vida-no-seculo.html' title='Tempos Interessantes. Uma Vida no Século XX - Eric J. Hobsbawm'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TS9erTC5QBI/AAAAAAAABqs/UEUDhmDoHNQ/s72-c/tempos%2Binteressantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-2415573438459271392</id><published>2010-12-18T18:07:00.000-02:00</published><updated>2010-12-18T19:19:36.121-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>Bob &amp; Harv: Dois Anti-Heróis Americanos - Harvey Pekar e Robert Crumb</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TQ0jEJlijoI/AAAAAAAABqg/ktQrKaMLI8k/s1600/bob%2B%2526%2Bharv.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 154px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TQ0jEJlijoI/AAAAAAAABqg/ktQrKaMLI8k/s200/bob%2B%2526%2Bharv.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552132469817511554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio do ano, coloquei uma nota &lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2010/07/harvey-pekar-1939-2010.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; no blog sobre Harvey Pekar, monstro dos quadrinhos que faleceu na ocasião, mas fiquei devendo uma resenha sobre algum de seus trabalhos. Pago a dívida agora com a resenha de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bob &amp;amp; Harv: Dois Anti-Heróis Americanos&lt;/span&gt;, uma coletânea de trabalhos escritos por ele e desenhados por Robert Crumb, seu principal parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harvey Pekar era um funcionário público sem nenhuma expressão, arquivista de hospital, na entendiante cidade de Cleveland. Não viajava para lugares exóticos ou perseguia bandidos armados ou qualquer outro tipo de atividade emocionante, apenas colecionava compulsivamente discos de jazz, mas foi justamente escrevendo sobre seu cotidiano que revolucionou os quadrinhos underground americanos. E o que pode haver de interessante no cotidiano de alguém assim? Conversas com colegas de trabalho, esperas em filas de supermercado atrás de velhinhas chatas, tentativas de vendas de discos antigos para comprar outros... Nos fatos em si não há nada que não ocorra na vida de qualquer cidadão, mas o talento de Harvey Pekar em transformar esses momentos triviais em histórias divertidas e envolventes faz o diferencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou na década de 60, quando Harvey conheceu Crumb por causa de seus gostos musicais semelhantes, e alguns anos depois a parceria teve início. Fazendo seus roteiros com bonecos de palitinhos desenhados em guardanapos, Harvey Pekar logo se tornou um ícone entre os fãs de quadrinhos underground, e suas histórias, desenhadas por diversos artistas desde a década de 70 até 2008 eram apresentadas na revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Splendor&lt;/span&gt; - que, por ser publicada geralmente uma vez ao ano, teve apenas 39 edições. Inicialmente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Splendor&lt;/span&gt; tinha sua publicação bancada pelo próprio autor, mas a partir da década de 90 passou a ser publicada por grandes editoras, primeiro pela Dark Horse, depois pela Vertigo, o que fatalmente fez com que perdesse o clima underground.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bob &amp;amp; Harv: Dois Anti-Heróis Americanos&lt;/span&gt; reúne as histórias de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Splendor&lt;/span&gt; que foram desenhadas por Robert Crumb, o mais famoso artista que passou pela revista (que vocês já devem conhecer de tanto eu falar sobre ele aqui). É praticamente o único trabalho de Harvey Pekar publicado no Brasil, já que a outra única publicação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Splendor&lt;/span&gt; aqui no Brasil foi na revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Piratas do Tietê&lt;/span&gt;, de Laerte, traduzido e adaptado por ele mesmo sem autorização do autor, como o desenhista brasileiro conta no prefácio do livro. O título da edição brasileira pegou carona na tradução do título do ótimo filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Splendor&lt;/span&gt; (chamado no Brasil de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Anti-Herói Americano&lt;/span&gt;"), que conta a história por trás da criação deste marco da cultura alternativa. Tanto a HQ quanto o filme são fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Conrad&lt;br /&gt;Páginas: 100&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-2415573438459271392?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/2415573438459271392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/12/bob-harv-dois-anti-herois-americanos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2415573438459271392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2415573438459271392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/12/bob-harv-dois-anti-herois-americanos.html' title='Bob &amp; Harv: Dois Anti-Heróis Americanos - Harvey Pekar e Robert Crumb'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TQ0jEJlijoI/AAAAAAAABqg/ktQrKaMLI8k/s72-c/bob%2B%2526%2Bharv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-5771708941116218996</id><published>2010-12-16T20:56:00.000-02:00</published><updated>2010-12-16T21:10:22.171-02:00</updated><title type='text'>Utilidade pública</title><content type='html'>Listas dos deputados que votaram o aumento dos próprios salários para 26 mil reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://boraimbola.blogspot.com/2010/12/indignacao-deputados-aumentam-o-proprio.html"&gt;Por estado&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://republicadosbananas.com.br/2010/12/16/veja-a-lista-de-deputados-que-votaram-a-favor-do-aumento-de-salario/"&gt;por partido&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divulgue!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-5771708941116218996?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/5771708941116218996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/12/utilidade-publica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5771708941116218996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5771708941116218996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/12/utilidade-publica.html' title='Utilidade pública'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1364886065405612451</id><published>2010-11-28T19:15:00.000-02:00</published><updated>2010-12-04T20:07:23.316-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Histórica'/><title type='text'>Memórias de Adriano - Marguerite Yourcenar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TPLvqiPhcMI/AAAAAAAABpw/XPBwixnDgA4/s1600/memorias%2Bde%2Badriano.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 122px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TPLvqiPhcMI/AAAAAAAABpw/XPBwixnDgA4/s200/memorias%2Bde%2Badriano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544757605271957698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A fascinante história do Império Romano começa com Otávio Augusto, no século I a.C., um dos imperadores mais estáveis, que governou por cerca de 40 anos. Após sua morte, Roma teve imperadores de todos os tipos, desde competentes administradores, como o primeiro, a loucos, usurpadores, paranóicos e irresponsáveis que eram assassinados poucos meses após serem coroados. A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_imperadores_romanos"&gt;lista de imperadores&lt;/a&gt; durante a história de Roma é muito extensa, tendo governantes para todos os gostos, e Marguerite Yourcenar, escritora belga educada impecavelmente à maneira clássica (aprendeu latim e grego na infância), utilizou um dos mais bem sucedidos imperadores romanos para criar uma autobiografia fictícia em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memórias de Adriano&lt;/span&gt;, seu livro mais famoso e que a levou ao estrelato literário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Adriano foi um dos chamados "cinco bons imperadores", a era mais gloriosa do império, durante a qual Roma era senhora absoluta e estável de todo o Mediterrâneo, sem riscos de ataques sérios aos seus domínios, e mais nenhuma guerra de expansão sobre outros povos. O imperador Trajano foi o último a conquistar territórios para Roma, situação que Adriano, seu sucessor, não via com bons olhos (pois seriam territórios só seriam mantidos com esforços desnecessários), e logo que chegou ao poder tratou de negociar e devolver áreas instáveis, mantendo então a estabilidade conhecida como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pax romana&lt;/span&gt;. Adraino governou durante 21 anos nessa Era de Ouro, e no livro de Marguerite Yourcenar ele aparece já no final da vida, escrevendo uma longa carta para seu sucessor, Marco Aurélio, onde conta sua vida inteira e orienta o futuro imperador. Nesta carta, Adriano aborda tanto assuntos de Estado (as negociações no Oriente, a guerra contra os judeus) como suas intimidades (sobretudo seu amor por um rapaz chamado Antínoo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memórias de Adriano&lt;/span&gt; é um livro em primeira pessoa de um homem escrito de forma impecável por uma mulher, tarefa em si difícil, e apresenta muita beleza em diversas passagens, todas cuidadosamente criadas, já que demorou cerca de três décadas para ser concluído, tendo diversas versões preliminares destruídas pela autora  (em certo momento de suas anotações, ela escreve: "Projeto abandonado de 1939 a 1948. Pensava nele por vezes, mas com desânimo, quase com indiferença, como no impossível. E quase me envergonhava de ter algum dia tentado semelhante coisa). Mas por que não ter utilizado uma personagem feminina próxima de Adriano para contar sua vida? A autora justifica nas anotações ao final do livro: "Impossibilitada também de tomar como personagem central uma figura feminina, de dar, por exemplo, como eixo à minha narrativa Plotina em lugar de Adriano. A vida das mulheres é demasiado limitada, ou demasiado secreta. Basta que uma mulher narre sua história e a primeira censura que lhe será feita é a de deixar de ser mulher. Já é bastante difícil colocar qualquer verdade na boca de um homem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, parece-me que houve uma identificação da autora com a pessoa de Adriano suficiente ao ponto de diferenças sexuais não serem empecilho para uma autobiografia fictícia nesse sentido. Não que seja uma autobiografia da autora nas palavras de um personagem histórico, o que ela própria nega veementemente, mas uma pessoa com uma educação tão refinada não poderia deixar de se identificar com um imperador que tinha tanta afinidade com a cultura de seu tempo, sobretudo a grega. Uma frase muito marcante no livro diz tudo: "O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos: minhas primeiras pátrias foram os livros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova da erudição de Marguerite Yourcenar é o conhecimento profundo de tudo o que é tratado no livro, ou seja, a narração em primeira pessoa é perfeitamente realista, pois todos os assuntos são abordados com a naturalidade de alguém que vivia na época: nomes de povos, geografia, pessoas, etc. Para isso, a autora se escorou em ampla pesquisa durante todas as décadas da produção do livro, o ao final constam referências bibliográficas específicas, ao ponto de conter livros até sobre numismática romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memórias de Adriano&lt;/span&gt; é um livro sem falhas, envolvente e de escrita superior, e não por acaso tornou Marguerite Yourcenar a primeira mulher a ser eleita para a Academia Francesa de Letras. Para mim foi muito bom, mas acho que o leitor que não tiver interesse na história de Roma não terá paciência para os longos trechos de divagações filosóficas ou de descrições históricas. Para quem tem esse tipo de interesse ou quer ler um livro essencial entre os grande clássicos, eu recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: várias&lt;br /&gt;Páginas: 280&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1364886065405612451?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1364886065405612451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/11/memorias-de-adriano-marguerite.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1364886065405612451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1364886065405612451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/11/memorias-de-adriano-marguerite.html' title='Memórias de Adriano - Marguerite Yourcenar'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TPLvqiPhcMI/AAAAAAAABpw/XPBwixnDgA4/s72-c/memorias%2Bde%2Badriano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-5643089917313989211</id><published>2010-11-15T14:22:00.000-02:00</published><updated>2010-12-18T19:20:35.339-02:00</updated><title type='text'>Rio Comicon 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminou ontem a Rio Comicon 2010, um evento internacional de quadrinhos que trouxe gente importante como Milo Manara, Mellinda Gebbie e Kevin O`Neill, além dos maiores quadrinistas brasileiros - Ziraldo, Angeli, OTA, etc. Fui dar uma conferida no sábado, com minha irmã mais nova.&lt;br /&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Justificar" class="gl_align_full" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O local já foi muito mal escolhido - uma estação de trem desativada e abandonada numa área suja e não muito bem frequentada do Rio, que recentemente vem recebendo este tipo de tentativas de revitalização. Havia atrações noturnas, como as palestras, mas nem considerei acompanhar, pois seria inviável sair desse lugar de ônibus à noite com uma criança (de qualquer forma, é inviável voltar para casa à noite de ônibus no Rio se não for em regiões muito movimentadas da zona sul). A área interna da Estação da Leopoldina também não me pareceu muito adequada, pequena para a quantidade de gente que se acotovelava para conseguir um autógrafo. Sábado à tarde estava cheio demais até para conseguir alcançar algum estande de quadrinhos independentes, só dava para descansar um pouco sentando na beirada da antiga linha do trem ou nas carcaças dos veículos que lá permanecem até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento em si foi bom, porém direcionado para um público muito específico, o de fãs de quadrinhos alternativos, sobretudo a galera que toca fanzines. Alguns pais levaram seus filhos achando que seria um programa legal para eles (no meu caso,  minha irmã), mas lá não havia nada de Turma da Mônica ou Super-Heróis. Quase todos os estandes eram de grupos de quadrinistas alternativos, e havia um único espaço de venda de quadrinhos mais conhecidos da Livraria da Travessa, que estava tão cheio ao ponto de os compradores terem que fazer fila para entrar. Fizeram falta grandes editoras de quadrinhos como a Devir e a Conrad, que geralmente fazem ótimas promoções em eventos como esse (e esse foi um dos motivos para que eu fosse no evento). Havia coisas legais para comprar nos estandes de fanzines - comprei um muito bom chamado Samba, depois escrevo sobre ele aqui -, mas não o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventos como esse são bons para mobilizar o movimento dos quadrinhos no Brasil, mas sendo direcionados para um público específico dessa forma e sem contar com atrativos de maior apelo ao grande público, perdem uma grande oportunidade de popularizar e expandir um mercado que está aí disponível, em cada criança de 8 a 80 anos. Os eventos anuais de animes em São Paulo, como o Anime Dreams (janeiro) e o Anime Friends (julho) com suas dezenas de estandes de produtos em promoção, shows de bandas de rock, sessões de jogos de rpg, luta de espada e pessoas fantasiadas por todos os lados são muito mais divertidos e atraentes. Não deixam de ter suas atrações específicas para fãs radicais, como palestras com dubladores japoneses de desenhos obscuros, mas qualquer um que não tenha esse tipo de conhecimento canônico pode passar um dia inteiro se divertindo lá, o que não aconteceu no Rio Comicon 2010: fiquei pouco mais de meia hora com minha irmã, já que ela não tinha nada o que fazer e nem paciência para ficar em intermináveis filas atrás de autores de quem ela nunca ouviu falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;        &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFy_HdZaiI/AAAAAAAABoQ/WZOD2h2CNVc/s1600/rcc06.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 160px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFy_HdZaiI/AAAAAAAABoQ/WZOD2h2CNVc/s200/rcc06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539835445302094370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;            &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOF0sEMIbaI/AAAAAAAABpg/snDpyl6WvRI/s1600/rcc04.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOF0sEMIbaI/AAAAAAAABpg/snDpyl6WvRI/s200/rcc04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539837317030112674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                  &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzl5iMz6I/AAAAAAAABpY/VTFOPgLeSy8/s1600/rcc05.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 160px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzl5iMz6I/AAAAAAAABpY/VTFOPgLeSy8/s200/rcc05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539836111579041698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Espaço Milo Manara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzjY0wu7I/AAAAAAAABpI/znKKvV64Hac/s1600/rcc03.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzjY0wu7I/AAAAAAAABpI/znKKvV64Hac/s1600/rcc03.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzjY0wu7I/AAAAAAAABpI/znKKvV64Hac/s200/rcc03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539836068438784946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;      &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzic0y2jI/AAAAAAAABpA/l1NjuG3oO28/s1600/rcc02.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzic0y2jI/AAAAAAAABpA/l1NjuG3oO28/s200/rcc02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539836052332796466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Paineis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzh0JXd8I/AAAAAAAABo4/eZcFg1SW22M/s1600/rcc01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzh0JXd8I/AAAAAAAABo4/eZcFg1SW22M/s200/rcc01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539836041413228482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Milo Manara autografando (pouco simpático).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzA2qxsiI/AAAAAAAABow/JFrqxAFsvAQ/s1600/rcc10.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzA2qxsiI/AAAAAAAABow/JFrqxAFsvAQ/s200/rcc10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539835475154547234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;       &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzAdykbtI/AAAAAAAABoo/P_DP7HqIdRQ/s1600/rcc09.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzAdykbtI/AAAAAAAABoo/P_DP7HqIdRQ/s200/rcc09.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539835468476346066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzADLiOrI/AAAAAAAABog/4Ch6IeJx6YM/s1600/rcc08.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFzADLiOrI/AAAAAAAABog/4Ch6IeJx6YM/s200/rcc08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539835461333301938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Gabriel Bá, Fábio Moon e Rafael Grampá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFy_vvMI-I/AAAAAAAABoY/SKZLMIpuPzE/s1600/rcc07.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFy_vvMI-I/AAAAAAAABoY/SKZLMIpuPzE/s200/rcc07.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539835456114140130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Laerte, com seu habitual traje feminino, e o gente-boa Angeli.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-5643089917313989211?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/5643089917313989211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/11/rio-comicon-2010.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5643089917313989211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5643089917313989211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/11/rio-comicon-2010.html' title='Rio Comicon 2010'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TOFy_HdZaiI/AAAAAAAABoQ/WZOD2h2CNVc/s72-c/rcc06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-832295573494226791</id><published>2010-11-09T11:30:00.000-02:00</published><updated>2010-11-11T20:17:11.779-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Filosófica'/><title type='text'>A Sombra de Heidegger - José Pablo Feinmann</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TNlNOmvfGuI/AAAAAAAABoI/EvqtgserhSA/s1600/sombra%2Bde%2Bheidegger.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TNlNOmvfGuI/AAAAAAAABoI/EvqtgserhSA/s200/sombra%2Bde%2Bheidegger.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537542130141960930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 1933, Hitler chegou ao poder na Alemanha com amplo apoio popular e intelectual (quer dizer, dos intelectuais que não estavam mortos, exilados ou aterrorizados em silêncio), tendo como entusiasta crucial (e surpreendente) Martin Heidegger, talvez o filósofo mais importante do século XX. Neste mesmo ano, o ídolo maior do pensamento alemão vivo naquele tempo aderiu integralmente ao nazismo - visto por ele como a única solução para a situação alemã -, tornou-se reitor da universidade de Freiburg e proferiu um discurso avassalador conclamando a intelectualidade de seu país a seguir seus passos. Meses depois, ciente da perseguição a professores judeus, abandonou o cargo, mas sua forte influência já havia tocado a mente de milhões de alemães que aderiram à loucura coletiva que desencadeou a II Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando este ótimo cenário histórico, José Pablo Feinmann juntou personagens reais e ficcionais para discutir a relação entre filosofia e política em "A Sombra de Heidegger". O filósofo Dieter Müller narra, através de uma carta a seu filho, os acontecimentos que determinaram sua adesão ao partido nazista sob influência de seu mestre Heidegger e seu posterior arrependimento e exílio na Argentina, onde vive Martin Müller, o filho batizado em homenagem ao mestre. A segunda parte do livro é narrada pelo próprio Martin Müller através de suas impressões sobre a história do pai. Ambas narrações em primeira pessoa, diferem-se pelo estilo e linguajar de gerações diferentes criadas em países distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Sombra de Heidegger" é um livro bastante interessante, ao mesmo tempo um passeio pela filosofia de Heidegger e de boa parte dos séculos XIX e XX e um julgamento histórico sobre a controversa adesão do filósofo ao nazismo. Algumas pessoas que tiveram relação direta com Heidegger estão representadas no livro, como Hannah Arendt e Jean-Paul Sarte, e muitas ideias filosóficas são discutidas, como as de Nietzsche, Marx e Hegel, portanto é bom ter noções básicas de história da filosofia antes de começar essa leitura, mas creio que pessoas sem nenhum conhecimento na área não serão impedidas de entender a história, apenas aproveitarão menos, da mesma forma que alguém com conhecimentos básicos deve aproveitar menos que um doutor em metafísica. Independente do nível de conhecimento filosófico do leitor, é certo que, para quem gostar do livro, surgirá naturalmente após a última página um estímulo e interesse para conhecer melhor a filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Pablo Feinmann é m filósofo argentino que, além de romances filosóficos, escreve livros de filosofia propriamente dita e dá cursos. Alguns personagens de outros de seus romances aparecem nesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Planeta&lt;br /&gt;Páginas: 197&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-832295573494226791?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/832295573494226791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/11/sombra-de-heidegger-jose-pablo-feinmann.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/832295573494226791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/832295573494226791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/11/sombra-de-heidegger-jose-pablo-feinmann.html' title='A Sombra de Heidegger - José Pablo Feinmann'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TNlNOmvfGuI/AAAAAAAABoI/EvqtgserhSA/s72-c/sombra%2Bde%2Bheidegger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-8390028036986487340</id><published>2010-10-30T07:54:00.000-02:00</published><updated>2010-12-18T19:20:52.108-02:00</updated><title type='text'>1001 Livros para ler antes de morrer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TMvriEPaJgI/AAAAAAAABoA/iJKEV8sDmuk/s1600/1001+livros.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 120px; height: 158px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TMvriEPaJgI/AAAAAAAABoA/iJKEV8sDmuk/s200/1001+livros.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533775537641235970" border="0" /&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Justificar" class="gl_align_full" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;O livro que faltava aqui no blog, na minha estante, enfim, no cotidiano de qualquer um que gosta de ler. Seguindo o padrão da série "1001", este volume segue uma linha cronológica dividida em quatro partes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de 1800, que gasta não mais do que 60 páginas com uma época em que a literatura se desenvolvia lentamente, começando por "1001 noites", que faz um inevitável trocadilho com o título. Dos poucos livros considerados dignos de entrar nessa lista inicial, há coisas obscuras, como histórias da China e do Japão medievais, porém há também clássicos absolutos, como Voltaire, Sade, Cervantes e Goethe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anos 1800, quando o bicho começa a pegar. Aqui passamos a falar dos monstros da literatura, aqueles clássicos irrefutáveis para os críticos literários que praticamente fundaram a literatura moderna, alguns realmente indispensáveis, como Vitor Hugo, Julio Verne e Émile Zola, ao lado de outros que ninguém tem coragem de tirar de uma lista dessas, mas que nada mais são do que leituras anacrônicas e chatíssimas, que só permanecem nas estantes por consideração à linha evolutiva da literatura. Aí eu colocaria o morno Charles Dickens e os insuportáveis Stendhal e José de Alencar. Digamos que metade das páginas dessa parte despertam meu interesse, até porque entendo que ainda falta muita coisa dessa época para eu conhecer, como os grandes autores russos, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anos 1900. Meu interesse sério começa aqui, onde estão 90% dos autores que revolucionaram minha vida e tornam minha realidade mais suportável. Estamos falando de um tempo onde o mundo virou de cabeça para baixo como nunca antes desde a queda do Império Romano, um tempo de violência ao extremo e loucura caminhando lado a lado com progresso científico e tecnologia de ponta, no qual as pessoas comuns olham a sua volta  e simplesmente não sabem o que fazer ou pensar sobre isso - mas Eles sabem. Estamos falando de Kafka, Henry Miller, Huxley, Hemingway, Fitzgerald, Lima Barreto, Sartre, Orwell, Borges... Sei lá, nem consigo classificar direito esses caras, tanto que pouco escrevo nesse blog sobre alguns deles, só sei que se eu não os conhecesse ou fosse impedido de conviver com eles, teria menos alguns motivos para continuar vivo. Ao lado dessas feras, muita coisa que não conheço ainda e que me foram apresentadas por este livro, muita coisa aparentemente do mesmo naipe dos meus autores prediletos, e que já comecei a correr atrás para conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anos 2000, onde estão as novidades literárias do nosso tempo, as quais conheço muito pouco - dos cerca de 50 livros listados, li apenas um. Não é preconceito por obras novas ou saudosismo pelo tempo que não vivi, simplesmente não tinha informações seguras sobre o que ler - mas agora tenho, e já posso me aventurar na literatura de hoje em dia. O que dá para perceber é que nesse período, a literatura abre-se cada vez mais para autores de culturas diferentes, e que a literatura deixa cada vez mais o centro ocidental. Também é notável o aumento do número de autoras, num mercado antes sufocantemente masculino. Eu, como incansável defensor das mulheres, sinto-me meio envergonhado de não conhecer muitas autoras, portanto surge aí a chance de superar essa grave deficiência literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"1001 livros para ler antes de morrer" segue a mesma linha dos outros da série, com os mesmos méritos e problemas. E um livro viciante, dentro do qual você pode passar horas sem conseguir voltar para o mundo real, lendo a resenha de livros que já passaram pela sua vida ou descobrindo novos desejos de consumo literário. Por outro lado, numa lista tão extensa, há sempre aqueles livros ruins que você vai se revoltar por estarem ali, como omissões de livros que para você são os melhores de todos os tempos. No meu caso, o mais incompreensível foi a falta dos livros de Homero, talvez porque originalmente era um poema, mas acredito que a questão foi utilizar as "1001 noites" para iniciar o livro sem perder o trocadilho, excluindo assim tudo que veio antes de 850. Ao ler "1001 discos" e "1001 filmes" senti a mesma coisa - como é que podem colocar Britney Spears no lugar de Laughing Clowns?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa legal nessa coleção é a questão das capas, que mudam a cada edição. A edição que tenho de "1001 discos" tem como capa uma maravilhosa foto de Sid Vicious, e já vi uma edição importada com um close do lindo rosto da Debbie Harry. "1001 filmes" tem capas melhores ainda, como a expressão maníaca de Jack Nicholson em "O Iluminado", o pavor da cena clássica de "Psicose", Samuel L. Jackson empunhando uma pistola em "Pulp Fiction", Darth Vader (bem, é o Darth Vader, não preciso dizer mais nada), e até novidades como Avatar e o Coringa de Heath Ledger, o que mostra que as edições vão sendo atualizadas a cada ano. A edição que tenho não podia ter uma capa melhor para mim: Harrison Ford, o herói absoluto da década de 80, como Indiana Jones. Em algumas edições, a editora coloca uma capa genérica, como alguém ouvindo música ou lendo um livro, o que acho meio sem graça. Infelizmente esta primeira edição brasileira de "1001 livros"  tem uma dessas capas, uma estante cheia de lombadas dos livros abordados, mas já vi boas capas de edições do exterior, como Laranja Mecânica e American Psycho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grave problema que detectei neste livro foi que, em algumas resenhas, o autor conta muito do enredo, talvez até o final, e isso não é coisa que se faça em lugar nenhum do mundo! De qualquer forma, "1001 livros" é fantástico e essencial para leitores de qualquer gosto, assim como outros da coleção. Outros que quero ter aqui na minha estante são "1001 maravilhas naturais para visitar antes de morrer" e "1001 dias que abalaram o mundo", além de "501 grandes artistas" e "501 grandes escritores", que deve ser um simples mais do mesmo de "1001 livros". Já existem também no Brasil "1001 vinhos", que não tenho nenhum interesse porque não aguento essa chatíce de enomodinha, e "1001 comidas", que tem na capa uma foto de um crustáceo que automaticamente repele um vegetariano como eu. No exterior já saiu um que parece ser muito divertido, chamado "1001 livros infantis para ler antes de crescer", mas também existe todo o tipo de apelação, como "1001 buracos de golf para acertar antes de morrer" (duvida? veja você mesmo no&lt;a href="http://www.1001beforeyoudie.com/"&gt; site da editora&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-8390028036986487340?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/8390028036986487340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/10/1001-livros-para-ler-antes-de-morrer.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8390028036986487340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8390028036986487340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/10/1001-livros-para-ler-antes-de-morrer.html' title='1001 Livros para ler antes de morrer'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TMvriEPaJgI/AAAAAAAABoA/iJKEV8sDmuk/s72-c/1001+livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-9158769065325768564</id><published>2010-10-24T19:13:00.000-02:00</published><updated>2010-12-18T19:21:08.757-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Os Segredos do Nazismo - Sérgio Pereira Couto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TMS0e7gI0-I/AAAAAAAABn4/yPCMChdRjCs/s1600/segredos+do+nazismo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TMS0e7gI0-I/AAAAAAAABn4/yPCMChdRjCs/s200/segredos+do+nazismo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531744685779375074" border="0" /&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Justificar" class="gl_align_full" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;A maioria das compras de livros que faço hoje em dia ocorrem pela internet, por comodidade e principalmente pelas promoções que não são encontradas nas lojas físicas, sobretudo nessas épocas de estiagem comercial como agora que ainda não começou a febre consumista do natal. Durante minha última sessão de realizações de pequenos prazeres no site de uma dessas livrarias, me deparei com um livrinho intitulado "Os Segredos do Nazismo", de Sérgio Pereira Couto, de quem eu nunca havia ouvido falar, pelo ridículo valor de R$ 3,50 - o preço cheio era R$ 19,90. É óbvio para quase todo mundo que qualquer produto com um desconto tão acentuado como esse gera logo suspeitas sobre sua qualidade, mas por esse preço resolvi arriscar, o tema me pareceu interessante, mesmo que o subtítulo "Origem, Filosofia, História, Influência, Simbologia" indicasse algo vasto demais para a quantidade de páginas - tratando-se, obviamente, de um livro bastante introdutório, mas como sou professor, às vezes este tipo de material tem utilidade para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma desvantagem em compras pela internet é não poder folhear e ler a orelha ou o prefácio do livro. No presente caso eu poderia ter lido, por exemplo, que o autor é um jornalista que já escreveu outros livros como "A Verdade sobre o Código Da Vinci", "Decifrando a Fortaleza Digital" ou "Os Heróis de Esparta", e isso teria me estimulado a não comprar um livro de um autor tão "generalista" como este - como leitor, gosto de ler e aprender um pouco sobre tudo, mas sinto mais confiança em escritores ao inverso disso, ou seja, que escrevem tudo sobre um pouco. Além disso, acho deprimente que alguém baseie seu trabalho no sucesso alheio e utilize isso com fins estritamente comerciais, como os títulos acima indicam (os livros de Dan Brown e o filme "300").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso já seria suficiente para largar o livro na prateleira e folhear outro, mas caso ainda houvesse alguma dúvida, eu poderia abri-lo e ler a introdução. Assim eu teria mais um motivo para abandoná-lo após o seguinte parágrafo: "Esse é o segredo do pensamento nazista: a distorção de ideias místicas e esotéricas retiradas de fontes antigas. Por isso é necessário conhecer essas influências e analisar o que gerou o distorcido regime nazista. &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A história tende a se repetir&lt;/span&gt; (grifo meu, boquiaberto), e evitar a ascensão de outros regimes como o da Alemanha dos anos 1940 é extremamente necessário, ainda mais no muno moderno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa, não teria mais motivo algum para continuar com o livro em mãos, mas como já estava aqui em casa mesmo, não custava nada passar rapidamente por breves capítulos como "Discos Voadores Nazistas", "Nazis no Tibete", "O Lado Esotérico da SS" e algo que relacionava o Santo Graal à turma de Hitler. O que pude notar então foi uma péssima escrita e uma pesquisa amplamente baseada em páginas de internet, já que não há nenhum tipo de referência bibliográfica, enquanto os endereços eletrônicos estão esplhados entre todo o texto. Também não há uma linha condutora, sem relação entre os capítulos e sequer uma conclusão ao final. Parece várias reportagens de revistas do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Superinteressante&lt;/span&gt; reunidas caoticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o livro é ruim demais, e mesmo que fosse bom, não tenho nenhum interesse nessas teorias conspiratórias e nesse tipo de "segredo". Como não pude folhear previamente, comprei achando que seria outra coisa, algo mais historiograficamente sério, ou pelo menos didático. Para mim, não valeu nem os R$ 3,50, e nem tenho coragem de dar de presente para ninguém, mas se você acha legal esse tipo de publicação, é por sua conta e risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Universo dos Livros&lt;br /&gt;Páginas: 127&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-9158769065325768564?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/9158769065325768564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/10/os-segredos-do-nazismo-sergio-pereira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/9158769065325768564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/9158769065325768564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/10/os-segredos-do-nazismo-sergio-pereira.html' title='Os Segredos do Nazismo - Sérgio Pereira Couto'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TMS0e7gI0-I/AAAAAAAABn4/yPCMChdRjCs/s72-c/segredos+do+nazismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-7153981690871913230</id><published>2010-10-18T21:31:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T20:58:39.218-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Científica'/><title type='text'>Solaris - Stanislaw Lem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TLz32ZjS8jI/AAAAAAAABnI/cn_ie2SMVZc/s1600/Solaris+001.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 126px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TLz32ZjS8jI/AAAAAAAABnI/cn_ie2SMVZc/s200/Solaris+001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529566956448051762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No futuro, entre as inúmeras conquistas espaciais da humanidade está a descoberta do planeta Solaris, desabitado e cuja superfície é um oceano. Seria apenas um entre tantos planetas prestes a ser estudado e desvendado pela mente humana, porém o fato de Solaris resistir a forças que naturalmente teriam provocado sua destruição leva a um impasse entre os cientistas. Existe uma única estação de estudos em Solaris, e mesmo após décadas de estudos, ninguém consegue sequer uma teoria amplamente aceita sobre o segredo do planeta: o oceano seria um ser vivo, inetligente, capaz de determinar sua rota no cosmo e evitar sua destruição?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O problema de Solaris seria menor se não houvesse tantas dificuldades nas tentativas de estudos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in loco&lt;/span&gt;. Desde o princípio ocorreram acontecimentos estranhos, comportamentos dúbios de profissionais experientes que viveram na estação e alguns acidentes trágicos. Em determinado momento, Kris Kelvin, um cientista e psicólogo especialista em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;solarística&lt;/span&gt;, é enviado para o planeta a fim de auxiliar três pesquisadores que lá permanecem em missão, Snow, Sartorius e Gibarian, aparentemente afetados pela atmosfera venenosa do planeta. Assim começa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solaris&lt;/span&gt;, num clima de terror psicológico ao estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alien&lt;/span&gt;, num local bem distante do conforto da Terra, claustrofóbico e sem saída como a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nostromo&lt;/span&gt; daquele filme, mas pelo menos nesse caso o espectador sabe o que é que se esconde nos cantos mal iluminados. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solaris&lt;/span&gt; não, e isso me causou medo e até um pesadelo durante a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todo esse clima do início, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solaris&lt;/span&gt; não é um livro propriamente de terror, mas a atmosfera sombria ajudar a manter no leitor o estado de espírito que o autor tramou para seu protagonista, alguém que chega numa estação num planeta enigmático e nada encontra além de um ambiente desorganizado e pessoas reclusas aparentemente loucas. É uma ficção científica, podendo até ser classificada como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hard&lt;/span&gt; - livros onde o autor explora profundamente aspectos técnicos da ciência, ao contrário das ficções científicas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soft&lt;/span&gt;, nas quais as divagações sobre aspectos sociais são mais proeminentes -, mas não é aí que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solaris&lt;/span&gt; foca. Stanislaw Lem diferencia sua obra ao lidar sobretudo com o ser humano, orgulhoso porém ridiculamente fraco diante de problemas insolucionáveis, tanto na ciência como em sua própria mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando cumprir sua missão, Kelvin passa a confrontar fantasmas - reais ou ilusões? -, bem como os outros pesquisadores, numa jornada de desconfianças, vilipêndio, vergonha, culpa e aceitação. Solaris e a solarística são explicados ao longo do livro, durante os raciocínios de Kelvin na tentativa de solucionar o misterioso planeta, com tantos detalhes nas citações de obras e estudiosos do tema que parece uma área de conhecimento realmente existente. A escrita de Stanislaw Lem é diferenciada num gênero onde a imaginação se sobrepõe à qualidade da prosa descritiva, e a divagação psicológica é marcante, às vezes de forma sutil, como na apresentação de remorsos sexuais. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solaris&lt;/span&gt; é soberbo e essencial, e me estimula a ler outras obras deste grande autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stanislaw Lem (1921-2006) era polonês, e procurava fazer uma ficção científica bem diferente da americana, a qual criticava sem trégua como escrita sem qualidade cheia de clichês. Por este motivo - e por suas constantes controvérsias com outros autores mais populares - demorou a ser aceito no mundo da ficção científica ocidental (já era o mais famoso no mundo socialista), mas posteriormente se tornou um dos autores mais lidos de todos os tempos. Solaris é seu livro mais famoso, e em 1972 foi lançado um filme soviético inspirado na obra - inspirado, pois é uma versão bem pessoal do diretor Andrei Tarkovsky, com bastantes diferenças em relação ao livro, porém nem por isso deixa de ser uma bela película. Há uma refilmagem americana de 2002, com George Clooney, que ignoro e não faço questão de conhecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: várias&lt;br /&gt;Páginas: cerca de 220&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=R3QENR68"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TLz32tyUwMI/AAAAAAAABnQ/oG81-7F84og/s1600/lem3.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-7153981690871913230?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/7153981690871913230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/10/solaris-stanislaw-lem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7153981690871913230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7153981690871913230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/10/solaris-stanislaw-lem.html' title='Solaris - Stanislaw Lem'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TLz32ZjS8jI/AAAAAAAABnI/cn_ie2SMVZc/s72-c/Solaris+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-658606174540441227</id><published>2010-10-05T16:11:00.000-03:00</published><updated>2010-12-18T19:21:25.344-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Científica'/><title type='text'>O Homem Invisível - H.G. Wells</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TKuc2KXMtPI/AAAAAAAABm4/mugkHeJp_Ns/s1600/homem_invisivel.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 126px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TKuc2KXMtPI/AAAAAAAABm4/mugkHeJp_Ns/s200/homem_invisivel.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524681822208570610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que você faria se pudesse tornar-se invisível? Pode parecer uma questão tola, uma fantasia infantil, mas na verdade é um ponto filosófico interessante, abordado já por Platão em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A República&lt;/span&gt;, sobre o que o poder pode fazer com a integridade moral dos homens - o mito do anel de Giges, no qual um pastor descobre um anel que o torna invisível, e em posse deste poder, toma o lugar do rei. Baseado nesta reflexão do filósofo grego, Herbert George Wells desenvolveu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Homem Invisível&lt;/span&gt;, uma ficção que, além de discutir este aspecto moral, apresentou para os leitores do século XIX questões científicas muito interessantes, que não perderam seu encanto para mentes do século XXI - Que bases físicas permitiriam a invisibilidade? Qual seria a reação de um cachorro frente a um homem invisível? O que aconteceria se este homem engolisse algo ou derramasse alguma substância sobre sua pele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, independente da moral da pessoa, qualquer um deve achar que seria fabuloso poder tornar-se invisível. Uma pessoa má certamente tentaria levar vantagens pessoais, como o pastor da história de Platão, e uma pessoa boa poderia tentar sanar males da sociedade e lutar pela justiça, como um super-herói, mas o fato é que em todas as histórias em que tal suposição foi abordada - desde &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Giges&lt;/span&gt; até &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Senhor dos Aneis&lt;/span&gt;, outra cria de Platão -, a ideia era que o poder da invisibilidade fosse reversível, podendo seu possuidor voltar à forma visível e manter uma vida normal. O Homem Invisível de H.G. Wells diferencia-se de todos os outros pelo fato de não possuir essa faculdade. O cientista Griffin desenvolve uma fórmula que torna qualquer ser invisível e, vítima de seu próprio orgulho, utiliza o invento em si mesmo, mas não consegue voltar à sua antiga forma. Em princípio o cientista fica eufórico com todas as possibilidades abertas para si, mas com o tempo ele percebe os diversos empecilhos criados por causa de sua situação peculiar, levando-o à loucura. Desenvolve-se então uma trama com ingredientes de suspense, terror, ficção científica e até um pouco de humor, numa narração em terceira pessoa típica da literatura fantástica do século XIX, onde o autor coloca-se de certa forma como cúmplice do leitor, como se não fosse onisciente e tivesse o mesmo tipo de conhecimento dos outros personagens (visto no trecho "No correr da noite, possivelmente, comeu e dormiu"), o que talvez mexesse mais com a curiosidade dos leitores de então, assim como o uso de pontuações que excitassem sua imaginação ("Seriam passos o que ouvia atrás dele? Mais depressa!").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem Invisível é um livro divertido, sem muita genialidade em seu roteiro, mas com o mérito da criação de uma fantasia orginal e intrigante até hoje. Imagine o homem invisível querendo ser visível para poder conviver com relativa normalidade com os outros - cobertura total de todas as partes de seu corpo, pois a menor brecha poderia expor sua invisibilidade e fazer com que as pessoas achassem que se tratava de um fantasma. Por outro lado, se ele quisesse aproveitar-se de sua condição, teria que andar totalmente nu, suportando o frio da Inglaterra, onde ocorre a história, e teria que tomar diversos cuidados, como não andar na chuva (já que a água formaria uma silhueta que o denunciaria). Toda essas divagações tornaram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Homem Invisível&lt;/span&gt; um clássico indispensável para os amantes da litertura fantástica, bem como H.G. Wells, ao lado de Júlio Verne, um dos pais da ficção científica. Além desse livro, Wells escreveu outros clássicos como A Máquina do Tempo e Guerra dos Mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: várias&lt;br /&gt;Páginas: cerca de 200&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=C8AMA56E"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nota: Existe um filme de 1992 chamado "Memórias de um Homem Invisível", com Chevy Chase, uma leitura moderna da obra, onde o protagonista é caçado pelo governo americano para se tornar um espião. Divertido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-658606174540441227?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/658606174540441227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/10/o-homem-invisivel-hg-wells.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/658606174540441227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/658606174540441227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/10/o-homem-invisivel-hg-wells.html' title='O Homem Invisível - H.G. Wells'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TKuc2KXMtPI/AAAAAAAABm4/mugkHeJp_Ns/s72-c/homem_invisivel.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1953887501952261142</id><published>2010-09-27T17:07:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T20:59:06.292-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>Entradas e Bandeiras - Fernando Gabeira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TKElf55ybgI/AAAAAAAABmo/0giOSd67Q3I/s1600/entradas+e+bandeiras+fernando+gabeira.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 128px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TKElf55ybgI/AAAAAAAABmo/0giOSd67Q3I/s200/entradas+e+bandeiras+fernando+gabeira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521735848182312450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há dois anos, na reta final para as eleições municipais, encontrei e li por acaso &lt;a style="font-style: italic;" href="http://redelivro.blogspot.com/2008/10/o-crepusculo-do-macho-fernando-gabeira.html"&gt;O Crepúsculo do Macho&lt;/a&gt;, de Fernando Gabeira, então candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Por pura coincidência, nesta semana final de campanha para as eleições na qual Gabeira é candidato novamente, encontrei também por acaso o livro que segue o anterior, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entradas e Bandeiras&lt;/span&gt;. No mesmo estilo autobiográfico da série que começa com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que é isso, companheiro?&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entradas e Bandeiras&lt;/span&gt; fecha a trilogia contando sua volta ao Brasil após o longo exílio no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, tendo ficado famoso por ter participado do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, Gabeira era tido como um símbolo da luta contra a ditadura, naquele momento em que a sociedade brasileira começava a sair do jugo dos militares e ansiava pela liberdade. Uma grande festa foi armada no aeroporto no momento de sua chegada, todos queriam uma palavra sua, uma atitude de um líder que guiasse as pessoas na direção da democracia. Entretanto, após dez anos de experiências em diversos países, em contato com novas ideias, Gabeira simplesmente estava em outra sintonia - situação já discutida em seu livro anterior -, mais preocupado com ambientalismo e opressão sexual do que com a luta da esquerda. "Entradas e Bandeiras" trata basicamente da relação de Gabeira com o Brasil e do Brasil com Gabeira: o homem, estrangeiro em seu próprio país, e o país decepcionado, mas ao mesmo tempo fascinado com a aquele estranho, se sentindo traído e atraído por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das passagens do livro remete a uma memória de sua infância, a história de um homem que foi à Lua, criando toda uma espectativa na população, mas quando voltou, simplesmente colocou um ovo. Uma situação ridícula, que reflete o que ocorria em sua vida: todos esperavam um guerrilheiro andando por aí com uma metralhadora na mão, mas o que se via era uma pessoa com roupas extravagantes, de sexualidade duvidosa, tendo largado o fumo e a bebida, mas  abraçado de vez a maconha e a campanha pela sua legalização, comendo em restaurantes naturais ou tomando sol com sua controversa tanguinha no posto nove de Ipanema - que na verdade não era de crochê, explica o autor, mas pertencia sim à sua prima Leda Nagle. Isso tudo gerava um quadro muito ambíguo, sendo Gabeira odiado por diversos setores da direita e da esquerda, porém cada vez mais atraindo os holofotes para si, com requisições constantes de entrevistas e artigos e o sucesso do lançamento de seu primeiro livro. O que se percebe em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entradas e Bandeiras&lt;/span&gt; é um homem feliz, resolvido, disposto a agir como mais lhe conviesse e lhe fosse correto, sem se importar muito com a mentalidade tacanha da maioria dos brasileiros de então (não muito diferentes dos de hoje). Se em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Crepúsculo do Macho&lt;/span&gt; Gabeira parecia estar mudando, e talvez até sofrendo com isso, aqui ele já tinha escrachado de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entredas e Bandeiras&lt;/span&gt; é mais um ótimo livro de Fernando Gabeira, divertido, de escrita agradável, porém não sem recursos ou estilo, ao ponto de poder ser facilmente lido de uma vez só em algum dia livre. É um livro muito mais fácil que o anterior, com uma marcação temporal mais compreensível, passado em locais mais familiares à maioria dos leitores brasileiros, e abordando ideias e acontecimentos em vez de sentimentos. Mais leve e concreto, o relato de um perspicaz intérprete das situações absurdas da sociedade e uma clara indicação do porquê das seguidas derrotas de Gabeira nas eleições para cargos executivos, que dependem de votação muito expressiva: sem entrar aqui no mérito de propostas de campanha ou da trajetória política do candidato, o grosso do eleitorado brasileiro nunca vai compreender e aceitar ideias tão avançadas, mesmo que hoje em dia Gabeira não fique mais propagando-as por aí - pelo menos propositalmente, lembram-se da história da "mentalidade suburbana", na campanha de 2008? Por conta de suas posições revolucionárias, fosse com arma na mão, fumando maconha ou indo à praia de tanga feminina, enfim, tudo que foi escrito em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que é isso companheiro?&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Crespúsculo do Macho&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entradas e Bandeiras&lt;/span&gt;, a pequenez da mentalidade brasileira sempre irá considerá-lo algo como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;viado&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maconheiro&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sequestrador&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Codecri&lt;br /&gt;Páginas: 208&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TKElgH4vNbI/AAAAAAAABmw/9fuUn_iqCjo/s1600/ganeira+tanga.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1953887501952261142?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1953887501952261142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/09/entradas-e-bandeiras-fernando-gabeira.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1953887501952261142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1953887501952261142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/09/entradas-e-bandeiras-fernando-gabeira.html' title='Entradas e Bandeiras - Fernando Gabeira'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TKElf55ybgI/AAAAAAAABmo/0giOSd67Q3I/s72-c/entradas+e+bandeiras+fernando+gabeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-8217812718448593619</id><published>2010-09-09T20:23:00.000-03:00</published><updated>2010-09-13T21:08:56.802-03:00</updated><title type='text'>Pedrita</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Aguda, quase insuportável, súbita, constante, sem que haja posição do corpo, movimento ou pressão localizada que tragam o menor alívio. Afirmado pela certeza do senso comum e suposto pelos urologistas como a pior dor que um ser humano pode sentir, como se duas mãos invisíveis fizessem um trabalho silencioso e contínuo: uma dentro do meu corpo, apertando e torcendo meus órgãos internos do lado esquerdo, enquanto a outra, um pouco mais abaixo e do lado de fora, soca repetitivamente meu testículo. Uma dor de intensidade tão abismal que estimula o estômago ao vômito, independente de quanto alimento esteja sendo digerido lá. Uma agressividade tão animalesca que o corpo reage com febre e a urina sai bem escura, misturada com bastante sangue. No meio de uma crise de cólica renal, tem início minha história com Pedrita, intensa, íntima e de difícil compreensão alheia, que durou apenas três dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na verdade, Pedrita e eu já convivíamos há meses, mas eu só fui capaz de notá-la neste momento difícil, que começou numa manhã de domingo. Uma dor de baixa intensidade no testículo esquerdo, supus o mais óbvio, que tivesse ocorrido algum tipo de choque durante a noite sem que eu tivesse percebido. Caminhando na rua, a dor aumenta, paro e sento para almoçar, a dor aumenta, saio do restaurante e tento me acalmar andando um pouco mais, agora já com as pernas abertas, como alguém com assaduras na virilha, a dor não para de aumentar. Volto para casa, ninguém além dos bichos, que percebem algo errado, mas nada podem fazer. Deito na cama, me contorço gemendo, depois de todas as posições possíveis, paro finalmente na fetal, talvez por instinto, o que não faz diferença nenhuma. Não consigo pensar em nada que eu possa fazer sozinho. Descarto a idéia de choque noturno com o testículo, penso em apendicite, uma doença que apresenta sintomas parecidos e que, pelas histórias que já tinha ouvido, sempre temi, principalmente se fosse acometido por ela durante uma viagem para um lugar ermo – e agora, pensava eu, durante uma tarde sozinho em casa. Não consigo pensar direito, mas pelo que me lembrava das aulas de biologia na escola, o apêndice fica no lado direito. Ou seria o duodeno, ou o pâncreas, aquela estrutura amarela toda enrugada? Para que serve o duodeno? E a bílis, será que tinha alguma coisa a ver? Cólon? Havia lido recentemente também sobre um artista com a Doença de Crohn. Não consigo pensar direito. Pego o telefone e ligo para minha mãe, nefrologista, antes que ela possa fazer a primeira pergunta do diálogo (“tudo bem?”) pergunto onde fica o apêndice, ela confirma minhas suspeitas. Antes que eu possa perguntar sobre bílis, pâncreas ou Crohn, ela me pergunta sobre meus sintomas, e constata crise renal. Minha mulher vem chegando mais cedo do plantão no posto de saúde, cancelado graças a uma greve de médicos. Falo ao telefone que não posso buscá-la no ponto de ônibus, que ela pegue um táxi para casa o mais depressa possível, por conta de uma emergência médica, sem mais detalhes. Minutos depois, saio de casa carregado por ela, me escorando pelos cantos, vomitando o que ainda restava dentro do estômago, os cachorros assustados nem ousam pular em mim e lamber minha cara agora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Chegamos ao hospital, entro amparado na emergência, passando a frente daquelas criancinhas com dor de garganta e daqueles atletas amadores com o tornozelo torcido, e sou colocado na cama. Um rapaz me faz algumas perguntas, arria minha bermuda, aperta meus testículos, me faz mais perguntas, pressiona vários pontos na minha barriga, isso tudo dói demais, até mesmo abrir a boca para responder às perguntas. Ouço “ok, pode levantar a bermuda”, espetam meu braço, a dor continua, mas eu paro de pensar...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;           Acordei no mesmo lugar, ainda doendo, porém bem pouquinho. Minha mulher estava lá, me explicando algumas coisas, quando entrou outro médico, urologista, também com idade próxima da minha, e também querendo mexer nos meus testículos. Depois disso, fui levado de cadeira de rodas para a sala de ultrassonografia, e lá deitei em outra cama e tive que abaixar a bermuda mais uma vez, para ter minha intimidade invadida pelo terceiro médico da tarde. Ele disse: “Segura o p...” – parando no p de “peru”, ou “pau”, para depois reiniciar a palavra – “...pênis para cima, por favor”, e derramou um gel sobre minha região genital. Ficou alguns minutos passando o aparelho sobre meus testículos, espalhando aqueles gel e lambuzando tudo em volta – pênis, virilha, coxa, pelos –, para finalizar jogando algumas folhas de papel em cima de mim para que eu me limpasse e repetindo a sentença padrão: “Pode levantar a bermuda”. O ultrassom não constatou nada de errado com meu testículo, então fui mandado para a sala de raio X, onde foi feito mais um exame, mas pelo menos ninguém mexeu em mim ou me mandou arriar a bermuda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Passada toda a tarde de domingo respondendo a perguntas, sendo apalpado, fazendo exames em aparelhos e sobretudo esperando, fui levado à sala do urologista e lá conheci Pedrita, não pessoalmente, mas através da imagem do raio X, que mostrou que ela tinha aproximadamente 3mm, e durante os três dias seguintes, enquanto ela não saiu do meu corpo, também não saiu da minha cabeça. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voltei para casa no final da tarde, mesmo sentindo a dor voltar a ficar intensa, porque tinha esperança que se estabilizasse em um nível aceitável até que eu acordasse no dia seguinte sem sentir nada. Subestimei Pedrita, que se deslocava lentamente pelo meu rim esquerdo, abrindo caminho do jeito que dava, rasgando o que viesse pela frente. Saí de casa e cheguei ao hospital da mesma forma que anteriormente, diferindo apenas em um ponto: em vez de passar pela enfermaria, fui direto para a internação, carregado na cadeira de rodas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A partir desse momento, não lembro muito bem o eu aconteceu. Na verdade, as duas vezes em que dei entrada no hospital foram muito parecidas, e realmente não tenho como distinguir o que se passou em cada uma delas nos momentos de dor intensa. Pode ser até que eu tenha imaginado coisas ou alucinado, já que passei a primeira noite inteira e o dia seguinte sendo drogado com uma substância derivada da morfina, e só consigo lembrar-me de duas coisas que certamente ocorreram no segundo momento: as ocasiões em que acordei agonizando durante a madrugada e chamei a enfermeira para me drogar um pouco mais, e a visita do quarto médico, pois lembro de ter falado em tom de humor autodepreciativo com minha mulher que, naquelas poucas horas, eu provavelmente já havia tido os testículos apalpados por mais homens do que em todo o resto da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acordei muito assustado no dia seguinte, de manhã bem cedo, achando que estava morrendo – ouvi várias pessoas rezando, e meu primeiro pensamento foi que estava recebendo a unção dos enfermos, logo eu, que desde a adolescência zombo de todo esse tipo de superstições, morrer desse jeito! O susto foi breve, logo relaxei ao perceber que não teria este lamentável fim, já que, apesar de próximas, as vozes vinham de fora do quarto – dei o azar de me internarem ao lado da capela do hospital, onde o plantão da manhã orava em uma só voz antes do expediente, e tive que acordar da mesma forma nos dias seguintes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A oração coletiva não foi o único som estranho que me pegou de surpresa. Logo no primeiro dia, escutei uma tosse muito desesperada, a tosse mais gutural que já havia ouvido, e pensei que alguém estava morrendo. Passaram-se alguns instantes após a tosse cessar e não percebi nenhum tipo de movimentação pelos corredores, tudo voltou ao costumeiro de um hospital. Não entendi nada naquele momento, mas depois passei a ouvir a tosse com a mesma intensidade várias vezes ao dia, e cheguei à conclusão que ninguém poderia ficar às portas da morte num hospital tantas vezes sem que nada fosse feito, e que a cena que eu ouvia mas não podia ver era um a de velhinho com um cacoete brabo. Eu me lembrava do meu avô, que quando não tomava remédio para o sistema nervoso ficava do mesmo jeito, e todo mundo que ia lá em casa ficava constrangido e tentava prender o riso, até que a gente não aguentava e começava a rir junto. Eu me lembrava do início de “Minha Menina”, dos Mutantes, e começava a rir cada vez que a sessão de tosse tinha início. E esquecia um pouco de Pedrita, das agulhas espetadas no meu braço e de qualquer outra coisa que me causasse dor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tirando o motivo pelo qual fiquei internado aqueles três dias, posso dizer que essa minha temporada no hospital foi bastante agradável. Ora, eu era tratado como um hóspede num hotel, fui dispensado do trabalho, tinha comida pronta e não precisava limpar nada o que sujava, e tinha tempo para me distrair bastante. Se eu não tivesse chegado lá sentindo tanta dor e não tivesse que passar pela quantidade de exames e remédios injetáveis aos quais fui submetido, se eu pudesse paralelamente sair de lá de vez em quando para passear ou praticar alguma atividade física, isso sim seria viver em alto estilo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A dor no rim e testículo diminuiu bastante já na primeira manhã, graças aos fortes sedativos, e deixaram de incomodar no segundo dia. Contudo, se o problema fosse tão simples assim, não haveria necessidade de internação e nada justificaria minha vida boa lá. A dor inicial simplesmente foi transportada para os braços, furados sem trégua até o momento em que saí do hospital (e doloridos, inchados e cheios de hematomas, durante toda a semana seguinte). Uma agulha ficava constantemente na mão esquerda, recebendo a medicação ininterruptamente, inutilizada para qualquer fim, até que, no segundo dia, a veia entrou em colapso, uma dor que me impedia de executar qualquer movimento, dava para ver o sangue voltando pela borracha que levava os remédios da bolsa suspensa até mim, e a mão direita passou a ser utilizada em seu lugar. Os enfermeiros até que tentavam desentupir a veia algumas vezes, apertando a borracha para que talvez os coágulos abrissem espaço para a medicação, o que me causava uma dor aguda ainda mais forte, mas não teve jeito. Nesse dia e no seguinte, fiquei praticamente inválido das mãos, conseguindo com muito esforço segurar a colher nas refeições ou um livro apoiado, contanto que não fosse necessário nenhum tipo de pressão com os dedos. Minha mulher executou o papel dos meus braços em quase todo o resto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As outras veias dos braços serviam de bica por onde saía meu sangue para análise no laboratório, mas este não foi o único tipo de exame pelo qual passei nesses dias. Pressão arterial e temperatura eram medidas várias vezes ao dia e anotadas numa prancheta, e pelo menos umas duas vezes tive que urinar em potinhos de coleta. Exames mais apurados, em máquinas, eram minha única oportunidade de passeio pelos corredores do hospital, mesmo que fossem de cadeira de rodas. Raios X simples, que eu já conhecia, foram dois ou três, mas experiência inédita para mim foi entrar numa sala onde se lia na porta “Tomografia”, depois de tomar uns cinco copos d’água para que minha bexiga ficasse bem cheia. Deitei numa cama fria e me aplicaram mais um remédio na veia, que me explicaram que seria para fazer “contraste”, sabe-se lá do que com que. A mulher que estava me atendendo falou que eu poderia sentir enjoo, que ela ficaria em outra sala atrás de mim, e que em caso de qualquer problema era só eu levantar o braço, mas fiquei tão curioso com aquela máquina que nem senti nada. A cama então começou a se mover, me deslocando para dentro de um círculo, como se eu fosse um dedo entrando num anel projetado para um dedo mais largo. Havia um monte de luzes piscando, de várias cores, e não pude examinar todas elas antes que a cama terminasse sua locomoção. Fiquei com a cabeça bem no meio do anel, e observei que dentro dele havia uma espécie de centrífuga girando, com luzes vermelhas, fazendo barulho, o que provocou em mim a sensação de estar estrelando um filme de ficção científica da década de 1970. De repente, uma voz de homem saiu de algum alto-falante dizendo – “respire fundo” –, e uma imagem de um rostinho com a boca aberta se acendeu no aparelho, tipo &lt;i style=""&gt;smile&lt;/i&gt;, só que de perfil, bem em frente ao meu rosto. A voz imediatamente ordenou, roboticamente – “prenda a respiração” –, e a imagem mudou para um rostinho de boca fechada com as bochechas cheias de ar, quando um outro painel mostrou uma contagem regressiva começando em seis segundos. Terminada a contagem, a voz liberou minha respiração. O processo teve início novamente, da mesma forma, só que dessa vez a contagem começou em trinta segundos, me pegando desprevenido, pois eu puxei ar preparado para apenas seis! Na terceira vez, jurei que a máquina não ia me surpreender novamente, e puxei o máximo de ar que pude, mas a contagem começou novamente a partir de trinta segundos, e isso foi tudo. A cada tentativa eu podia observar algumas luzes e imagens que não havia tido oportunidade anteriormente, e na última reparei que tinha aquele símbolo de três lados que significa material radioativo, com umas setinhas apontando para a minha direção. Juntei aquilo com as outras vezes em que fui submetido ao raio X nas últimas horas, mais um exame que havia feito há alguns meses e todos os outros em minha vida, e aquele somatório mórbido me apavorou um pouco. Ao final, tive que esperar o resultado deitado na mesma cama, para o caso de algo ter dado errado e eu ter que fazer tudo de novo. O homem que me mandava prender e soltar a respiração disse que minha bexiga estava muito cheia, e que se eu não aguentasse podia ir ao banheiro, mas eu não sentia nenhuma vontade de fazer nada, só pensava na possibilidade de algum futuro filho meu nascer mutante. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na manhã do segundo dia, o urologista que cuidava do meu caso me fez uma visita no quarto, explicando qual era minha situação. Pedrita já havia saído do rim, e encontrava-se na uretra. A notícia era boa, mas nem tanto: caso ela não saísse naturalmente nos próximos dias, eu teria que ser submetido a um procedimento para sua retirada, o que significava que alguém iria enfiar um tubo pelo meu pênis para sugá-la. A ideia é talvez até mais aterrorizante do que a de realizar uma colonoscopia, portanto passei a beber uma quantidade considerável de água e urinar mais de dez vezes por dia, não na privada, mas numa bacia metálica, tendo que, em todas as ocasiões, verificar se Pedrita já havia saído. Cada tentativa sem sucesso era desanimadora, progressivamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Apesar da emergência desse grande problema pessoal, eu tinha bastante tempo para me distrair, já que não havia nada mais o que fazer. Tive a oportunidade de ler &lt;i style=""&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/i&gt;, de Aldous Huxley, em um dia, algo impensável em circunstancias domésticas normais, e assisti a alguns filmes na TV a cabo, dessas porcarias dirigidas pelo Clint Eastwood nos últimos tempos até filmes divertidos da década de 1980, como &lt;i style=""&gt;Karate Kid&lt;/i&gt; e uma ótima comédia chamada &lt;i style=""&gt;Private Resort&lt;/i&gt;, apresentando um jovem ator chamado Johnny Depp. O resto do tempo eu comia, perturbava minha mulher, falava no telefone com alguém preocupado, dormia e era examinado e medicado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A contagem regressiva para a devassa definitiva do meu corpo prosseguia, meu pai ligava várias vezes perguntando se eu já tinha dado à luz, até que na manhã do terceiro dia, ao urinar, pude sentir Pedrita saindo pela minha uretra. Fiquei bastante eufórico para conhecê-la pessoalmente, observar seu tamanho certo e sua cor. Esperei a espuma da urina se dissipar para procurá-la, sentindo ainda um desconforto, que supus ser causado pela passagem de Pedrita pela uretra, porém, depois de vasculhar a bacia de todas as maneiras possíveis, não encontrei nada sólido. O desconforto continuava, bem na glande, portanto Pedrita ainda estava lá, mas não pude imaginar uma situação tão insólita: Pedrita estava quase saindo, a ponto de eu poder enxergá-la. Entretanto, cada vez que eu tentava retirá-la, sentia dor e não conseguia sequer movê-la. A agonia era grande, mas não havia nada o que fazer a não ser beber uns cinco copos d’água e esperar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Minutos depois, finalmente pude expelir Pedrita e me sentir aliviado, tendo a certeza que não seria naquela ocasião que alguém iria enfiar o que quer que fosse pelo meu pênis. Observei bem Pedrita, ela era preta, menor que qualquer grão comestível, um pouco maior que a cabeça de um alfinete, e fiquei ali um tempo refletindo sobre a fragilidade do ser humano, vencido por algo tão pequeno. Deixei a bacia lá intocável, para que o médico também a analisasse – o que só aconteceu à noite. De vez em quando entrava alguma mulher querendo limpar o banheiro, e eu explicava toda a situação e que a bacia de urina tinha que ficar lá esperando o médico e tudo mais, e que além disso em questão de algumas horas eu ia ter alta e não havia necessidade para limpar mais nada para mim. Elas olhavam de modo estranho, achando graça, como se eu fosse um cachorro guardando um osso sem deixar ninguém chegar perto. Talvez elas estivessem achando que eu estava perturbado, obcecado com aquilo tudo, e que naquele momento Pedrita fosse a coisa mais importante para mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-8217812718448593619?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/8217812718448593619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/09/pedrita.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8217812718448593619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8217812718448593619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/09/pedrita.html' title='Pedrita'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-7896792482343710218</id><published>2010-09-04T10:09:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T20:59:19.453-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Científica'/><title type='text'>Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TIJkFJAwAjI/AAAAAAAABmQ/L3VjBQxS5vU/s1600/adm.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TIJkFJAwAjI/AAAAAAAABmQ/L3VjBQxS5vU/s200/adm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513078933336097330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Utopia, a sociedade ideal, é imaginada por pensadores desde Platão em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A República&lt;/span&gt; (pelo menos na cultura ocidental), mas foi no século XVI que o termo foi cunhado por Thomas More através de sua obra mais famosa. Nesses mais de dois mil anos, há diversos exemplos de utopias criadas por filósofos como Santo Agostinho (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Cidade de Deus&lt;/span&gt;) ou Tommaso Campanella (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Cidade do Sol&lt;/span&gt;), mas no século XIX, com as mudanças trazidas pela revolução industrial, um novo conceito é criado a partir das agradáveis utopias: a distopia, ou anti-utopia, uma sociedade longe de ser ideal (embora pretenda ser), produzida por algum acontecimento ou processo revolucionário - mudança tecnológica, pandemia fatal ou guerra nuclear, por exemplo. A distopia passou então a ser bastante explorada como um subgênero da ficção científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/span&gt;, de Aldous Huxley, pode ser considerado um dos livros de distopia mais famosos da história (ao lado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;1984&lt;/span&gt;, de George Orwell, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fahrenheit 451&lt;/span&gt;, de Ray Bradbury), talvez até mais importante que outros por ter sido escrito já na década de 1930, tendo influenciado desde então diversas obras em várias áreas. Um clássico indiscutível, não por sua qualidade literária - o enredo é cheio de furos e situações improváveis, e os personagens são fracos, superficiais -, mas pelas ideias de uma sociedade repressora, que preza acima de tudo o equilíbrio social, sem conflitos, e não admite interferências individuais em seu curso pré-determinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que promoveu o caminho para a sociedade aparentemente perfeita em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Admirável Novo Mundo&lt;/span&gt; foi a revolução tecnológica que Huxley presenciava em seu tempo, simbolizada principalmente pelo sistema fordista de produção. A imaginação do autor trabalhou então no sentido de desenvolver uma linha temporal, a partir da década de 1930 do mundo real até seis séculos depois, em que o conceito da linha de produção determinasse a sociedade humana (e não o contrário), a ponto de a própria reprodução ser desenvolvida exclusivamente em laboratórios, através de técnicas precisas que produziriam seres humanos destinados biologicamente ao seu papel na sociedade, de acordo com seus atributos físicos e intelectuais. O processo de imposição dos indivíduos ao seu papel social continua após o nascimento, através de condicionamento psicológico de gostos, responsabilidades e preconceitos. Tudo isso gerava castas bem definidas, dos alfa (dirigentes, de inteligência e estatura elevadas) aos ipsilons (trabalhadores braçais que mal conseguem se comunicar), passando pelas castas intermediárias beta, gama e delta. Por todos estes condicionamentos impostos desde a geração do ser humano, não há possibilidade de transferência de um indivíduo de uma casta a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controle social continua por toda a vida do indivíduo, com regras que impedem seu contato com qualquer tipo de literatura ou arte anterior à época em que teria ocorrido a grande revolução na sociedade (a época de Ford), bem como a inexistência de conceitos de religião, família e fidelidade sexual ou sentimental entre duas pessoas (por isso o estímulo à liberdade sexual ilimitada, desde a infância). A sociedade do Admirável Mundo Novo não abre espaço para as realizações individuais, e para o caso de qualquer dúvida ou pensamento que desvirtue as regras, todos os cidadãos são quase que obrigados a ingerir o soma, uma droga sem efeitos colaterais que tem o papel de tirar qualquer traço de sofrimento psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ler esta resenha, você deve estar com a impressão de um baita spoiler, e que eu tirei a graça de sua leitura, mas você está enganado. O que escrevi até agora, apesar de dar margem para muito assunto, são só os conceitos básicos do futuro imaginado por Aldous Huxley. Neto de Thomas Huxley, um importante biólogo evolucionista, Aldous era um homem bem inserido no conhecimento científico e social de sua época, e pôde imaginar uma sociedade do futuro em detalhes, desde os meios de transporte até os jornais lidos por cada casta, apesar de não ser estritamente um escritor de ficção científica. A história em si, se não é o forte do livro, também não chega a ser ruim, mas só por este quadro que é exposto nos primeiros capítulos já dá para prever mais ou menos o que vai acontecer (como na maioria das histórias de distopia). Mesmo assim, vejo Admirável Mundo Novo como um livro da minha biblioteca básica, recomendado para as gerações futuras e guardado na estante para releituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos mais tarde, Aldous Huxley escreveu um prefácio para uma nova edição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/span&gt;, onde propunha uma alternativa melhor para o final do livro e admitia algumas falhas de enredo e sobretudo de previsões para o futuro - por exemplo, o autor se ressentia de não ter incluído a energia nuclear, que na década de 1950 dava toda a impressão que seria a fonte energética fundamental no futuro, mas se explica: "O tema do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/span&gt; não é o progresso da ciência como tal; é o progresso da ciência na medida em que atinge os indivíduos humanos". E ao que parece, a aventura de Huxley na ficção científica nunca mais saiu de sua cabeça, já que em 1958 o autor publicou uma série de ensaios chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Regresso ao Admirável Mundo Novo&lt;/span&gt;. na qual é discutida a manipulação da vontade humana do livro anterior à luz de novas técnicas descobertas neste período. E o tema é novamente abordado em forma de romance em seu último trabalho, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Ilha&lt;/span&gt; - o primeiro livro de Huxley que li, e gostei bastante  - porém de forma inversa: uma sociedade utópica onde a busca da felicidade de todos os seus membros é o objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: várias edições (atualmente edição de bolso da Globo)&lt;br /&gt;Páginas: 398 (edição da Globo)&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=YUWMWWEV"&gt;Livro Digital (português)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.idph.com.br/conteudos/ebooks/BraveNewWorld.pdf"&gt;Livro Digital (inglês)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TIJkFS8uqdI/AAAAAAAABmY/2Cif2yV_rlo/s1600/huxley.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-7896792482343710218?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/7896792482343710218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/09/admiravel-mundo-novo-aldous-huxley.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7896792482343710218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7896792482343710218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/09/admiravel-mundo-novo-aldous-huxley.html' title='Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TIJkFJAwAjI/AAAAAAAABmQ/L3VjBQxS5vU/s72-c/adm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-8302835088303032240</id><published>2010-08-24T16:41:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T20:59:38.650-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><title type='text'>A Voz do Fogo - Alan Moore</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/THQuWiwZlxI/AAAAAAAABlk/QeStJ2fQAsI/s1600/voz+do+fogo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/THQuWiwZlxI/AAAAAAAABlk/QeStJ2fQAsI/s200/voz+do+fogo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509079209002768146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que pode haver em comum entre uma jovem queimando na fogueira em 1705, uma forja de falsificação de moedas em 290, a cremação do corpo de um bruxo em 2500 a.C. e o incêndio de um carro em 1931? Alan Moore, o maior de todos os escritores de quadrinhos, juntou estas e mais algumas narrativas em sua estreia na literatura para narrar, através da Voz do Fogo, a história de sua cidade natal, Northampton, na Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio de doze contos, narrados em primeira pessoa, o célebre autor de Watchmen e muitos outros clássicos dos qudadrinhos contemporâneos inicia sua visão sobre a cidade em 4000 a.C., nas palavras de um menino no neolítico. Este primeiro conto é um dos mais difíceis do livro, pela escrita extremamente pobre e truncada, sem nenhum respeito por regras ou pontuações, o que causa muita estranheza nos leitores, mas ela dá o tom de todo o resto da obra: criatividade e recurso para escrever cada um dos contos de forma distinta, numa caracterização realista de cada narrador. Na pele de um juiz do século XVII, por exemplo, Moore adota um estilo sofisticado, muito prazeroso de ler, enquanto as palavras de um louco do século XIX irritam, as de uma vigarista da Idade dos Metais causam repulsa, as de um oficial do Império Romano convencem o leitor de suas convicções sobre Roma. Cada conto se interliga com o seguinte de forma sutil, até culminar em 1995, nas visão do próprio autor sobre a cidade em seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de sua poderosa e criativa escrita, Alan Moore também tem a seu favor uma grande capacidade de produzir uma história com sentidos ambíguos, pouco clara, que dá margem à imaginação e ao gosto do leitor. Os temas místicos e fantasiosos, marcantes na carreira do autor nos quadrinhos, não deixam de aparecer, mas de forma que podem ser entendidos como acontecimentos sobrenaturais ou simplesmente uma interpretação da realidade, como a loucura, coincidência ou a impressão de personagens sobre passagens anteriores do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Voz do Fogo não é um livro muito fácil, daquelas leituras de passatempo que logo se esquece. É leitura densa, para ficar pensando após o término de cada conto, escrita bonita para ser admirada, para depois ficar tentando decifrar a mente do autor, de como ele teve a ideia de criar tal história. E não é daqueles livros para pegar emprestado, esse é para guardar e reler de vez em quando. Só é uma pena que tenha sido o único, até agora, na premiada carreira de Alan Moore, que já disse ter mais um ou dois livros na cabeça, esperando um tempo entre os trabalhos dele para serem escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Conrad&lt;br /&gt;Páginas: 331&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.esnips.com/doc/cb62135e-ce8b-44b6-9163-66b55dbdbcf8/AM---A-Voz-do-Fogo-doc"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma resposta de Alan Moore sobre o livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;G1 – Você certamente conhece um bocado sobre             Northampton. Escreveu um livro inteiro só sobre ela, não?&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;     &lt;strong&gt;Moore -&lt;/strong&gt; Sim, tenho uma paixão incrível por         Northampton. Escrevi “Voz do fogo”, que era ambientando inteiro         em Northampton ao longo de 6 mil anos de sua história. São 300         páginas, mas achei que era um livro muito cosmopolita e         abrangente. Então, no novo livro que estou escrevendo, decidi         focar em apenas alguns quarteirões de Northampton. “Jerusalém”         fala do 1,5 Km2 em que eu cresci. Deverá ter algo como 1.500         páginas. E, provavelmente, o próximo vai ter 8 mil páginas e         será só sobre a minha sala de estar (risos). Por um lado, é uma         cidade fascinante, a quantidade de história e de eventos         estranhos que aconteceram aqui são impressionantes.Mas não estou         dizendo que esse lugar é mais importante ou mais extraordinário         do que onde qualquer outra pessoa vive. É só o lugar onde eu         vivo. E o que estou fazendo por Northampton, que aparentemente é         só uma cidade cinzenta e sem graça, é usar minha escrita para         transformá-la na cidade de maravilhas que existe dentro da minha         cabeça. Acho que muitos artistas se beneficiariam se dessem uma         olhada fresca sobre a cidade em que vivem. Faça observações         poéticas, tente sentir que é um local maravilhoso. Suspeito que         se sentimos que o lugar que estamos vivendo é uma droga,         eventualmente chegaremos a conclusão que nós somos uma droga.         Por outro lado, se você pensar que o lugar que vive é um templo         celestial cheio de seres maravilhosos, nós mesmos nos sentiremos         assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto da entrevista, onde ele fala sobre diversas coisas como pornografia, filmes de Hollywood, Paulo Coelho e Harry Potter, &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL78296-7084,00.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/THQ0f7cg4UI/AAAAAAAABls/lYwGjMIrRKY/s1600/alanmoore.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-8302835088303032240?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/8302835088303032240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/08/voz-do-fogo-alan-moore.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8302835088303032240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8302835088303032240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/08/voz-do-fogo-alan-moore.html' title='A Voz do Fogo - Alan Moore'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/THQuWiwZlxI/AAAAAAAABlk/QeStJ2fQAsI/s72-c/voz+do+fogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-2725218809604218667</id><published>2010-08-18T19:38:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T21:00:00.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Científica'/><title type='text'>O Imperador-Deus de Duna - Frank Herbert</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TGx0PrrRPqI/AAAAAAAABko/_2su4VeGOYI/s1600/35035_4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 136px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TGx0PrrRPqI/AAAAAAAABko/_2su4VeGOYI/s200/35035_4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506904257138343586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A grande saga de Duna continua, 3500 anos após os acontecimentos da primeira trilogia. Obviamente, a trama conta com personagens totalmente distintos - exceto o próprio imperador-deus, que por não ser um humano comum, vive durante todos estes anos, e Duncan Idaho, o personagem predileto de Frank Herbert que aparece em todos os livros da série em corpos clonados -, mas não falta nada dos livros anteriores para quem é fã de Duna: todos os conceitos, ideias, tecnologias originais e organizações que manipulam os rumos do universo estão lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Até agora, esta foi a continuação de Duna que mais gostei. Assim como o primeiro livro, O Imperador-Deus de Duna não tem uma história surpreendente, e não são necessárias muitas páginas para saber que rumo a trama vai seguir, mas ainda assim o livro é fascinante e pede para ser lido com voracidade. A ótima escrita de Frank Herbert, as divagações dos personagens e a discussão de temas muito pertinentes a qualquer sociedade como política, religião, ética e problemas existenciais, tudo isso me leva a confirmar minhas opiniões sobre a série expostas nas resenhas dos livros anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a saga continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Nova Fronteira&lt;br /&gt;Páginas: 504&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.multibrasil.net/2010/08/o-imperador-deus-de-duna-frank-herbert.html"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TGx0P9GCe2I/AAAAAAAABkw/ezsAvGrgCfE/s1600/Frank_Herbert_small.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-2725218809604218667?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/2725218809604218667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/08/o-imperador-deus-de-duna-frank-herbert.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2725218809604218667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2725218809604218667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/08/o-imperador-deus-de-duna-frank-herbert.html' title='O Imperador-Deus de Duna - Frank Herbert'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TGx0PrrRPqI/AAAAAAAABko/_2su4VeGOYI/s72-c/35035_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-7521865563030208784</id><published>2010-07-19T16:44:00.000-03:00</published><updated>2010-07-19T16:51:58.756-03:00</updated><title type='text'>Harvey Pekar - 1939-2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TESsi2BJiiI/AAAAAAAABjA/OWhytAfVU1k/s1600/as-comic.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 264px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TESsi2BJiiI/AAAAAAAABjA/OWhytAfVU1k/s320/as-comic.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495707159914711586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Falando recentemente em Robert Crumb, acabei de receber essa má notícia. Lá se vai mais um pouco da qualidade e criatividade nos quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/n13072010_08.cfm"&gt;http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/n13072010_08.cfm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser conhecer o trabalho dessa figura, procure o filme "American Splendor" ou algum album publicado no Brasil (acho que apenas uma coletânea publicada pela Conrad).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-7521865563030208784?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/7521865563030208784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/07/harvey-pekar-1939-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7521865563030208784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7521865563030208784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/07/harvey-pekar-1939-2010.html' title='Harvey Pekar - 1939-2010'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/TESsi2BJiiI/AAAAAAAABjA/OWhytAfVU1k/s72-c/as-comic.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-5024313691856591571</id><published>2010-05-27T15:08:00.000-03:00</published><updated>2010-05-27T15:56:43.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>The Rough Guide to Reggae - Steve Barrow e Peter Dalton</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S_6_qhVGDVI/AAAAAAAABiY/l9e67Ca9nqU/s1600/3227.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S_6_qhVGDVI/AAAAAAAABiY/l9e67Ca9nqU/s200/3227.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476024934151359826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se você é daqueles que, ao ouvir a palavra Reggae, só lhe vem à cabeça Bob Marley e Cidade Negra, está na hora de ler "The Rough Guide to Reggae". Neste ótimo guia, Steve Barrow e Peter Dalton contam a história deste envolvente gênero musical desde os primórdios da cultura jamaicana até as tendências atuais, passando por diversos estilos como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ska&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rocksteady&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dub&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dancehall&lt;/span&gt;, fases um pouco diferentes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;roots reggae&lt;/span&gt;, ritmo mais conhecido por ser representado principalmente por Bob Marley.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O livro é dividido cronologicamente, bem ilustrado, com caixas de texto para personagens importantes e curiosidades, e em cada capítulo há seleções com os principais discos representantes de cada estilo, comentados e classificados de acordo com sua importância. Os últimos capítulos abordam o reggae fora da Jamaica (EUA, Inglaterra e África), e ao final há ainda um glossário das gírias utilizadas nas músicas, uma cronologia e uma sucinta referência de livros e páginas na internet. O texto, como qualquer guia, é generalista, mas capta bem os detalhes mais relevantes e cumpre o difícil objetivo de apresentar bem a história do reggae em menos de 500 páginas. Essencial para quem gosta de guitarras marcadas e metais à vontade, mas não sabe por onde entrar neste mundo de paz, amor, felicidade, justiça e liberdade que é o reggae. Ler este livro há alguns anos contribuiu bastante para o meu vício nessa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rebel music&lt;/span&gt; e por boa parte do conhecimento que tenho dela, já que, pessoalmente, não conheço ninguém que goste com quem eu pudesse trocar ideias e aprender alguma coisa. O reggae é um dos gêneros que mais atraem a simpatia das pessoas, mas por outro lado um dos que as pessoas menos conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem é chato e não suporta reggae, está de mal com a vida, ou entediado com a mesmice da cultura pop, recomendo que leia este guia e baixe na internet qualquer coisa de Bob Marley, Burning Spear ou Skatalites, feche os olhos, abra sua mente e se entregue ao ritmo das batidas, às linhas de baixo consistentes e à criatividade dos metais. Se mesmo assim não funcionar, mas você achou interessante a estrutura do guia, há diversos outros livros na coleção, como rock, jazz, música cubana, Beatles, Elvis e até fado, além de guias sobre viagem, história, restaurantes, esportes e o que mais você possa imaginar, mas até onde sei, nenhum deles tem edição brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Rough Guides&lt;br /&gt;Páginas: 484&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal (importado)&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-5024313691856591571?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/5024313691856591571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/05/se-voce-e-daqueles-que-ao-ouvir-palavra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5024313691856591571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5024313691856591571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/05/se-voce-e-daqueles-que-ao-ouvir-palavra.html' title='The Rough Guide to Reggae - Steve Barrow e Peter Dalton'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S_6_qhVGDVI/AAAAAAAABiY/l9e67Ca9nqU/s72-c/3227.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-5313795647396268497</id><published>2010-05-19T19:22:00.000-03:00</published><updated>2010-10-27T20:15:12.383-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Filosófica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas - Robert Pirsig</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S_RvhV-JofI/AAAAAAAABh4/omW5xm92lYk/s1600/ArtedaManutenoZendeMotocicletas_thum.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 144px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S_RvhV-JofI/AAAAAAAABh4/omW5xm92lYk/s200/ArtedaManutenoZendeMotocicletas_thum.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473122065786184178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Livros de viagens, Filosofia e Literatura Contemporânea são três coisas que adoro ler, logo, eu deveria adorar "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas - uma investigação sobre valores", não fosse um quarto fator nessa equação: o livro é muito chato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Robert Pirsig, a ideia, apesar do pouco apelo comercial, até que foi boa: ele e seu filho, viajando de moto pelas famosas estradas dos Estados Unidos, bem ao estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Easy Rider&lt;/span&gt;, em meio a lições de filosofia e mecânica de motocicletas. Conta-se que o original foi rejeitado por 121 editoras (recorde no Guiness), mas desde seu lançamento em 1974, conquistou milhões de fãs pelo mundo, sendo não muito difícil encontrar intelectuais de orelha de livros citando-o por aí como seu "livro de cabeceira"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem principal narra sua viagem com seu filho, e paralelamente há uma narração sobre seu passado e sua trajetória megalomaníaca no mundo da Ciência e da Filosofia em busca de algo inédito e inalcançável. Fala-se sobre muitos conceitos filosóficos interessantes, mas o narrador é um mala, e seu filho mais ainda! Sem contar que a moto em que eles viajam é uma porcaria e precisa de reparos e manutenção constantes. O livro segue então exatamente o ritmo de uma moto velha: corre fácil nas estradas e dá prazer a quem está viajando por belas paisagens, mas quando dá defeito, para e demora um tempão para pegar novamente; quando ela pega de novo, você volta ao ritmo que estava e aproveita a viagem, mas logo logo ela para de novo e te deixa na mão - em outras palavras, eu lia umas dez páginas muito interessantes e pensava, "agora vai!", mas aí voltavam umas cinquenta páginas de besteiras intelectualoides do pai e malcriações do filho. Até que eu desisti da viagem com esses dois chatos e voltei pra casa de ônibus - ou seja, não cheguei ao final da leitura e vendi o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro me foi recomendado por um professor de Filosofia, e provavelmente ele pode vir a ser recomendado a você por algum destes que o consideram "livro de cabeceira". Minha opinião sobre "Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas" é minoria, é só dar uma olhada na internet para ver quantas resenhas elogiosas (e mais sérias do que esta) existem sobre ele. Por isso, se você ficar tentado a ler, se foi recomendado por algum guru ou simplesmente se você quer conquistar alguém intelectual que tenha gostado deste livro, vai à luta. Mas se o seu objetivo for uma viagem filosófica por belas estradas, pelo menos utilize um transporte mais confiável e leve alguém agradável, e não uma criança mimada e chata.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Martins Fontes&lt;br /&gt;Páginas: 441&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S_RvhmuIjgI/AAAAAAAABiA/z2iuJ_VfNSE/s1600/zen_pirsig.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-5313795647396268497?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/5313795647396268497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/05/zen-e-arte-de-manutencao-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5313795647396268497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5313795647396268497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/05/zen-e-arte-de-manutencao-de.html' title='Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas - Robert Pirsig'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S_RvhV-JofI/AAAAAAAABh4/omW5xm92lYk/s72-c/ArtedaManutenoZendeMotocicletas_thum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-7928383624060832466</id><published>2010-05-02T12:22:00.000-03:00</published><updated>2010-05-02T12:28:29.123-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Dividir para Dominar - H. L. Wesseling</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S92ZScG_olI/AAAAAAAABhw/olSKfz_B0JU/s1600/Dividir+para+dominar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 137px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S92ZScG_olI/AAAAAAAABhw/olSKfz_B0JU/s200/Dividir+para+dominar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466694064759874130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Há décadas, o mundo acompanha nos noticiários os trágicos acontecimentos na África pós-colonial: guerras entre grupos étnicos historicamente rivais, fome, economias nacionais atrasadas e todos os problemas que os países não-desenvolvidos passam. Muitas explicações foram dadas ao longo dos anos e reproduzidas pela mídia e nos livros didáticos, tais como “a Europa não respeitou as diferenças e particularidades dos povos africanos”, “a África, depois de explorada, foi deixada pelos europeus à própria sorte”, “grupos rivais foram colocados em um mesmo espaço colonial”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas explicações são de conhecimento público e são ensinadas aos estudantes, porém de forma vaga e incompleta: fala-se que os países europeus dividiram a África entre si, mas geralmente não se entra em detalhes de como ocorreu tal divisão (e quando é apresentada tal explicação, recorre-se ao mito da Conferência de Berlim, na qual os europeus teriam partilhado a África da forma mais simples o possível, com um mapa sobre uma mesa rodeada por chefes de Estado das potências envolvidas). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi buscando esclarecer para o público o processo de partilha da África pelos europeus que o professor holandês Henk L. Wesseling (Universidade de Leiden) escreveu o livro “Dividir para Dominar: A Partilha da África – 1880-1914”, desmistificando certos aspectos fantasiosos, herdados do frenesi europeu da própria época da partilha e propagados até os dias de hoje. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância de “Dividir para Dominar” se dá pelo tema central que o autor explora no livro. Diferentemente de abordar somente como aconteceu a colonização dos territórios e as conseqüências desta dominação, Wesseling explora as relações entre os países europeus envolvidos na partilha, admitindo que na África do final do século XIX e início do século XX, “as decisões importantes eram no fim tomadas por políticos europeus, embora freqüentemente muita coisa acontecesse antes”. Para o autor, a história da África durante o período (1880-1914) foi feita mais pelos europeus do que pelos africanos. “Por isso é que as decisões e opiniões dos europeus ocupam um lugar central nesse livro”. Wesseling afirma na introdução que sua visão é “antiquada”, mas apresenta bem os argumentos que a legitimam durante as 464 páginas do livro. Apesar de tal posição, o autor é ousado ao promover uma abordagem diferenciada, buscando a compreensão de “como” ocorreu a partilha entre os países envolvidos, ao invés de se fixar somente no tradicional “porquê” dela (apesar de também investigar as motivações de cada um dos países em colonizar territórios africanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Numa abordagem panorâmica, Wesseling divide seu livro baseando-se em critérios geográficos e ao mesmo tempo cronológicos, pois para ele a partilha da África começa no norte do continente, partindo em direção ao sul e terminando novamente no norte. Por isso, o livro é iniciado com a disputa entre a França e a Grã-Bretanha no norte da África (sobretudo no Egito) na década de 1880, prossegue com a entrada de novos participantes do “jogo diplomático” à medida que a partilha segue para o sul do continente (Portugal, a Bélgica – na figura de Leopoldo – e a Alemanha), e tem seu epílogo novamente no norte, com a conquista do Marrocos, já no século XX. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na introdução do livro, o autor já apresenta um ponto importante a ser abordado: a diferença entre partilha e possessão. Sobre a clássica apresentação dos mapas da África em 1880 e 1914 lado a lado, muito comum em livros didáticos e enciclopédias, onde cada parte do território africano apresenta uma cor representando a que país “pertencia”, Wesseling rechaça tal visão deturpada e afirma que as respectivas cores representam não o domínio concreto, mas o reconhecimento das outras potências européias sobre a autoridade que cada país poderia exercer no continente africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É nessa ótica que Wesseling vai traçar sua tese e explorar o tema. O livro é basicamente um tratado sobre as relações diplomáticas entre os europeus interessados na colonização da África e as manobras utilizadas por seus participantes para conseguir cumprir seus objetivos. A tese da preponderância das decisões européias sobre os rumos da África é a todo momento explorada em diversas páginas do livro: o processo de afirmação do domínio é sempre aos modos europeus, desde a autoridade regional que “cede” os direitos através de uma marcação em algum documento, semelhante a uma assinatura de contrato, algo totalmente alienígena a algumas culturas africanas da época, até a pura e simples intimidação através da via militar. Entretanto, apesar de o autor sempre afirmar sua tese, são expostos argumentos ao longo do próprio livro que negam uma passividade que tal tese pode por ventura parecer defender. As dificuldades encontradas pelos europeus nas resistências africanas, sobretudo nas regiões do Sudão e da África Oriental, mostram que, mesmo decidindo o destino dos africanos, os europeus não tomaram decisões sem situações determinantes, não houve a famosa demarcação de protetorados e colônias no mapa sobre a mesa da Conferencia de Berlim. Por mais que as decisões finais fossem européias, as resistências africanas determinaram as possibilidades destas decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Outro ponto para qual o autor atenta diz respeito às atitudes dos europeus entre si. Wesseling afirma que as nações européias não chegaram a ultrapassar os limites das negociações diplomáticas no processo da partilha, apesar destas terem sido na maioria das vezes acaloradas e de França e Inglaterra quase terem chegado a um conflito armado em questões referentes à África Ocidental. Entretanto, se o conflito armado não foi promovido pelos Estados europeus, alguns de seus cidadãos o fizeram, e por isso Wesseling dispõe de longas páginas para narrar o conflito ocorrido entre colonos de origem holandesa e inglesa no sul da África conhecido como Guerra dos Bôeres. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As biografias também ocupam um número considerável de páginas na referida obra. Como o autor admite na introdução que o livro “preocupa-se sobretudo com as pessoas e suas motivações”, dando “mais ênfase aos fatores individuais que aos de grupos, aos concretos que aos abstratos”, estão presentes no trabalho as histórias pessoais dos principais envolvidos no processo de partilha da África, geralmente de forma sarcástica e bem-humorada, com detalhes às vezes pouco elogiosos, mas que talvez expliquem o porquê das motivações dos homens que promoveram este episódio da História. Muitos historiadores podem não dar muita importância para as biografias, mas pelo menos na obra de Wesseling, através delas temos pistas de, por exemplo, porque Gladstone ou Bismark modificaram suas idéias sobre o colonialismo e passaram a participar da “corrida pela África”, o que levou Leopoldo a iniciar sua cruzada pessoal obsessiva por uma colônia (onde quer que ela fosse), que influência tiveram as histórias sobre Gordon ou o paxá Emin sobre a opinião pública nos países envolvidos na partilha ou o que motivava homens como Peters ou Stanley a promover suas aventuras que tanto encantaram os povos de todo o mundo através dos jornais, de certa forma legitimando a exploração do continente africano aos olhos da população. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua capacidade de apresentar aspectos desconhecidos ao público e desfazer-se de vícios e meias-verdades reproduzidas ao longo dos anos, e por ser uma novidade historiográfica para os pesquisadores e estudantes brasileiros, “Dividir para Dominar: A Partilha da África – 1880-1914” merece especial atenção de todos os interessados na História da África, e tem potencial para abrir as portas para pesquisas na área, que ainda carece de novidades, e a para a melhor formação de especialistas brasileiros sobre o assunto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Revan / UFRJ &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Páginas: 464&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Disponibilidade: normal &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * * &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-7928383624060832466?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/7928383624060832466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/05/dividir-para-dominar-h-l-wesseling.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7928383624060832466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7928383624060832466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/05/dividir-para-dominar-h-l-wesseling.html' title='Dividir para Dominar - H. L. Wesseling'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S92ZScG_olI/AAAAAAAABhw/olSKfz_B0JU/s72-c/Dividir+para+dominar.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-2067715257479872853</id><published>2010-04-22T10:02:00.000-03:00</published><updated>2010-04-22T11:14:02.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>O Monge e o Filósofo. O Budismo Hoje - Jean-François Revel e Matthieu Ricard</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S9BYCvfyZ1I/AAAAAAAABhg/QXD49tefoig/s1600/O%2BMonge%2Be%2Bo%2BFil%25C3%25B3sofo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 142px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S9BYCvfyZ1I/AAAAAAAABhg/QXD49tefoig/s200/O%2BMonge%2Be%2Bo%2BFil%25C3%25B3sofo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462963152133187410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um livro com este título tem tudo para ser um autoajuda brabo, daqueles bem oportunistas que pegam carona com outros do mesmo naipe (tipo, "O Monge e o Executivo"). Foi justamente isso que pensei quando me foi recomendada sua leitura por um amigo, mas na verdade não tem nada a ver, e depois de um esclarecimento sobre o tema de "O Monge e o Filósofo - O Budismo Hoje", peguei emprestado e li.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"O Monge e o Filósofo" é a transcrição de conversas entre o filósofo francês Jean-François Revel e o monge budista Matthieu Ricard, sobre vários aspectos do budismo, e os contrapontos com a ciência e a filosofia ocidental. Só com esta chamada já se trataria de um livro bem interessante sobre  o contato e as contradições entre Oriente e Ocidente, mas há algo mais que torna a experiência única: os autores são pai e filho. Revel, que faleceu em 2006, era um ilustre membro da Academia francesa e sempre foi ateu, criando seu filho sem nenhum tipo de educação religiosa. Matthieu seguiu a tradição familiar até certo ponto de sua vida. Chegou ao doutorado de Estado (título acadêmico mais alto na França) em biologia molecular, mas em 1972 largou tudo para viver como monge na Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1996, em ocasião da visita de Dalai-Lama à França (que teve Matthieu como seu guia), a mídia noticiou a singular situação com alarde, já que pai e filho supostamente não se viam desde a mudança de Matthieu. Tudo não passava de especulação ou sensacionalismo, pois o próprio Revel afirmou que houve diversos encontros entre eles durante as duas décadas da vida monástica do filho, tanto na Ásia como na França, ocorrendo muitas conversas a respeito da nova vida de Matthieu nestas oportunidades. Daí a ideia de colocar no papel todas essas informações sobre o budismo, que na década de 1990 conhecia uma expressiva escalada no Ocidente, vindas de alguém de origem ocidental - portanto, consciente de como funciona nossa mentalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro tema abordado não poderia deixar de ser o mais intrigante: os motivos da conversão de um cientista bem encaminhado na carreira para uma vida de meditação e contemplação. Seguem-se então vários capítulos com questionamentos do filósofo a respeito de diversos temas,  como a questão sobre o budismo ser ou não uma religião, sua relação com o Ocidente, sua atuação no mundo, o domínio chinês no Tibete, sua história, etc. O maior destaque nisso tudo é a atuação de Revel, contrapondo as informações cedidas por Matthieu, diferenciando "O Monge e o Filósofo" de um simples livro sobre o budismo entre tantos no mercado. Em muitos momentos,  Revel, filósofo experiente em discussões intelectuais, coloca em xeque várias inconsistências e contradições do discurso de Matthieu, o que é muito interessante. Ao final, Matthieu tenta dar o troco no capítulo "O monge interroga o filósofo", quando o mesmo tipo de questões feitas durante todo o livro por Revel são então feitas por Matthieu - algo do tipo "qual é o sentido da vida" para um ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem procura entender algo sobre o budismo além de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;karma, samsara e nirvana&lt;/span&gt;, e ao mesmo tempo ter uma aula de filosofia, "O monge e o Filósofo" é uma bela leitura. Este livro está esgotado, e não consegui encontrá-lo nem na Estante Virtual, mas uma pesquisa rápida na internet me fez descobrir que Jean-François Revel tem livros com títulos bastante interessantes, como "Nem Marx, nem Jesus" e "A Tentação Totalitária", a conferir seus conteúdos no futuro. Matthieu Ricard também já publicou outros livros sobre o budismo, mas certamente de opiniões apaixonadas e sem a graça deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Mandarim&lt;br /&gt;Páginas: 288&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: A edição que li tem uma capa diferente, acho que a que está acima é da edição portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota 2: Agradecimento ao dono do livro, Diogo Menezes, mais um amigo a colaborar com o blog. Daqui a uns 5 anos, quando eu arrumar minha estante e lembrar que o livro ainda está comigo, eu te devolvo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-2067715257479872853?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/2067715257479872853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/o-monge-e-o-filosofo-o-budismo-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2067715257479872853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2067715257479872853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/o-monge-e-o-filosofo-o-budismo-hoje.html' title='O Monge e o Filósofo. O Budismo Hoje - Jean-François Revel e Matthieu Ricard'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S9BYCvfyZ1I/AAAAAAAABhg/QXD49tefoig/s72-c/O%2BMonge%2Be%2Bo%2BFil%25C3%25B3sofo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1416734672157185933</id><published>2010-04-19T08:46:00.000-03:00</published><updated>2010-10-06T18:59:14.717-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura brasileira'/><title type='text'>A Nova Califórnia em quadrinhos - Lima Barreto e Francisco Vilachã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8xHreI12gI/AAAAAAAABhY/bZf7GqvhqDQ/s1600/Escala_California.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8xHreI12gI/AAAAAAAABhY/bZf7GqvhqDQ/s200/Escala_California.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461819260243663362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Excelente conto de Lima Barreto que conta a história de uma pequena cidade virada ao avesso pela avareza de seus habitantes, "A Nova Califórnia" é mais uma adaptação para os quadrinhos de um clássico da literatura brasileira. A crítica social característica dos escritos de Lima Barreto se faz presente na análise de personagens, através da mesquinharia do povo, dos preconceitos com os que não seguem a linha oficial das coisas e novamente da questão do conhecimento ser tratado como uma propriedade de poucos priviliegiados. Há quem diga até que se trata de um conto de ficção científica, o que não deixa de ser verdade. Uma pequena joia da nossa história literária, de fácil leitura e acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente do fraco trabalho em "O Cortiço", um texto muito denso e complexo para o reduzido espaço da publicação, desta vez o artista Francisco Vilachã, responsável tanto por desenhos como roteiro, acertou na medida. Por se tratar de um conto pequeno, o trabalho de transformar prosa em arte sequencial é mais simples, e o artista tem mais espaço para adaptar quase que integralmente todo o texto - e até sobra espaço para uma interpretação pessoal em alguns quadros. É justamente aí que encontra-se a qualidade de Francisco Vilachã, principalmente no roteiro bem elaborado, já que os desenhos não são grande coisa, mas servem bem para o propósito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Após ler três volume da coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos, avalio a média da série como boa, mas percebi muitos erros de português, como palavras escritas de forma errada e falta de crases (duas só neste volume), algo inadmissível numa coleção deste cunho.  Não encontrei nenhuma referência a alguma atividade de revisão nos créditos, e caso haja uma nova edição, é imprescindível que ocorra este tipo de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Nova Califórnia" em quadrinhos é uma boa adaptação e está recomendada, e quem se interessar em ler o texto original antes para comparar e comprovar sua qualidade, este conto e muitos outros da literatura brasileira em domínio público podem ser encontrados &lt;a href="http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/LimaBarreto/ANovaCalifornia.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Escala Educacional&lt;br /&gt;Páginas: 48&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1416734672157185933?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1416734672157185933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/nova-california-em-quadrinhos-lima.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1416734672157185933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1416734672157185933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/nova-california-em-quadrinhos-lima.html' title='A Nova Califórnia em quadrinhos - Lima Barreto e Francisco Vilachã'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8xHreI12gI/AAAAAAAABhY/bZf7GqvhqDQ/s72-c/Escala_California.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3644524093370925074</id><published>2010-04-13T10:42:00.000-03:00</published><updated>2010-04-13T11:02:57.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura brasileira'/><title type='text'>Memórias de um Sargento de Milícias em quadrinhos - Manuel Antonio de Almeida, Índigo e Bira Dantas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8R5RXB2q2I/AAAAAAAABhQ/gacuMYze7OI/s1600/Escala_Milicias.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 142px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8R5RXB2q2I/AAAAAAAABhQ/gacuMYze7OI/s200/Escala_Milicias.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459621987426413410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Memórias de um Sargento de Milícias" é considerado uma ruptura da literatura brasileira com o romantismo cretino e idealista, e o precursor do realismo, por ser o primeiro romance de temática urbana, retratando os costumes e as situações cotidianas da época. Esta adaptação para os quadrinhos foi bem mais feliz do que a de "O Cortiço". O roteiro de Índigo foi mais bem elaborado, numa narrativa descontraída que possibilita o entendimento para quem não leu o livro - eu mesmo já havia lido há muito tempo, e não lembrava de nada. Os desenhos de Bira Dantas combinaram muito bem com a história do livro: traços arredondados ao estilo cartoon, para rimar com o tom humorístico de Manuel Antônio de Almeida, porém preenchidos com sombreados que tiram o excesso de limpeza deste tipo de estilo e dão um tom mais rústico, dando o clima certo de uma época passada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A presente adaptação de "Memórias de um Sargento de Milícias" é bastante satisfatória, e  além de possibilitar o contato mais fácil com este clássico da literatura brasileira, rende momentos de diversão e boas risadas. Que as outras adaptações em quadrinhos desta coleção dos clássicos da literatura brasileira sigam a boa qualidade desta. Aguardo o lançamento dos próximos volumes nas bancas (quem não mora no Rio pode adquirir qualquer volume diretamente nas livrarias, porém a um preço bem maior).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Escala&lt;br /&gt;Páginas: 64&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3644524093370925074?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3644524093370925074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/memorias-de-um-sargento-de-milicias-em.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3644524093370925074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3644524093370925074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/memorias-de-um-sargento-de-milicias-em.html' title='Memórias de um Sargento de Milícias em quadrinhos - Manuel Antonio de Almeida, Índigo e Bira Dantas'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8R5RXB2q2I/AAAAAAAABhQ/gacuMYze7OI/s72-c/Escala_Milicias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-7906134376043735403</id><published>2010-04-12T08:07:00.000-03:00</published><updated>2010-10-06T18:58:48.586-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura brasileira'/><title type='text'>O Cortiço em quadrinhos - Aluísio Azevedo, Ronaldo Antonelli e Francisco Vilachã</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8MFSiQIQiI/AAAAAAAABhI/JrNZSWBjBP0/s1600/Escala_Cortico.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459212989293412898" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 142px; height: 200px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8MFSiQIQiI/AAAAAAAABhI/JrNZSWBjBP0/s200/Escala_Cortico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O Cortiço" foi um dos poucos livros de literatura brasileira que li durante a adolescência e realmente gostei. Todo aquele realismo, cheio de sexo e violência, deixando de lado toda aquela merda romântica e retratando a realidade miserável brasileira, lá pelos meus quinze anos aquilo foi a única coisa que conseguiu atrair meu interesse pelos livros "sérios". Por outro lado, a grande maioria que fui obrigado a ler me tirou o interesse em literatura brasileira por anos, e tenho certeza que promoveu o ódio incondicional à leitura em geral para sempre em muitos estudantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encarei com muita simpatia a chegada às bancas da coleção da editora Escala de literatura brasileira em quadrinhos, pois é uma ótima chance para a garotada conhecer os marcos da cultura brasileira sem aprender a odiá-los - e também para marmanjos como eu que, não fosse isso, nunca voltariam a ler os tais clássicos. Ademais, está sendo uma chance de revisitar alguns dos clássicos que cheguei a ler, a começar pelo Cortiço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar da esperança depositada nessa inovação, este primeiro volume da coleção que peguei para ler foi uma decepção. Um recurso inteligente que foi desperdiçado por falta de qualidade na produção. Os desenhos de Francisco Vilachã (um dos idealizadores do projeto todo, méritos por isso) são monótonos, repetitivos, e em diversos momentos o leitor não reconhece ou confunde personagens que não apresentam diferenças físicas marcantes. O roteiro adaptado de Ronaldo Antonelli é embolado, muito corrido, e imagino que quem não leu o livro - ou que leu há muito tempo, como eu - vai se perder e perder o interesse logo. Me parece que os autores se preocuparam muito em apresentar todo o conteúdo no número limitado de páginas disponíveis e se esqueceram que os quadrinhos, antes de tudo, são arte sequencial, e não simplesmente uma narração ilustrada, como ocorre nesta versão da obra de Aluísio de Azevedo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dando uma olhada nos outros volumes da coleção que já foram lançados, deu para perceber que apresentam bastantes diferenças, e espero que não sejam tão decepcionantes como esta adaptação de "O Cortiço", pelo bem da literatura brasileira e pelo nome dos quadrinhos nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Editora: Escala&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Páginas: 64&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Disponibilidade: normal&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Avaliação: * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-7906134376043735403?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/7906134376043735403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/o-cortico-em-quadrinhos-aluisio-azevedo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7906134376043735403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7906134376043735403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/o-cortico-em-quadrinhos-aluisio-azevedo.html' title='O Cortiço em quadrinhos - Aluísio Azevedo, Ronaldo Antonelli e Francisco Vilachã'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S8MFSiQIQiI/AAAAAAAABhI/JrNZSWBjBP0/s72-c/Escala_Cortico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-493225439784766940</id><published>2010-04-01T19:15:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T21:00:33.443-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Infanto-Juvenil'/><title type='text'>Alice: Edição Comentada - Lewis Carroll</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S7UoDOtZPEI/AAAAAAAABY4/ADME0fllLYE/s1600/alice1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 154px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S7UoDOtZPEI/AAAAAAAABY4/ADME0fllLYE/s200/alice1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455310559582436418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Acabei de dar um check-up geral na situação, o que me levou a reler Alice no País das Maravilhas". Assim começa a música "Check-up" do Raul Seixas, e curioso em saber o que o Maluco Beleza viu nesta história infantil para citá-la numa de suas músicas, corri atrás do texto integral e há alguns anos encontrei "Alice: Edição Comentada". Acabou que o livro foi ficando na fila de espera, aos poucos saiu dela para dar lugar a outros e ficou quase uma década esperando na estante. Agora, com a iminência do lançamento do novo filme de Tim Burton e seu amiguinho Johnny Depp, a curiosidade voltou, e lá estava o livro, novinho e pronto para ser lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reli e ao mesmo tempo li pela primeira vez. Reli porque já ouvi essa história durante toda a minha infância (ainda lembro claramente da voz da Rainha de Copas dizendo "Cortem-lhe a cabeça!" na fita k7), mas li pela primeira vez o texto original. E li uma ótima edição, feita para adultos, cheia de comentários e explicações feitas por gente que passa a vida toda estudando "Alice" e as outras obras de Lewis Carroll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se no embalo do lançamento do filme alguma editora já lançou uma nova edição de "Alice no País das Maravilhas", mas acho difícil lançarem algo mais completo do que essa edição comentada (talvez só alguma edição bilíngue com o texto em inglês). As notas explicam tudo, de referências que Carroll faz a situações do mundo real a elucidações de seus joguetes lógico-matemáticos, sua especialidade. Todas as fantásticas ilustrações originais de John Tenniel também estão presentes, com comentários quando se fazem necessários. "Alice: Edição Comentada" contém ainda a continuação de "Alice no País das Maravilhas", chamada "Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá", e um episódio inédito chamado "O Marimbondo de Peruca". Ao final do livro, estão os esboços originais de Tenniel, uma bibliografia de Carroll e seus analistas e uma lista de filmes e desenhos baseados na obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vivesse hoje, Lewis Carroll certamente estaria em evidência na mídia e respondendo a vários processos por pedofilia, tipo um Michael Jackson, por causa de sua forte atração por garotinhas (e ódio aos garotinhos). Na época, isso não tinha o mesmo peso que nos nossoso dias, mas ainda assim o matemático escritor foi impedido de entrar em contato com a Alice da vida real pela mãe da menina (para quem não sabe, ela existiu, e para ela o livro foi escrito), após Carroll sugerir um pedido de casamento com a criança de 11 anos. Independente de suas taras (que seus biógrafos insistem em relevar e considerar algo puramente afetivo) ou de qualquer outra esqusitice de sua vida (que não eram poucas), foi esta figura que criou este clássico da literatura não só infantil (inovador neste aspecto por ser a primeira história feita para crianças que não se preocupava em apresentar uma "moral da história" ao final), mas principalmente de fantasia, banhada em enigmas lógicos e matemáticos, num mundo louco que precedeu Terra Média, quadros de Salvador Dalí, contos de Borges, psciodelismo... E uma ótima maneira de conhecer esse mundo é através de "Alice: Edição Comentada".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Jorge Zahar&lt;br /&gt;Páginas: 303&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S7UoC_ZFxBI/AAAAAAAABYw/FZvb-aISAnI/s1600/carroll.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-493225439784766940?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/493225439784766940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/alice-edicao-comentada-lewis-carroll.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/493225439784766940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/493225439784766940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/04/alice-edicao-comentada-lewis-carroll.html' title='Alice: Edição Comentada - Lewis Carroll'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S7UoDOtZPEI/AAAAAAAABY4/ADME0fllLYE/s72-c/alice1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-6052131388058843698</id><published>2010-03-26T18:51:00.001-03:00</published><updated>2012-01-27T15:20:39.047-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura brasileira'/><title type='text'>Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S607nSxvMqI/AAAAAAAABYY/xaZYIJX9pEw/s1600/85-16-03990-0.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453080270056927906" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S607nSxvMqI/AAAAAAAABYY/xaZYIJX9pEw/s200/85-16-03990-0.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 200px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 132px;" /&gt;&lt;/a&gt;Eu sempre me senti meio envergonhado de conhecer tantos livros, de diversos gêneros, mas ignorar quase completamente os clássicos da literatura brasileira. Até li meia dúzia na escola, alguns ótimos, como "Noite na Taverna" e "O Cortiço", outros terríveis, como qualquer um do José de Alencar, mas a partir do momento que não tinha mais que ler por obrigação, dediquei meu tempo de leitura a outros interesses, e todos esses anos eu ficava, "pô, tenho que tirar um tempo para conhecer Machado de Assis e tal...", mas sempre deixava para depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí veio essa promoção do Extra da literatura brasileira em quadrinhos, eu comprei o primeiro volume e me senti meio patético em ler as histórias em quadrinhos sem conhecer a obra original, então tirei da estante "Triste Fim de Policarpo Quaresma", depois de mais de uma década intocado. Agradeço muito ao Extra pela promoção, pois se não fosse este estímulo, talvez eu nunca tivesse lido esta excelente história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Policarpo Quaresma, um dos melhores personagens de romance que já conheci, era um pacato cidadão do Rio de Janeiro dos primeiros anos da república, funcinário público com hábitos estritos, solteirão que vivia com a irmã, mas apaixonado defensor do Brasil em todos os aspectos. Sua inquietude em relação à potencialidade não explorada de seu país o leva à ação radical, primeiramente no aspectos cultural - quando é dado como louco e é internado num hospício -, depois na vida econômica - acabando falido e vencido pela estrutura político-econômica de depreciação do pequeno produtor - e finalmente na política, onde encontra seu triste fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Triste Fim de Policarpo Quaresma" é uma história divertida, leve, muito por causa da recusa de Lima Barreto em utilizar a linguagem rebuscada em voga na literatura brasileira do início do século XX, mas principalmente devido às situações cômicas em boa parte do livro, a começar pelos personagens, todos eles muito medíocres: o general que nunca foi à guerra, o contra-almirante a quem foi dado o comando de um navio inexistente, e até mesmo o próprio Quaresma e sua paixão cega pelo Brasil, um dos poucos personagens que o leitor pelo menos tem simpatia por causa de sua inocência e bom coração (o outro é um violeiro que busca as raízes da música brasileira, e atende pela fantástica alcunha "Ricardo Coração dos Outros").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro personagem muito pedíocre utilizado por Lima Barreto para desnudar a sociedade brasileira da época é um médico que possuía uma biblioteca exemplar, mas nunca conseguia ler mais do que cinco páginas de cada livro, pois dormia, e ao produzir artigos, "escrevia de modo comum, com as palavras e o jeito de hoje, em seguida invertia as orações, picava o período com vírgulas e substituía incomodar por melestar, ao redor por rededor, isto por esto, quão grande ou tão grande por quamanho, sarapintava tudo de ao invés, empós, e assim obtinha o seu estilo clássico que começava a causar admiração aos seus pares e ao público em geral". Um deboche com os intelectuais da época que insistiam na pompa literária, mas também há uma crítica à elitização do conhecimento, pois fica claro que ao doutor era cabível uma biblioteca, mas a loucura de Policarpo Quaresma, que não tinha título acadêmico, é atribuída por outros personagens ao seu hábito de ler - um deles chega até a sugerir a proibição de livros para quem não tivesse título acadêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exame da loucura também não fica de fora da escrita de Lima Barreto, tanto na figura de Quaresma como na da menina que enlouquece porque é iludida durante cinco anos pelo noivo e depois é abandonada - fica bem sugestivo que o problema não foi a perda de um amor, mas sim da possibilidade de casar para cumprir seu papel social. Lima Barreto teve o pai internado num hospício, o mesmo acontecendo com ele anos depois, num hospício onde hoje se localiza a faculdade na qual me formei. Aliás, este foi outro aspecto que despertou demais o meu interesse nessa leitura: a apresentação do passado de muitas partes do Rio de Janeiro onde nasci e fui criado, tendo sido o próprio livro escrito na minha vizinhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Triste Fim de Policarpo Quaresma" é daqueles clássicos que não se lê porque é clássico, mas sim pela criatividade, beleza, qualidade da escrita, e por ser acima de tudo uma ótima história. Seguindo a sequência para acompanhar a coleção do Extra, vou atrás de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e alguns contos de Machado de Assis e Lima Barreto, na medida do possível entre tantas outras leituras e a vida real, e tentarei escrever sobre eles aqui também, além das próprias adaptações para os quadrinhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: várias (várias mesmo, talvez mais de 20)&lt;br /&gt;Páginas: variável&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.esnips.com/doc/b44fa45f-9d41-4183-b891-d68786b898e4/Triste-Fim-de-Policarpo-Quaresma"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portaldetonando.com.br/forum/post91302.html?hilit=policarpo%20quaresma#p91302"&gt;Audiolivro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S606bkTRihI/AAAAAAAABYI/KLkAxKvdXPo/s1600/lima_barreto.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-6052131388058843698?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/6052131388058843698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/triste-fim-de-policarpo-quaresma-lima.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/6052131388058843698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/6052131388058843698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/triste-fim-de-policarpo-quaresma-lima.html' title='Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S607nSxvMqI/AAAAAAAABYY/xaZYIJX9pEw/s72-c/85-16-03990-0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1977639035276424169</id><published>2010-03-20T11:49:00.000-03:00</published><updated>2010-03-20T12:22:11.594-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espionagem'/><title type='text'>Operação Mahjong - John Trenhaile</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S6TggepNZ0I/AAAAAAAABYA/bDGP_vtZ6Gs/s1600-h/16284714.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S6TggepNZ0I/AAAAAAAABYA/bDGP_vtZ6Gs/s200/16284714.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450728297611487042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma trama de espionagem no meio do mundo financeiro de Hong Kong, ao final da Guerra Fria, envolvendo a KGB e o serviço secreto da China, numa luta pelo controle da colônia que estava prestes a sair de mãos inglesas para o domínio chinês - o livro foi escrito no final da década de 1980, e Hong Kong estava para ser devolvida à China em 1997. Uma ótima chamada para um livro do gênero, mas que infelizmente não se desenvolve tão bem e desperdiça o potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que falte ingredientes fundamentais de um livro de espionagem - missões secretas, sabotagem, chantagem e assassinatos - mas por outro lado sobra muita coisa desnecessária. A ideia de John Trenhaile foi no mínimo inovadora: o autor trabalhou como advogado em Cingapura e conheceu muito bem o mundo financeiro dos Tigres Asiáticos, o que lhe deu uma boa noção para escrever este romance com uma trama pautada no mundo dos negócios, e não simplesmente espionagem com ação. O problema é que parece que o autor exagerou um pouco, e a primeira metade do livro é tão recheada de termos técnicos do mundo corporativo que chega a ser enfadonha. Além disso, muitas partes são desnecessariamente alongadas sem muito motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma leitura que eu imaginava que duraria dois ou três dias de carnaval se estendeu por mais de um mês, algumas dúzias de páginas entre leituras de outros livros. Personagens muito bons também não dão as caras, e eu teria desistido do livro na página 100, não fosse o ambiente oriental e os aspectos da sociedade chinesa bem trabalhados por alguém que lá viveu por um tempo, temas que tanto me atraem, como se pode confirmar com a quantidade de livros a respeito do oriente sobre os quais já escrevi por aqui. Consegui terminar mas, por causa dessa dicotomia tema interessante x desenvolvimento fraco, o resultado foi uma leitura não mais que regular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Best Seller&lt;br /&gt;Páginas: 445&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1977639035276424169?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1977639035276424169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/operacao-mahjong-john-trenhaile.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1977639035276424169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1977639035276424169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/operacao-mahjong-john-trenhaile.html' title='Operação Mahjong - John Trenhaile'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S6TggepNZ0I/AAAAAAAABYA/bDGP_vtZ6Gs/s72-c/16284714.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-2943642189258647520</id><published>2010-03-15T08:03:00.000-03:00</published><updated>2010-03-15T18:24:07.668-03:00</updated><title type='text'>Dica para leitores do Rio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S54YQ8UwnFI/AAAAAAAABX4/c9vvjvn8oFo/s1600-h/poli.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 142px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S54YQ8UwnFI/AAAAAAAABX4/c9vvjvn8oFo/s200/poli.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448819278515051602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O jornaleco &lt;a href="http://extra.globo.com/"&gt;Extra&lt;/a&gt;, versão, digamos... mais popular do jornal O Globo, decidiu dar sua mínima contribuição para a cultura nacional, e a partir dessa quarta vai publicar semanalmente um clássico da literatura brasileira na forma de história em quadrinho. Serão dez volumes, publicados todas as quartas, por R$ 5,90, começando com "O Triste Fim de Policarpo Quaresma", de Lima Barreto. Para quem costuma fazer promoções como "Meu sonho é ser modelo", já é um começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sites especializados deram a dica, mas até agora nenhuma informação no site do jornaleco. Para ver as capas dos outros volumes, clique &lt;a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/n11032010_01.cfm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-2943642189258647520?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/2943642189258647520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/dica-para-leitores-do-rio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2943642189258647520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2943642189258647520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/dica-para-leitores-do-rio.html' title='Dica para leitores do Rio'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S54YQ8UwnFI/AAAAAAAABX4/c9vvjvn8oFo/s72-c/poli.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-115100616296989410</id><published>2010-03-10T06:23:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T21:13:00.193-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>As Eras de Eric Hobsbawm</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d0-MNCOeI/AAAAAAAABXg/EIzHxs8HhMc/s1600-h/855-d-Era+das+revolu%C3%A7%C3%B5es+%28A%29+-+NOVA+EDI%C3%87%C3%83O.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 105px; height: 151px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d0-MNCOeI/AAAAAAAABXg/EIzHxs8HhMc/s200/855-d-Era+das+revolu%C3%A7%C3%B5es+%28A%29+-+NOVA+EDI%C3%87%C3%83O.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446950886104512994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d09qfnm9I/AAAAAAAABXY/S-dL18LsGqU/s1600-h/854-d-Era+do+capital+%28A%29+-+NOVA+EDI%C3%87%C3%83O.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 105px; height: 151px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d09qfnm9I/AAAAAAAABXY/S-dL18LsGqU/s200/854-d-Era+do+capital+%28A%29+-+NOVA+EDI%C3%87%C3%83O.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446950877055654866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d09VUjfoI/AAAAAAAABXQ/6fWvHioE9H8/s1600-h/853-d-Era+dos+imperios+%28A%29+-+NOVA+EDI%C3%87%C3%83O.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 105px; height: 151px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d09VUjfoI/AAAAAAAABXQ/6fWvHioE9H8/s200/853-d-Era+dos+imperios+%28A%29+-+NOVA+EDI%C3%87%C3%83O.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446950871372103298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d1PjiggNI/AAAAAAAABXo/OehfJ_7pm0g/s1600-h/Era_do_Extremos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 106px; height: 151px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d1PjiggNI/AAAAAAAABXo/OehfJ_7pm0g/s200/Era_do_Extremos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446951184426369234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se pensa em História contemporânea, não há personalidade viva mais famosa que Eric Hobsbawm. Em seus 92 anos, teve tempo para escrever sobre muita coisa interessante, como jazz, movimentos sociais, marxismo e nacionalismo, mas o que mais o deixou em evidência foi sua série sobre o mundo contemporâneo, desde 1789 até os dias de hoje, divididos em quatro eras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas é a Era das Revoluções (1789-1848), primeiro livro da série que trata do início do mundo contemporâneo através das duas revoluções que viraram ao avesso tudo que existia antes: a revolução social (Revolução Francesa) e a revolução técnica (Revolução Industrial). A segunda foi denominada Era do Capital (1848-1875), quando o sistema capitalista se estabelece de vez, iniciada logo após a última tentativa de revolução que ameaçou sua sobrevivência (a Primavera dos Povos). A terceira era foi batizada de Era dos Impérios (1875-1914), quando o capitalismo se desenvolve e assume sua nova face, com a extrapolação do sistema de exploração de capitalistas sobre trabalhadores europeus para o resto do mundo. A última das eras é a chamada Era dos Extremos (1914-1991), quando todo esse sistema capitalista, aparentemente solidamente estabelecido, é abalado em várias frentes, e o pandemônio se estabelece na História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio, a série seria uma trilogia, terminando na Era dos Impérios, e por isso os três primeiros livros têm estrutura muito parecida, apresentando primeiramente uma análise dos acontecimentos do período, e uma segunda parte discorrendo sobre temas específicos como a terra, o trabalho, as artes, a ciência e a religião. São livros um pouco complexos para quem não tem contato com a área, incorrendo em referências específicas e linguagem pouco popular, mas sem chegar a um ponto de impedimento aos leigos. Todos os três contam com volumosos cadernos de ilustrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Era dos Extremos, apesar de fazer parte da História contemporânea, é uma reviravolta radical ao sistema em vigência anteriormente, assim como o livro se diferencia dos demais da série. Escrito em linguagem mais acessível, e tratando de temas cronologicamente mais próximos de qualquer leitor (até quem está nos seus vinte e poucos anos se lembra de alguns fatos tratados no livro) e, em minha opinião, muito mais interessantes, a conclusão da série de eras de Hobsbawm é, ao mesmo tempo, um excelente livro para quem quer se inteirar de aspectos fundamentais do nosso mundo, como para estudos mais profundos. É leitura obrigatória para formandos em História, bibliografia certa em concursos da área e muito utilizado por pesquisadores, mesmo de áreas distintas, quando fazem citações históricas. Não obstante, é uma leitura muito prazerosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eric Hobsbawm nasceu no Egito britânico em 1917, viveu boa parte do período sobre o qual escreve, sendo militante da esquerda. Uma história parecida com a do rei da arquitetura, Oscar Niemeyer, e assim como ele, continua ocupando o trono de rei em sua área enquanto estiver vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Paz e Terra (os 3 primeiros) e Companhia das Letras (Era dos Extremos)&lt;br /&gt;Páginas: 600, 540, 608 e 598&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portaldetonando.com.br/forum/post103551.html?hilit=eric%20hobsbawm#p103551"&gt;Livro Digital "A Era dos Extremos"&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-115100616296989410?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/115100616296989410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/as-eras-de-eric-hobsbawm.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/115100616296989410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/115100616296989410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/as-eras-de-eric-hobsbawm.html' title='As Eras de Eric Hobsbawm'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5d0-MNCOeI/AAAAAAAABXg/EIzHxs8HhMc/s72-c/855-d-Era+das+revolu%C3%A7%C3%B5es+%28A%29+-+NOVA+EDI%C3%87%C3%83O.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-5451450911791803774</id><published>2010-03-04T17:24:00.001-03:00</published><updated>2010-10-24T21:13:11.635-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Científica'/><title type='text'>Os Filhos de Duna - Frank Herbert</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5AXIZ7gZLI/AAAAAAAABVo/sskn4jB2HtA/s1600-h/filhosduna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5AXIZ7gZLI/AAAAAAAABVo/sskn4jB2HtA/s200/filhosduna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444877382657795250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Terceiro livro da maravilhosa saga de Frank Herbert, "Os Filhos de Duna" mostra a geração seguinte a Paul Atreides, o personagem principal da série. Os gêmeos órfãos Leto e Gahnima, com 9 anos de idade - apesar de possuirem as memórias e a maturidade de todos os membros de sua linhagem, adquiridas através de um processo meio místico, meio químico - estão na posição de herdeiros do império de seu pai, mas aguardam a maioridade para governar. Enquanto isso, Alia, a irmã de Paul que é tida como uma santa viva, permanece no posto de regente. Como nos livros anteriores, uma trama político-religiosa se desenvolve, com alguns envolvidos em busca do produto mais importante do universo - a melange, um tipo de especiaria que só se desenvolve no planeta Duna -, outros do trono do império e ainda alguns Fremen (o povo nativo do planeta) buscando redenção espiritual e a salvação de sua cultura. Os personagens principais, além de lutarem para permanecerem vivos, enfrentam a iminência de uma catástrofe ambiental que pode destruir o planeta e comprometer toda a comunidade do universo. A história é intercalada em três ou quatro frentes, narradas paralelamente, se entrelaçando aos poucos, com personagens que migram de uma linha narrativa para outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler "Os Filhos de Duna", tive a impressão que o anterior ("O Messias de Duna") funciona como um interlúdio entre o terceiro e o primeiro livro, mas também parece que os três formam uma trilogia coerente. Interlúdio porque o primeiro e o terceiro são muito mais densos que o segundo, tanto pelo número de páginas como pela profundidade da trama, mas trilogia porque ao final de "Os Filhos de Duna" claramente fecha-se um ciclo (dizer aqui qual é este ciclo revelaria informações fundamentais da saga para quem ainda não leu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o segundo e o terceiro livros (e pelo que sei, qualquer outro da série) não atingirem a repercussão e a qualidade do primeiro, "Os Filhos de Duna" fez com que a saga se consolidasse de vez para mim como minha predileta, me estimulando ainda mais a ler todos os outros livros (mais três de Frank Herbert e, até agora, 11 de seu filho Brian Herbert e Kevin Anderson, apesar de fãs mais "puristas" rejeitarem totalmente estes, mesmo sob o argumento de que foram escritos baseados em anotações do criador). Porém, meu maior estímulo foi ler o livro no idioma original, o que me fez descobrir que, independente da criatividade do universo Duna, a qualidade da escrita de Frank Herbert é muito superior ao que eu pensava, e que as traduções brasileiras da série são fracas demais. Acrescido a isso o fato de que os livros em inglês são muito mais baratos do que as versões brasileiras da editora Nova Fronteira (tanto em sebos como em livrarias), e que o primeiro e o último da edição brasileira estão esgotados há anos, já estou correndo atrás dos originais, inclusive dos dois primeiros volumes que li em português para reler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Nova Fronteira (publicado em inglês por diversas editoras)&lt;br /&gt;Páginas: 524&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.multibrasil.net/2010/08/os-filhos-de-duna-frank-herbert.html"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5Ak_0nm__I/AAAAAAAABVw/gi0kcGBTceU/s1600-h/Frank_Herbert.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-5451450911791803774?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/5451450911791803774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/os-filhos-de-duna-frank-herbert.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5451450911791803774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5451450911791803774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/os-filhos-de-duna-frank-herbert.html' title='Os Filhos de Duna - Frank Herbert'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S5AXIZ7gZLI/AAAAAAAABVo/sskn4jB2HtA/s72-c/filhosduna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-12829679860090925</id><published>2010-03-02T10:27:00.000-03:00</published><updated>2010-12-18T19:33:48.041-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>X-Men 50 - Chris Claremont e Marc Silvestri</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S40TnXvnzLI/AAAAAAAABVI/ZesJ3MOEMKs/s1600-h/sa034_050.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 139px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S40TnXvnzLI/AAAAAAAABVI/ZesJ3MOEMKs/s200/sa034_050.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444029091670379698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muito antes dos X-Men vestirem as roupas de couro preto nos cinemas e ficarem tão conhecidos como o Indiana Jones ou o Super-Homem, eles já tinham uma legião de seguidores entre os fãs de quadrinhos. Desde meados da década de 1970 - com a reformulação do grupo por Chris Claremont e a entrada de personagens que fizeram bastante sucesso, como Tempestade, Noturno, e principalmente, Wolverine - até o lançamento do primeiro filme em 2000, diversas foram as fases do grupo - acredito eu que as de maior qualidade superaram as menos felizes durante estes 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dessas boas fases apareceu aqui no Brasil em 1992, por volta da edição brasileira de número 50 da editora Abril. Como todo número redondo tem que ser comemorado (essa mania das pessoas que as empresas e o marketing aproveitam), esta revista teve o formato de edição especial, com mais páginas, e recheada exclusivamente com histórias do próprio grupo (as revistas de super-heróis no Brasil quase sempre misturavam histórias dos personagens do título com outros de menor expressão, hábito perpetuado até hoje pela editora que monopoliza o mercado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de então tinha metade dos personagens que todo mundo hoje em dia conhece, como Colossus, Wolverine, Vampira e Tempestade, misturados com outra metade desconhecida por quase todo mundo que só conhece os mutantes pelo cinema - Destrutor, Cristal, Psylocke e Longshot. A revista trazia quatro histórias em sequência, todas escritas por Chris Claremont, mas três delas desenhadas por Marc Silvestri, um ídolo da garotada na época (que manteve a qualidade de seu trabalho por muitos anos), e uma por Rob Liefeld, hoje conhecido como o maior canastrão dos quadrinhos (mas que a garotada também gostava). As histórias são divertidas, misturando humor e ação na dose certa, e apresentam uma personagem que teria papel importante nas histórias dos mutantes nos anos seguintes: Jubileu, uma adolescente-problema que salva a pátria e consegue permissão para se tornar uma X-man.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S40g4HzIDLI/AAAAAAAABVg/7u1jl93Lwl0/s1600-h/593379-2_super.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 142px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S40g4HzIDLI/AAAAAAAABVg/7u1jl93Lwl0/s200/593379-2_super.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444043673099046066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esses eram os X-Men na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir dessa revista, os X-Men entram numa fase de reformulação, com a posterior entrada de uma porção de personagens novos e a volta de outros fundamentais como o Professor Xavier e os membros fundadores (Ciclope, Jean Grey, Homem de Gelo, Arcanjo e Fera, que faziam parte de outro grupo na época). Forma-se uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dream Team&lt;/span&gt; mutante, que leva o grupo a um sucesso sem precedentes, até culminar na produção do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X-Men 50 não é a melhor revista mutante publicada, nem representa a melhor fase de todos os tempos mas, diferente de 99% dos quadrinhos de super-heróis publicados no Brasil, pode ser lida integralmente sem que esteja escrito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"continua na próxima edição"&lt;/span&gt; no final. Pode ser encontrada em sebos, se procurada com carinho. Aqui em casa ela fica ali, no meio de tantas outras, e de vez em quando eu a pego para dar uma lida e relembrar. Afinal, já vão quase 20 anos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Abril&lt;br /&gt;Páginas: 100&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotada&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S40fPrNoIyI/AAAAAAAABVQ/dDvlugL_eaw/s1600-h/cons106py.jpg"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-12829679860090925?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/12829679860090925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/x-men-50-chris-claremont-e-marc.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/12829679860090925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/12829679860090925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/03/x-men-50-chris-claremont-e-marc.html' title='X-Men 50 - Chris Claremont e Marc Silvestri'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S40TnXvnzLI/AAAAAAAABVI/ZesJ3MOEMKs/s72-c/sa034_050.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-7972421125938519744</id><published>2010-02-27T13:28:00.000-03:00</published><updated>2010-02-27T17:14:40.366-03:00</updated><title type='text'>Guinness World Records 2010 - O Livro da Década</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S4lMrgGpKsI/AAAAAAAABVA/lOt_dUhD6Tw/s1600-h/guinness+2010.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S4lMrgGpKsI/AAAAAAAABVA/lOt_dUhD6Tw/s200/guinness+2010.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442965934889839298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ganhei este livro como um presente de natal repassado por alguém que não tem o menor interesse por livros, mas sabe que eu tenho. Se esta pessoa tivesse ao menos folheado o "Guinness World Records 2010" talvez tivesse ficado com ele, pois mesmo sem muito costume de analisar qualquer coisa impressa, possivelmente perceberia que, na verdade, a obra é nada mais que um programa de televisão em forma de livro. Como um programa de generalidades, cada item é apresentado com riqueza gráfica e não tem mais do que um ou dois parágrafos explicativos, a maioria desnecessários, pois qualquer ser intermediário entre primatas e seres humanos pode perceber pelas fotos quando se trata do homem com o maior bigode do mundo ou o som mais alto saído de um vulcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem desmerecer o Guinness, que muito me encantava na infância, não tenho condições de avaliar isso como se fosse um livro, e depois de alguns minutos folheando esse festival de trivialidades, deixei-o num canto e fui lavar a louça do almoço. Desde então ele está no mesmo lugar, esperando para ser repassado como presente de aniversário para alguma criança curiosa. Pelo menos para ela o Guinness vai ser útil, pois renderá algumas tardes de boas risadas com os amigos, se divertindo ao saber quantas pessoas já entraram num Fusca ao mesmo tempo, além de ter um efeito visual ideal para um presente de criança - é grande, capa-dura com efeito de brilho, papel de boa qualidade, projeto gráfico descolado e bastante ilustrado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Ediouro&lt;br /&gt;Páginas: 288&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-7972421125938519744?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/7972421125938519744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/02/guinness-world-records-2010-o-livro-da.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7972421125938519744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/7972421125938519744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/02/guinness-world-records-2010-o-livro-da.html' title='Guinness World Records 2010 - O Livro da Década'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S4lMrgGpKsI/AAAAAAAABVA/lOt_dUhD6Tw/s72-c/guinness+2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3190793815644325458</id><published>2010-02-12T19:10:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T21:01:24.836-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciências Sociais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S3XPvhrK5hI/AAAAAAAABUw/kxuSmiphht4/s1600-h/raizes-do-brasil2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S3XPvhrK5hI/AAAAAAAABUw/kxuSmiphht4/s200/raizes-do-brasil2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437480540519982610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se há livros que nunca perdem a atualidade, Raízes do Brasil é mais do que isso: continua necessário e fundamental para a formação do país. Uma tradução impiedosa do porquê das mazelas desta grande ex-colônia portuguesa, provoca ainda hoje, mais de 70 anos após sua primeira edição, a reflexão sobre como chegamos a níveis tão baixos de ética na coisa pública e quanto atraso isso nos produz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tais raízes referidas no título são nossas origens ibéricas, a colonização portuguesa, que recebe do autor maior importância em detrimento das outras contribuições originais do povo brasileiro - africanos e indígenas, mas engana-se quem pensa que isso é um elogio: ao contrário de outros pensadores anteriores (sobretudo Gilberto Freire, autor de "Casa Grande e Senzala"), Sérgio Buarque de Holanda (para quem não conhece, pai do cantor e irmão do autor do dicionário) encara nossas raízes ibéricas justamente como nossa maior desgraça, mas sem apelar para a imaginação de "realidades alternativas", como "teríamos destino melhor se fossemos colonizados pelos holandeses".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raízes do Brasil começa então analisando a estrutura histórica dos povos ibéricos, para demonstrar características sociais e psicológicas que teriam sido nossa herança maldita. Apoiado em rigorosa pesquisa histórica, o autor aponta aspectos da colonização portuguesa, como a vontade de lucro rápido e fácil, sem planejamento para o futuro, e características do povo que permaneceram na nossa classe dominante, como a emotividade, e a incapacidade de largar isso no trato dos assuntos públicos. Isso foi escrito em 1936, mas ainda em 2010, quem nunca ouviu algum idiota dizer que consegue uma vaga em algum cargo público porque é "amigo" de um vereador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra análise muito interessante presente neste livro é o que o autor chamou de "homem cordial": o brasileiro, em suas relações pessoais, é generoso, hospitaleiro, não por civilidade, mas pela emotividade e horror às relações impessoais - o total oposto do japonês. Lembro sempre disso quando estou numa fila demorada e alguém que eu nunca vi na vida tenta puxar algum assunto bem trivial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Sérgio Buarque, toda essa cultura de emotividade chegou até nós com força via nossa classe dominante, que na época colonial era representada pelos grandes agricultores, que viviam como reis dentro de suas terras, mandando em todos à sua volta, sem serem incomodados por nenhum tipo de poder governamental. Essa mentalidade patriarcalista se manteve intacta por três séculos, e só começou a ser afetada quando a família real veio para o Brasil e o desenvolvimento da vida urbana teve início. O autor classificou este processo como a única revolução brasileira, a superação da vida e da mentalidade rural por uma realidade urbana, ainda em curso durante a escrita do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua época, a urbanização já era bastante avançada quando comparada com o século anterior, mas não chegava nem perto da que nós vivemos hoje. Entretanto, mesmo com as considerações de Sérgio Buarque de Holanda tão atuais, tenho a impressão que a tal revolução ainda não foi concluída e está longe de ser, tendo em vista todo o clientelismo e apadrinhamento existentes mesmo nos grandes centros urbanos, desde as trocas de favores com autoridades, até pequenas atitudes como aquele adiantamento no processo porque você tem um "amigo" no fórum, aquele remédio que o "amigo" enfermeiro conseguiu trazer do hospital público, aquela vaga na escola que sua "amiga" que trabalha na secretaria conseguiu reservar ou até a vista grossa na sua falta no emprego público porque o diretor é seu "amigo". Sérgio Buarque de Holanda não se calará ainda por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Companhia das Letras&lt;br /&gt;Páginas: 220&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota: Nelson Pereira dos Santos dirigiu um excelente documentário com o mesmo nome do livro, em 2004, sobre a vida de Sérgio Buarque de Holanda, no qual podemos ver, entre outras coisas, filmagens privadas do autor cantando em alemão e o Carlinhos Brown (seu genro) declarando que achava que seu sogro era quem havia feito o dicionário...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3190793815644325458?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3190793815644325458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/02/raizes-do-brasil-sergio-buarque-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3190793815644325458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3190793815644325458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/02/raizes-do-brasil-sergio-buarque-de.html' title='Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S3XPvhrK5hI/AAAAAAAABUw/kxuSmiphht4/s72-c/raizes-do-brasil2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-4415564123198850819</id><published>2010-02-07T20:52:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T21:01:38.564-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Crônicas do Rio - Raul Pompeia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S29GvqgjsdI/AAAAAAAABUg/QTPZ0gGipRM/s1600-h/cronicasdorio.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S29GvqgjsdI/AAAAAAAABUg/QTPZ0gGipRM/s200/cronicasdorio.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435641059938120146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coleção Biblioteca Carioca era uma publicação do município do Rio de Janeiro que se prestava a publicar livros com temas relacionados à cidade, alguns volumes muito originais, como pesquisas acadêmicas, e outros, na falta daqueles, publicações de autores famosos que retratavam em suas obras o Rio de Janeiro de sua época, como Machado de Assis e Lima Barreto. "Crônicas do Rio", de Raul Pompeia (o autor de um livro considerado por muitos o mais chato da literatura brasileira, "O Ateneu"), foi o volume 41 da coleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um apanhado de crônicas escritas pelo autor de "O Ateneu" para o jornal de Juiz de Fora "Diário de Minas", entre 1888 e 1889, o livro é uma pequena miscelânea de textos sobre o cotidiano da capital na época da derrocada da monarquia, para manter bem informados os leitores provincianos do que se passava na principal cidade de então: críticas sobre o cenário cultural do centro da cidade, alguma coisa sobre política e até notícias sensacionalistas de assassinatos cometidos por maridos traidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa que decidiu pela publicação desta obra pode ter tido a melhor das intenções, mas a minha impressão foi de um livro chatíssimo, de crônicas nem um pouco universais - só fazem sentido no seu contexto estrito - e úteis apenas para quem está pesquisando especificamente o Rio de Janeiro da época ou a obra completa de Raul Pompeia. Todos os livros da coleção estão esgotados, e alguns são bastante difíceis de encontrar. "Crônicas do Rio" até que não é difícil de encontrar em sebos, porém pode ser gratificante procurar os outros volumes mais difíceis da Biblioteca Carioca, pois há muita coisa melhor nos 40 volumes anteriores e em mais alguns lançados posteriormente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Biblioteca Carioca&lt;br /&gt;Páginas: 107&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * *&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S29JyvfBOEI/AAAAAAAABUo/MkU2X4GshVA/s1600-h/raul+pompeia.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-4415564123198850819?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/4415564123198850819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/02/cronicas-do-rio-raul-pompeia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4415564123198850819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4415564123198850819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/02/cronicas-do-rio-raul-pompeia.html' title='Crônicas do Rio - Raul Pompeia'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S29GvqgjsdI/AAAAAAAABUg/QTPZ0gGipRM/s72-c/cronicasdorio.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-695547895607998136</id><published>2010-01-24T15:00:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T21:01:53.722-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Histórica'/><title type='text'>Equador - Miguel Sousa Tavares</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S1yIydWswqI/AAAAAAAABMQ/tkLIxKuDdU0/s1600-h/equador.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 129px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S1yIydWswqI/AAAAAAAABMQ/tkLIxKuDdU0/s200/equador.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430365651156648610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do grande sucesso no meio lietrário e das muitas críticas elogiosas ao livro de estreia de Miguel Sousa Tavares, eu nunca tinha ouvido falar deste autor e nem tinha ideia do que tratava este livro, tendo em vista que, mesmo lendo bastante, não acompanho muito as novidades do mundo literário, pelo simples motivo: há tanta coisa essencial para ler e tão pouco tempo! Na tentativa de reverter um pouco esta deficiência em minhas leituras, tive ótimas recomendações em relação a este autor de uma pessoa que diz ter passado os dois últimos anos se dedicando intensivamente à leitura de literatura contemporânea africana ou que tratasse da África, e comprei "Equador" num sebo, para verificar o que se passa na literatura mundial hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ficção histórica em questão se passa no início do século XX, nas ilhas de São Tomé e Príncipe, então colônias portuguesas, no contexto da crise da monarquia portuguesa - que chegou ao fim em 1910. Luís Bernardo Valença, um bon vivant que aproveita o melhor de Lisboa com amigos e mulheres, é convocado pelo rei d. Carlos para uma missão nas ilhas equatoriais: governar as colônias com o objetivo de provar aos ingleses que lá não existe trabalho escravo e, consequentemente, evitar o boicote aos produtos portugueses. Viver numa colônia sem nenhum conforto e longe da agitada vida social a qual estava acostumado e convencer os roceiros das ilhas a modificar o sistema de trabalho em vigência há gerações, mesmo sendo famoso por ter escrito artigos criticando o sistema colonial português, são só os desafios preliminares do protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do padrão de livros desta categoria - muita ação e combates - "Equador" é uma história centrada mais nos pensamentos e sentimentos dos personagens do que nos desenrolar dos acontecimentos, e o resultado é ambíguo: longas partes monótonas onde a leitura se arrasta intercaladas por páginas onde algo realmente acontece, e por isso tão aguardadas e de leitura rápida. Tem-se a impressão inicial que a escrita de Miguel Sousa Tavares é boa e inteligente, o que realmente não deixa de ser verdade, mas com o passar do texto, o estilo rebuscado cansa e dá a impressão de pedantismo. Talves seja isso que os críticos tenham reconhecido neste autor, ou talvez simplesmente pelo fato dele ser um intelectual famoso em seu país, onde escreve colunas em vários jornais, pois a história em si não tem nada de muito surpreendente, apesar de personagens bem trabalhados - um deles dá margem para um mini-livro de 50 páginas dentro do livro, que provavelmente é a parte mais interessante da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto positivo que tenho que considerar é a exploração de uma característica comum a todos os bons livros de ficção histórica, que não falta em "Equador": e exposição do ambiente da época em que se passa a história, particularmente o sentimento português em relação ao seu mundo colonial. Méritos para o autor que, além de desenvolver bem esta característica nos personagens, fez um eficiente trabalho de pesquisa em jornais e livros de pesquisas históricas para retratar os pormenores de Lisboa, das ilhas e da diplomacia do colonialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Equador" não é um livro ruim, mas está muito aquém do estardalhaço que se fez na época de seu lançamento (2003). Para quem ainda tem uma lista interminável de leituras desejadas, acho que suas pesadas 527 páginas podem ser remanejadas para o final da fila.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Nova Fronteira&lt;br /&gt;Páginas: 527&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.esnips.com/doc/66683685-68f6-4142-bb76-4ec1a2ff1674/Miguel-Sousa-Tavares---Equador-%28pdf%29%28rev%29"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S1yJEmTHm7I/AAAAAAAABMY/gJ7MRfZLBTI/s1600-h/miguel_sousa_tavares1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-695547895607998136?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/695547895607998136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/01/equador-miguel-sousa-tavares.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/695547895607998136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/695547895607998136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/01/equador-miguel-sousa-tavares.html' title='Equador - Miguel Sousa Tavares'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S1yIydWswqI/AAAAAAAABMQ/tkLIxKuDdU0/s72-c/equador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-8789564756924255235</id><published>2010-01-11T22:42:00.000-02:00</published><updated>2010-02-21T07:23:48.857-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Wildcats: Como matar um Wildcat - Joe Casey e Sean Phillips</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S0vFeosb-wI/AAAAAAAABIA/OBz4WXdXSO8/s1600-h/wildcats_comomatarumwildcatencadernadosm.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 133px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S0vFeosb-wI/AAAAAAAABIA/OBz4WXdXSO8/s200/wildcats_comomatarumwildcatencadernadosm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425647306208443138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na década de 1990, os quadrinhos da Marvel estavam com a bola toda, com desenhistas superstars como Jim Lee, Todd McFarlene e Marc Silvestri. Seus desenhos super-estilizados, uma novidade para a época (mas que logo se transformariam no estereótipo do machão musculoso e da heroína gostosona) faziam certos títulos chegarem à tiragem de milhões (como a famosa mini-série dos X-Men de Jim Lee), e o que eles ganhavam com isso? Salários de desenhistas, nada mais. Nenhuma porcentagem das vendas, nenhum direito sobre personagens criados por eles. Revoltados – e olhando uma mina de dinheiro à frente – os tais desenhistas-estrelas criaram a Image Comics em 1992, editora na qual cada um teria os direitos de suas criações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época de sua criação, a Image Comics nada mais era do que uma cópia das editoras Marvel e DC, com super-heróis no mesmo estilo, alguns grosseiramente copiados. Um grupo destes super-heróis se chamava WildC.A.T.s, criados por Jim Lee, e como todos os outros, era cheio de fortões e gostosonas, sem nada a acrescentar à cultura de ninguém. Essa foi a imagem dos Wildcats que ficou na minha cabeça, por isso nunca tive muito interesse em acompanhar a série. Porém, acho que todo ser tem em si a possibilidade de evoluir – não vê os Beatles, de boys band à maior banda de rock da história? – e visitando fóruns na internet li comentários muito elogiosos a respeito do que os Wildcats haviam se tornado. A informação que recebi foi que um arco havia sido escrito até por Alan Moore, ou seja, Deus – isso não é pouca coisa. Depois dessa, com certeza alguma coisa havia mudado, e isso ficou na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, forçado a uma viagem de ônibus imprevista, sem tempo para preparar o livrinho para ler durante o trajeto, entrei numa banca para pegar alguma coisa que me distraísse – odeio viagens de ônibus! – e me deparei com dezenas de gibis da Panini, daqueles de super-herói com quatro histórias no miolo, três medíocres e uma razoável, todas já iniciadas em outras edições e com o clássico “continua” no final. Já estava preparado para comprar qualquer porcaria melhor do que isso, talvez até aqueles livrinhos eróticos com casais seminus na capa, quando encontrei enterrada no fundo da banca uma edição encadernada de Wildcats, com o selo da quase finada editora Pixel Media – que não costuma publicar besteiróis americanos – e me salvei de algumas horas de tédio infernal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente tive uma surpresa e pude comprovar como mudou a orientação das histórias destes personagens. A revista em questão se chama “Como matar um Wildcat”, reunindo varias histórias em 160 páginas. Ainda existem reminiscências de quadrinho-espetáculo em algumas partes, mas a maioria da revista é composta por desenhos sombrios e crus, e os temas são mais adultos do que pura pancadaria. A trama é muito interessante, e mesmo eu, que não conhecia quase nada sobre nenhum personagem, pude entender o que se passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira história é independente das outras, sobre um personagem chamado Warblade em busca de vingança contra um vilão que matou sua namorada. Desenhos razoáveis de Carlos Meglia (quem?), e roteiro dispensável de Scott Lodbell, nada mais. A trama principal do volume começa mesmo na segunda história. O grupo original se desfez, e um mistério a respeito do chefe do grupo faz com que alguns deste antigos heróis suspeitem estar sendo manipulados e enganados e se juntem para descobrir a verdade. Uma trama muito bem-feita, com personagens bem caracterizados e um final que aparentemente redefine os rumos do grupo. Bom roteiro de Joe Casey e desenhos estilizados e justos de Sean Phillips. No meio da revista há também outra história da fase besteirol americano, tipo um interlúdio sem motivo algum e sem nenhuma ligação com a trama principal, mas nada demais, é só pular algumas páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminando a leitura de “Como matar um Wildcat” dá vontade de comprar o próximo volume encadernado, mas com o vergonhoso fim da Pixel Media, infelizmente creio que vou ficar só na vontade mesmo, até que outra editora adquira os direitos sobre o grupo. Os Wildcats mudaram, e pelo que acompanho dos quadrinhos americanos a Image também – a editora não publica mais os personagens bombados de sua fase inicial, e hoje aparentemente seus títulos são mais sérios, com temática adulta. Um brinde à evolução!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Pixel&lt;br /&gt;Páginas: 160&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal (em lojas especializadas)&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-8789564756924255235?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/8789564756924255235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/01/wildcats-como-matar-um-wildcat-joe.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8789564756924255235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/8789564756924255235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2010/01/wildcats-como-matar-um-wildcat-joe.html' title='Wildcats: Como matar um Wildcat - Joe Casey e Sean Phillips'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/S0vFeosb-wI/AAAAAAAABIA/OBz4WXdXSO8/s72-c/wildcats_comomatarumwildcatencadernadosm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-2770910947483516971</id><published>2009-12-29T16:59:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T21:13:28.917-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>O Último Imperador - Edward Behr</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SzpcIN5JWBI/AAAAAAAAA54/BKObhbvRKew/s1600-h/uimp.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SzpcIN5JWBI/AAAAAAAAA54/BKObhbvRKew/s200/uimp.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420746397731870738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Geralmente, bons livros são adaptados para o cinema, mas no caso de "O Último Imperador", aconteceu o inverso. A obra-prima de Bertolucci fez tanto sucesso que foi imperativo (sem trocadilhos) que a impressionante história verídica  de P`u-i fosse parar nas prateleiras das livrarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também geralmente, as histórias transformadas em filmes perdem muito de sua qualidade - o que também não é o caso aqui, pois "O Último Imperador" é um filme fantástico, onde se destaca a genialidade do diretor -, mas quase sempre elas perdem algo de seu conteúdo, dadas as limitações de tempo até nos maiores longas metragens. O filme de Bertolucci não foi feito para explicar os pormenores da vida de P`u-i, mas sim apresentar esta figura ímpar na história de uma forma artística insuperável. Lendo o livro após ver o filme, percebe-se que muita informação extra foi incluída nesta biografia, mesmo histórias paralelas de coadjuvantes na vida de P`u-i, para o deleite de qualquer espectador que saiu dos cinemas satisfeito na década de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biografia do último imperador da China escrita por Edward Behr começa antes do que se mostra no filme, apresentando a situação na China, que era uma quase colônia das potências europeias, humilhada e praticamente saqueada, e as intrigas palacianas que cercaram a sucessão da malígna imperatriz viúva Tz`u-hsi, predecessora de P`u-i. Só então o livro começa a tratar da vida do último imperador, que aos três anos já fora coroado e tornou-se prisioneiro na Cidade Proibida - a China era uma República, mas os líderes não ousaram destituir o povo deste símbolo presente na história do país desde o terceiro milênio antes de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o restante da vida de P`u-i - sua expulsão da Cidade Proibida, a aliança com os japoneses que conquistaram a Manchúria antes da II Guerra Mundial, sua captura pelos comunistas de Mao Tsé-Tung no poder, a prisão e sua transformação em cidadão modelo da República Popular da China - além de serem esmiuçados aos mínimos detalhes, são analisados pelo autor, dando muito mais sentido a diversas passagens do filme. Todos que cruzaram seu caminho - esposas, servos, os poucos amigos que o ajudaram e as muitas pessoas que tiraram proveito de sua posição - também tiveram este cuidado do autor. Depois de todas as informações dispostas nas 280 páginas do livro, cabe ao leitor julgar esta personalidade sem igual: bondoso? inteligente? covarde? mesquinho? manipulador? sincero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward Behr utilizou como fontes de sua pesquisa, além de documentos oficiais, jornais e conversas com pessoas que viveram ao lado de P`u-i, dois livros escritos por personagens desta história: um do tutor do jovem imperador, o escocês Reginald Fleming Johnston, que narrou seus dias na Cidade Proibida, e a própria autobiografia de P`u-i, um livro cheio de meias-verdades escrito por um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ghost writer&lt;/span&gt; chinês. Intitulado "O Último Imperador da China", também teve tradução para o português, e é encontrável em sebos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Bertolucci é uma aula de como fazer um filme, e ganhou uma porção de prêmios pelo mundo. O livro, que ganhou um prêmio Gutemberg, é uma aula de história da China e do mundo contemporâneo traçada ao redor de alguém que viveu diferentes mundos da forma mais intensa possível, alguém que nasceu nobre, muito cedo se tornou imperador e morreu jardineiro e cidadão comunista, talvez sinceramente, talvez por interesse. Veja o filme, depois leia o livro (apesar de esgotado, é fácil encontrar em sebos), e ligue o dvd de novo para atentar aos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Record&lt;br /&gt;Páginas: 281&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SzpdndaFEKI/AAAAAAAAA6I/wBwJpVJS_nU/s1600-h/BehrEdward.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-2770910947483516971?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/2770910947483516971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-imperador-edward-behr.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2770910947483516971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2770910947483516971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-imperador-edward-behr.html' title='O Último Imperador - Edward Behr'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SzpcIN5JWBI/AAAAAAAAA54/BKObhbvRKew/s72-c/uimp.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-6940733043737690099</id><published>2009-12-22T19:34:00.001-02:00</published><updated>2010-10-24T21:02:28.300-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Fritz the Cat - Robert Crumb</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SzFIlLLUpPI/AAAAAAAAA5o/TWzn0Z7l-fU/s1600-h/fritz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 158px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SzFIlLLUpPI/AAAAAAAAA5o/TWzn0Z7l-fU/s200/fritz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418191630196057330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já citei Rubert Crumb por aqui na resenha sobre a &lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2009/11/zap-comix-varios-autores.html"&gt;Zap Comix&lt;/a&gt;, livro no qual ele é um entre outros excelentes artistas, mas pela sua importância no mundo dos quadrinhos, a editora Conrad publicou há alguns anos boa parte de sua obra em volumes de boa qualidade. A maior parte desta coleção se encontra na minha estante, e um dos livros mais importantes é "Fritz the Cat".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fritz é um gato antropomorfizado através do qual Robert Crumb criticou a sociedade americana da década de 1960. Ele é um malandro desbocado que faz sexo com todo o tipo de garotas, usa drogas e se mete em situações insólitas muitas vezes alheias à sua vontade. Cada camada social é representada por animais diferentes - por exemplo, os corvos são uma metáfora interessante para os negros, e seus perseguidores, os gatos, são os brancos. Também numa crítica debochada ao macartismo e à fobia anticomunista ainda vivos naquela época, os chineses são retratados como ratos. Outros animais são utilizados somente para representar a diversidade, sobretudo das garotas com quem Fritz transa - jacarés, cadelas, éguas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem foi inspirado no gato do autor quando criança, "Fred" (segundo suas palavras, "o típico gato miserável, vagabundo e sujo"), e na primeira história ("Vida de Gato"), que é bem diferente das outras, com os gatos em suas formas originais e na única ocasião onde aparecem seres humanos, Fritz é apenas um coadjuvante, sendo Fred a estrela. Estas primeiras páginas são desenhadas a lápis, ainda durante a juventude de Crumb, uma época em que ele desenhava para divertir seus irmãos e evitar ter contato com o resto do mundo. "Vida de Gato", ao invés de zoar com toda a sociedade da época, é uma história simples, inocente (se comparada com o restante) e uma das melhores do livro, mas acho que só pode ser compreendida corretamente por quem tem ou já teve um gato - o que é o meu caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo começa a ficar mais pesado a partir da segunda história, na qual Fritz, agora bípede e vestido, visita a casa da mãe, revê a irmã que cresceu e acaba trepando com ela. O restante são sátiras a figuras da época - a maioria ainda muito atuais -, como vendedores pilantras, mágicos charlatões, agentes secretos, ídolos do rock, líderes revolucionários. No meio de todas as excelentes histórias, para mim uma se destacou: "Fritz cai fora", que traduz de forma sem igual o climão de fins da década de 1960, meio hippie, meio beatnik, totalmente livre. Aqui, Fritz se cansa de tudo, taca fogo nos seus livros da faculdade (e consequentemente no apartamento que dividia com os amigos), se mete em várias furadas e mete o pé na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coletânea "Fritz the Cat" é fundamental na bibliografia básica de quadrinhos por causa da importância histórica do personagem e de sua qualidade, e ignorando erros mínimos, a edição da Conrad merece nota máxima, já que na época de seu lançamento (2004) era a antologia mais completa do gato em todo o mundo, incluindo até desenhos inacabados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Crumb foi o criador e maior representante dos quadrinhos underground, tendo virado tema do documentário "Crumb", de 1994. Ele está com 66 anos e atualmente se dedica a quadrinizar todo o antigo testamento - palavra por palavra! -, mas quem imagina o lado religioso do autor incorre ao erro: ele mesmo já disse que é exclusivamente pela bela grana que está recebendo para isso - 1 milhão de dólares adiantados só pelo "Gêneses", segundo rumores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fritz the Cat nasceu como uma brincadeira entre irmãos, se tornou o principal personagem underground da década de 1960, chegou até a virar uma animação bacana (que dá para encontrar em sites de download) e por causa de todo esse sucesso foi morto pelo seu criador. Sua última história é de 1972.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Conrad&lt;br /&gt;Páginas: 136&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SzFIzLk6ASI/AAAAAAAAA5w/m18iKOIrl0Q/s1600-h/crumb_selfportrait.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-6940733043737690099?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/6940733043737690099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/12/fritz-cat-robert-crumb.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/6940733043737690099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/6940733043737690099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/12/fritz-cat-robert-crumb.html' title='Fritz the Cat - Robert Crumb'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SzFIlLLUpPI/AAAAAAAAA5o/TWzn0Z7l-fU/s72-c/fritz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3442005271948222919</id><published>2009-12-13T15:46:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T21:02:12.165-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Científica'/><title type='text'>O Messias de Duna - Frank Herbert</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SyUy83MeVkI/AAAAAAAAA5Y/FLN8akZJF48/s1600-h/Duna%25202.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 131px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SyUy83MeVkI/AAAAAAAAA5Y/FLN8akZJF48/s200/Duna%25202.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414790148172699202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim, &lt;a href="http://redelivro.blogspot.com/2008/07/duna-frank-herbert.html"&gt;Duna&lt;/a&gt; é a melhor série de livros de ficção científica - e talvez a melhor série de livros em geral. Depois que li o primeiro volume da série, demorei mais de um ano para digeri-lo por completo, tamanha a complexidade do universo criado por Frank Herbert. Neste período, pesquisei bastante sobre tudo relacionado à série, li Duna desde o começo mais uma vez para relembrar os muito detalhes e termos criados pelo autor, vi o filme de 1984 (que é uma porcaria!) e só então comecei a ler "O Messias de Duna", o segundo livro da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro tem início 12 anos após os acontecimentos de Duna, tempo durante o qual a Jihad é estabelecida pelo universo e Paul Atreides comanda o poderoso império através de suas hordas fremem. Atormentado por suas visões do futuro (ou das possibilidades do futuro), o Muad`Dib (como Paul é conhecido entre seus fanáticos seguidores) luta para se desviar de futuros desastrosos e moldar a realidade de acordo com seus planos, enquanto uma conspiração tenta destruí-lo em benefício da grande companhia de comércio, já que o imperador controla sozinho toda a produção de melange, o produto mais importante do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser bom, "O Messias de Duna" não alcança o estrondoso sucesso do primeiro livro, mas para os fãs é uma bela continuação desta maravilhosa saga. Não há tanta ação, e nem tanta reviravolta na história, sendo este volume bastante menor que o primeiro, mas a trama é muito bem elaborada e se transforma quase numa história policial quando se chega ao final e toda a conspiração é finalmente elucidada. O aparecimento de novos componentes do universo de Frank Herbert, como alienígenas e organizações secretas é um prato cheio para quem leu Duna e ficou querendo mais, bem como o destino e o retorno de antigos personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Messias de Duna" é fundamental para os fãs da série, mas descartável para quem não leu o primeiro volume, pois para estes será uma leitura incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Nova Fronteira&lt;br /&gt;Páginas: 283&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.multibrasil.net/2010/07/o-messias-de-duna-frank-herbert.html"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SyUzjWJc9jI/AAAAAAAAA5g/asLqZm_7koc/s1600-h/frank_herbert_t.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3442005271948222919?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3442005271948222919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/12/o-messias-de-duna-frank-herbert.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3442005271948222919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3442005271948222919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/12/o-messias-de-duna-frank-herbert.html' title='O Messias de Duna - Frank Herbert'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SyUy83MeVkI/AAAAAAAAA5Y/FLN8akZJF48/s72-c/Duna%25202.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3278473376076055940</id><published>2009-12-05T16:40:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T21:02:40.074-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Científica'/><title type='text'>827 Era Galática - Isaac Asimov</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/Sxq0Sp9iFbI/AAAAAAAAA5I/x9imepHOdgs/s1600-h/_827eragalactica.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 135px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/Sxq0Sp9iFbI/AAAAAAAAA5I/x9imepHOdgs/s200/_827eragalactica.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411836134833657266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fantástica imaginação de Isaac Asimov rendeu à humanidade 463 livros, entre diversos temas, mas principalmente ficção científica, gênero que o tornou venerado por milhões de nerds de diversas gerações. Para minha introdução à sua obra, deixei de lado os famosos contos de robôs (como "Eu, robô" e  "O Homem Bicentenário") ou a considerada obra prima "Fundação" e escolhi algo menos conhecido, "827 Era Galática", primeiro livro da série "Império Galático".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta série se passa num futuro aparentemente muito distante, no qual a Terra é um planeta insignificante em relação aos outros milhares habitados por seres humanos, assolado por radiação (provavelmente por causa de uma guerra nuclear), e por isso pobre e vítima de preconceito do resto da humanidade espalhada pelo universo. Enretanto, é ignorado que a própria humanidade surgiu aqui e depois se espalhou pelo universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama se dá em torno de Joseph Schwartz, um alfaiate americano idoso que, caminhando pela rua fazendo planos para sua iminente aposentadoria, é atingido por uma raio que o transporta para o ano 827 da Era Galática, uma época em que as pessoas não têm o direito de viver após os 60 anos, devido aos escassos recursos do planeta - exceto personalidades muito importantes. Paralelamente, um arqueólogo chega à Terra para tentar provar que a humanidade tem origem no nosso planeta (o que contraria a teoria vigente de que os seres humanos teriam se originado de forma dispersa), e um cientista e sua filha trabalham em experiências para aumentar as capacidades mentais dos seres humanos, sob a repressão do governo terrestre e um quadro de tensão crescente deste com o império galático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama do livro é bastante interessante, nem tanto pelo que acontece com os personagens e o rumo da história, mas sim pela imaginação de um planeta Terra no futuro, suas instituições, sociedade, ecologia e posição política no universo. Os personagens são bons, mas não ótimos, e o final é um pouco previsível. "827 Era Galática" está longe de ser um livro sensacional, mas não deixa de ser uma leitura leve e divertida e uma porta de entrada para o poder da obra de Isaac Asimov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Hemus&lt;br /&gt;Páginas: 235&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/Sxq0ZPXnpPI/AAAAAAAAA5Q/fOfVDamohx0/s1600-h/Isaac_Asimov.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3278473376076055940?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3278473376076055940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/12/827-era-galatica-isaac-asimov.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3278473376076055940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3278473376076055940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/12/827-era-galatica-isaac-asimov.html' title='827 Era Galática - Isaac Asimov'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/Sxq0Sp9iFbI/AAAAAAAAA5I/x9imepHOdgs/s72-c/_827eragalactica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-4148417170162955655</id><published>2009-11-28T19:39:00.000-02:00</published><updated>2010-01-24T16:01:59.373-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Zap Comix - vários autores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SxI8N1NMijI/AAAAAAAAA5A/jJoA2BhaIA4/s1600/zap.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 158px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SxI8N1NMijI/AAAAAAAAA5A/jJoA2BhaIA4/s200/zap.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409452310743779890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final da década de 1960, em meio à guerra do Vietnã, ao conflito capitalismo x comunismo e ao sistema conservador que reprimia qualquer expressão de liberdade, jovens do mundo todo erguiam suas barricadas, físicas ou simbólicas, jogando pedras em soldados dos regimes ditatoriais no Brasil e no leste europeu, ou fazendo sexo e usando drogas sem parar. Tudo foi afetado: os hábitos, a música, a moda, e também os quadrinhos, que até então eram ingênuos e infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caretice dos quadrinhos tinha uma base forte: na década de 1950, um tal Fredric Wertham escreveu um livro chamado "A sedução dos inocentes", no qual afirmava "cientificamente" a periculosidade das histórias em quadrinhos nas mentes das criancinhas - segundo essa teoria, os garotos sofriam alto risco em pendurarem um lençol no pescoço e se jogarem das janelas dos prédios achando que iam voar como o Super-Homem... Para salvar sua pele, as próprias editoras entraram num esquema de auto-censura através do "Comics Code Authority", um selo obrigatório em todos os gibis, indicando que os mesmo não apresentavam "riscos" para seus pequenos leitores - um longo index indicava o que era permitido e o que não era, como por exemplo, o bem ser derrotado pelo mal... Furar este bloqueio não era fácil, e poucos conseguiram, como em 1952 a revista Mad (que teve que mudar de formato para não ser classificada como gibi e foi investigada pelo FBI sob suspeita de incitar a delinquencia juvenil). Contudo, a venerada Mad foi vendida em 1961 por questões fiscais, e então entrou no esquema das grandes editoras, perdendo seu encanto e sua importância. A caretice voltava aos quadrinhos, mas no ambiente de mudanças da década de 1960, surge a Zap Comix, no emblemático ano de 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Zap Comix é uma lenda entre os fãs de quadrinhos, por ter quebrado a barreira do Comics Code Authority e aberto as portas para os quadrinhos adultos e underground. Seu nascimento já é uma história e tanto: Robert Crumb, seu criador, vendia pessoalmente as revistas nas ruas de São Francisco. Sua namorada, grávida, decidiu ajudá-lo, e o casal perambulava pela capital hippie carregando as revistas dentro de um carrinho de bebê. Com o sucesso do primeiro volume, a publicação passou a contar com mais seis autores: S. Clay Wilson, Robert Willians, Spain Rodriguez, Victor Moscoso, Rick Griffin e Gilbert Shelton, cada um com sua doidice (surfe, drogas, carros, comunismo...), mas todos extremamente talentosos. Após a publicação da edição no. 4, os autores tiveram que enfrentar processo judicial por causa do conteúdo imoral da revista, o que foi, ao lado do julgamento dos oito ativistas de Chicago, um recado de que a repressão armava seu contra-ataque nos Estados Unidos, e a era hippie já era. Apesar disso, a Zap Comix teve 14 números, até 1996, quando Crumb desistiu de participar. As revistas eram lançadas mais ou menos a cada 3 anos. Em 2005 foi lançado o número 15, mas desconheço se Crumb participou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo das revistas era de cunho altamente contestador, apresentando tudo o que era proibido, e ao mesmo tempo mostrando o clima da época. Algumas histórias tinham apenas uma página, outras um pouco mais, mas todas eram recheadas com muito humor. Algumas narrativas apresentam uma organização básica e estrutura normal, outras são puro psicodelismo, e ainda tinham páginas que satirizavam as propagandas dos gibis da época, e outras que eram simplesmente painéis surreais. Zoação com os quadrinhos caretas também não faltam, como o Javali-Maravilha. Uma das histórias mais engraçadas é a de um barco de piratas gays, que expõem seus desejos sexuais com seus companheiros explicitamente (coisas como "adoro que todos os marujos gozem na minha boca!"), e são atacados por um barco de piratas lésbicas. Outra também muito legal é uma passagem da vida real - uma discussão entre três membros da Zap e Crumb, quando este decidiu largar a revista - contada de três maneiras diferentes, cada uma mais engraçada que as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O volume publicado pela editora Conrad é uma compilação de 1968 até 1996, e apesar do belo trabalho dos editores brasileiros, da ótima introdução de Rogério de Campos contextualizando a obra e um acabamento de primeira, justamente aí se localiza um ponto fraco: me pareceu que as histórias compiladas perdem o vigor e muito de seu sentido fora da estrutura independente da época, mas essa é a única maneira de conhecermos esse importante trabalho, pois seria comercialmente inviável a reedição dos originais como foram publicados. O único ponto negativo da edição brasileira foi a falta de créditos dos artistas e datas em algumas histórias, mas pelas referências a acontecimentos contemporâneos a elas, dá para se ter uma noção aproximada de sua data na maioria das vezes. Por causa desses pequenos problemas, minha avaliação da edição brasileira de Zap Comix não vai atingir a nota máxima, mas as histórias em si são excelentes e essenciais para quem curte quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Conrad&lt;br /&gt;Páginas: 187&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-4148417170162955655?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/4148417170162955655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/11/zap-comix-varios-autores.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4148417170162955655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4148417170162955655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/11/zap-comix-varios-autores.html' title='Zap Comix - vários autores'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SxI8N1NMijI/AAAAAAAAA5A/jJoA2BhaIA4/s72-c/zap.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-5036697913461167782</id><published>2009-11-23T20:37:00.000-02:00</published><updated>2009-11-23T21:26:40.649-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>A Formação das Almas - José Murilo de Carvalho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SwsZq-3zEkI/AAAAAAAAA4w/VlUTd_uVi1s/s1600/cia_letras_formacao_almas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 138px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SwsZq-3zEkI/AAAAAAAAA4w/VlUTd_uVi1s/s200/cia_letras_formacao_almas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407444003810644546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Durante o período da ditadura militar no Brasil, uma quantidade considerável de recursos do país foi utilizada em realizações que muito pouco contribuíram para o avanço na direção de um povo apto para sua autodeterminação, sendo uma delas a ação deliberada no sentido de formar cidadãos sem o menor pensamento crítico em relação ao seu país. Apesar de ter nascido nos últimos anos deste período infame e, portanto, ter passado os primeiros anos da escola já no governo do bigodudo maranhense, lembro bem de ter aprendido que o verde da bandeira representa nossas florestas, o amarelo nossas riquezas e que o sentido de "ordem e progresso" era simplesmente como está no dicionário - resultado dos 20 anos ateriores, tempo em que minha professora aprendeu isso na escola dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ditadura chegando ao fim, uma onda de desejos de libertação tomou conta do Brasil, não só com as letras sacanas da Blitz e do Ultraje a Rigor, mas também nas obras dos historiadores da época, como "A formação das Almas", de José Murilo de Carvalho. Este interessante livro aborda o período inicial da república com um pouco menos do glamour contido nos livros didáticos da época da minha mãe, mostrando o real sentido de fatos relacionados ao ato da proclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão central abordada no livro é: que país se quis criar com a mudança de regime? E afinal, que país foi criado? Primeiramente, há que se saber quem queria criar este país, e devemos ser apresentados aos personagens que lideraram este processo. O problema é saber quem foram os verdadeiros líderes que promoveram a proclamação da república, já que cada um deles (Deodoro, Constant, Floriano e Bocaiúva) teve seu nome escrito na história de acordo com os interesses da época. Sem que se chegasse a um consenso sobre quem seria o herói da pátria, a grande responsabilidade recaiu sobre Tiradentes, que até então nada tinha a ver com a história em questão, mas sua escolha pegou tão bem que sua imagem foi utilizada (sem sua permissão, diga-se de passagem) tanto por governos militares como por grupos guerrilheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da discussão sobre os heróis e formadores de nossa pátria, o livro de José Murilo também discute os símbolos do país, como a bandeira e o hino (de forma muito menos gloriosa do que a história das florestas e das riquezas nas cores do pavilhão), e os que tentaram ser mas não foram - como a tentativa de se identificar a república como uma mulher (que logo foi transformada em prostituta pelos opositores do novo regime). Tudo isso foi fruto de inteligente pesquisa do historiador da UFRJ, com seu característico sarcasmo sutil e muitas figuras de época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Formação das Almas" é um excelente trabalho de nível acadêmico bastante acessível também para leitores de fora da academia, sem chateações eruditas ou linguagem para iniciados no ambiente dos pós-doutores. Essencial para qualquer cidadão que pretende conhecer as origens do país onde vive, compreender as entrelinhas nas palavras da bandeira nacional ou pelo menos saber quem são os senhores representados nas estátuas que dividem lugar com as cotias na Praça da República.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Companhia das Letras&lt;br /&gt;Páginas: 168&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-5036697913461167782?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/5036697913461167782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/11/formacao-das-almas-jose-murilo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5036697913461167782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/5036697913461167782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/11/formacao-das-almas-jose-murilo-de.html' title='A Formação das Almas - José Murilo de Carvalho'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SwsZq-3zEkI/AAAAAAAAA4w/VlUTd_uVi1s/s72-c/cia_letras_formacao_almas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-2551187212166850318</id><published>2009-08-29T13:20:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T21:03:12.133-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>Abusado - Caco Barcellos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/Spl_LD6G9hI/AAAAAAAAA3M/X72hPl87fJU/s1600-h/abusado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/Spl_LD6G9hI/AAAAAAAAA3M/X72hPl87fJU/s200/abusado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375467458247718418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início desta semana, o Bope matou o bandido conhecido como "Joaozinho", braço direito de Fernandinho Beira-Mar, o maior traficante de drogas em atividade no Brasil, mesmo atrás das grades. Na segunda-feira, uma multidão acompanhou o enterro de Joaozinho, que era tido como herói por causa de seu assistencialismo nas favelas que comandava. Comerciantes do centro da cidade de Duque de Caxias, vizinha do Rio de Janeiro, fecharam as portas com medo de arrastões. Segundo alguns colegas que moram lá, motoqueiros armados e carros de som soltavam ameaças a quem quer que ouvisse. As autoridades negam o fato, afirmando tratar-se de boatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demonstração de vitalidade da figura do bandido-herói me fez lembrar uma leitura de alguns anos atrás que aborda o tema, o livro "Abusado: o dono do morro Dona Marta", de Caco Barcellos. Nessa polêmica obra, o jornalista acompanhou  parte da vida de Marcinho VP, chefe do tráfico na favela carioca de Botafogo, "abusado" (bandido que troca tiros com a polícia) e herói da comunidade. Apesar de ser uma reportagem, o livro foi feito em forma de romance, sendo "JulianoVP" (pseudônimo, como para todas as outras pessoas relacionadas a ele) o protagonista que atua numa história cheia de passagens chocantes e curiosas (como a filmagem do clip "They don´t care about us", do Michael Jackson) intercalada com sub-tramas de personagens da favela, como a do homem educado que subia o morro para cheirar cocaína ou da mulher que cansa de ser "otária" e vai viver a vida do jeito que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caco Barcellos vivenciou muitos momentos com o traficante, se arriscando quando ele era foragido na Argentina ou subindo o morro para gravar entrevistas. Talvez essa proximidade com Marcinho VP tenha interferido na imparcialidade jornalística do autor, que apresentou o marginal com seu lado humano, sua infância, sua religiosidade, seu carinho por Jovelina Pérola Negra, seu gosto por pequenas coisas como feijão, dentre outras características que muitas vezes ofuscavam o lado perverso de alguém que lucra com o vício alheio e ameaça a vida de outras pessoas - apesar de Caco Barcellos em momento algum ter demonstrado apoio ou sequer simpatia por suas ações criminosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição pessoal de Caco Barcellos no processo de produção deste livro foi bem maior do que se tivesse sido qualquer outro jornalista, já que ele não era nada desconhecido pela polícia, pois após escrever "Rota 66", livro que trata de grupos de extermínio formados por policiais, teve que viver um bom tempo longe do Brasil por causa de ameaças de morte. Apesar de algumas falhas, "Abusado" é resultado de um trabalho bastante competente de investigação e interpretação, atrelado a uma escrita envolvente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Record&lt;br /&gt;Páginas: 588&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.esnips.com/doc/66683685-68f6-4142-bb76-4ec1a2ff1674/Miguel-Sousa-Tavares---Equador-%28pdf%29%28rev%29"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: algum tempo depois do lançamento do livro, Marcinho VP foi encontrado morto dentro de uma lixeira no presídio onde cumpria pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-2551187212166850318?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/2551187212166850318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/08/abusado-caco-barcellos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2551187212166850318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/2551187212166850318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/08/abusado-caco-barcellos.html' title='Abusado - Caco Barcellos'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/Spl_LD6G9hI/AAAAAAAAA3M/X72hPl87fJU/s72-c/abusado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-3319722423196039950</id><published>2009-08-24T16:10:00.001-03:00</published><updated>2011-12-20T18:42:25.974-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>A Assustadora História do Holocausto - Michael Robert Marrus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SpLxGyU85AI/AAAAAAAAA28/s0Kh0ZvQnTw/s1600-h/assust-holoc.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373622404297581570" src="http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SpLxGyU85AI/AAAAAAAAA28/s0Kh0ZvQnTw/s200/assust-holoc.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 200px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 144px;" /&gt;&lt;/a&gt;Na época de escola, assisti a uma palestra de Aleksander Henryk Laks, um judeu polonês que sobreviveu ao holocausto. Me lembro de coisas horríveis que ele disse para todas as crianças e adolescentes no auditório, como ver sua mãe entrando no trem que partia para Auschwitz ou seu pai morrendo a pauladas. Obviamente aquilo teve um impacto muito forte sobre todos nós, e provavelmente muitos, como eu, guardaram para o resto da vida. Desde então, o holocausto, assim como tudo que se refere à Segunda Guerra Mundial, se tornou de grande interesse para mim, e tive a oportunidade de aprofundar os conhecimentos nesse tema com a leitura de "A Assustadora História do Holocausto", de Michael R. Marrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é voltado para o grande público, dando uma visão geral sobre o que foi o holocausto e como agiram os judeus, os nazistas, as populações locais, a igreja católica, a opinião pública mundial e a comunidade internacional. Não há pesquisa original do autor, mas sim um apanhado de toda a historiografia de até então (meados da década de 1980) com a interpretação de Michael Marrus. Com o início do livro debatendo sobre a natureza do holocausto - a discussão entre historiadores "funcionalistas" e "intencionalistas", cada capítulo posterior analisa e relativisa a culpa de cada um dos envolvidos - a opinião pública que não pressionou o suficiente, a pífia resistência judaica, as populações que apoiaram o extermínio dos judeus ou os governos dos países aliados que fizeram menos do que podiam no final da guerra. "A Assustadora História do Holocausto" é uma obra grandiosa e repleta de imagens chocantes - em minha opinião, as de jogos infantis e desenhos que estimulavam o ódio nas crianças alemãs são piores do que a de cadáveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que seja uma obra generalista e escrita para o público não especializado, e que o historiador canadense fuja do rigor acadêmico através da emissão de opiniões pessoais, a obra de Michael Marrus não descarta a citação de fontes e discussão historiográfica, e apresenta uma vasta recomendação de leituras para quem quirer se aprofundar no assunto. Não conheço a atual historiografia sobre o holocausto, mas digamos que este livro é, para a época em que foi escrito e para o público menos rigoroso, completo, a melhor opção para conhecer mais sobre este massacre que vitimou cerca de 6 milhões de judeus em pouco mais de cinco anos, além de ciganos, homossexuais, católicos confundidos com judeus e outras minorias. Vale lembrar que o título do livro (The Holocaust in History) foi modificado no Brasil para ter mais apelo através da série de "assustadoras histórias" (do terrorismo, da maldade, etc.).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Prestígio&lt;br /&gt;Páginas: 431&lt;br /&gt;Disponibilidade: esgotado&lt;br /&gt;Avaliação: * * * * *&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SpLxi1azUlI/AAAAAAAAA3E/QpCQyZ_EBPg/s1600-h/Marrus.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-3319722423196039950?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/3319722423196039950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/08/assustadora-historia-do-holocausto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3319722423196039950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/3319722423196039950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/08/assustadora-historia-do-holocausto.html' title='A Assustadora História do Holocausto - Michael Robert Marrus'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SpLxGyU85AI/AAAAAAAAA28/s0Kh0ZvQnTw/s72-c/assust-holoc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-1678561247242181875</id><published>2009-08-14T08:49:00.000-03:00</published><updated>2010-08-25T16:05:55.595-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção Histórica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>O Condenado - Bernard Cornwell</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SoVY3J9-kvI/AAAAAAAAA2U/-M_6CwcSQLg/s1600-h/condenado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 137px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SoVY3J9-kvI/AAAAAAAAA2U/-M_6CwcSQLg/s200/condenado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369795835301106418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha relação com os livros de Bernard Cornwell é, no mínimo, engraçada - para não dizer patética. Veja a primeira postagem deste blog. É sobre "As Crônicas de Artur", um livro que avaliei como excelente, puxei tanto o saco que parece que estou falando de quase uma obra-prima. Não que eu tenha exagerado, os três livros da série são o que há de melhor que já li neste estilo, mas... passe para o segundo livro do autor aqui no blog, "O Tigre de Sharpe". É um bom livro para se divertir, mas comparado com os anteriores, repare os primeiros sinais de decepção no meu discurso. Não dava para acreditar que um livro daquele não era exceção na carreira de alguém que tivesse escrito algo tão bom como "As Crônicas de Artur", e no final da resenha ainda classifiquei Cornwell como "genial". A nova chance foi dada na série "As Crônicas Saxônicas", que gira em torno da história dos vikings, povo que sou fascinado. Lida desde o início, esperei dessa série a mesma vitalidade que havia lido anteriormente, mas aí apareceram os mesmos vícios de escrita de Cornwell, a repetição da velha fórmula que gera receita até hoje, e as coisas começaram a ficar claras para mim: Bernard Cornwell seria uma escritor de um livro só. Na música eu já tinha visto vários exemplos disso, mas na literatura foi a primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última chance ainda foi dada no livro "O Condenado", mais porque já o havia comprado anteriormente do que por boa vontade. Neste livro, Bernard Cornwell apresenta uma história diferente das escritas anteriormente, com a violência dos campos de batalha dando lugar à investigação de um crime, como sempre na Inglaterra, mas agora no século XIX. Rider Sandman, um oficial do exército britânico que chega das guerras napoleônicas falido e não encontra nenhuma ocupação digna, se vê envolvido na investigação de um assassinato que pode condenar um inocente à morte. Cabe a ele descobrir quem é o verdadeiro assassino e fazer justiça - a mesma chamada para dezenas de filmes que já passaram no Super Cine, ambientada num período diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro capítulo do livro descreve a execução de pessoas na forca com um detalhismo impressionante, e isso me empolgou para ler logo o restante do trabalho, mas a partir de então, o bom e velho estilo comercial de Cornwell toma o lugar da criatividade e da beleza descritiva de uma introdução onde o autor deu tudo de si e perdeu toda a energia criativa para continuar as outras centenas de páginas. Começa um texto massante, uma história paralela de amor platônico e vários trechos monótonos. Dava até para me arrastar mais um pouco na leitura e saber como termina esse livro que não chega a ser tão ruim, mas preferi parar no meio e procurar alguma coisa melhor para ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez se eu nunca tivesse lido nada de Bernard Cornwell eu não ficaria tão irritado, mas repito, o que cansa é a falta de recursos do autor para diferenciar seus livros uns dos outros. Talvez eu esteja sendo pouco piedoso também, pois Bernard Cornwell é só um ser humano, e não um semi-deus como a molecada o trata pelas páginas da internet. Não é todo mundo que nasceu com o dom de um Jorge Luis Borges ou um Ernest Hemingway, não podemos esperar tanto de alguém só porque faz sucesso, Paulo Coelho está aí para provar. Não chego a achar Cornwell um escritor medíocre, há que se levar em conta o que ele fez nas "Crônicas de Artur", mas, daqui pra frente, nada de novos livros dele, só a releitura da sua melhor obra mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Record&lt;br /&gt;Páginas: 321&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portaldetonando.com.br/forum/romance-cornwell-bernard-t236.html?hilit=bernard%20cornwell"&gt;Livro Digital&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-1678561247242181875?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/1678561247242181875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/08/o-condenado-bernard-cornwell.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1678561247242181875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/1678561247242181875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/08/o-condenado-bernard-cornwell.html' title='O Condenado - Bernard Cornwell'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SoVY3J9-kvI/AAAAAAAAA2U/-M_6CwcSQLg/s72-c/condenado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-4908886305367431181</id><published>2009-08-10T19:58:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T21:03:32.438-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espionagem'/><title type='text'>Cassino Royale - Ian Fleming</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SoDEWSQy0sI/AAAAAAAAA2E/k8_PjgjFY88/s1600-h/007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SoDEWSQy0sI/AAAAAAAAA2E/k8_PjgjFY88/s200/007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368506642964075202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esqueça o musculoso Daniel Craig, a longa jogatina de pôquer, as organizações terroristas e as cenas de ação explosivas do "007 - Cassino Royale" que foi parar nos cinemas do mundo inteiro em 2006. O livro que iniciou a série sobre o agente secreto mais famoso do mundo serviu apenas de base para o filme, já que, devido às mudanças profundas ocorridas no mundo desde a década de 1950 até hoje, seria comercialmente inviável ser muito fiel ao original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"007 - Cassino Royale", de 1953, é uma história passada num contexto de apogeu da guerra fria, quando o grande inimigo do ocidente era o comunismo. Se no filme recente o vilão Le Chiffre era um banqueiro de organizações terroristas, no original ele é o tesoureiro de uma organização secreta comunista que, após perder o dinheiro investido em prostituição, busca desesperadamente reavê-lo antes que seja morto pela Smersh - agência soviética encarregada de dar corretivos em traidores e incompetentes. Para Le Chiffre, a maneira mais rápida de conseguir o montante é através do bacará, jogo de cartas de apostas fortes no Cassino Royale - no filme o jogo é o pôquer, mais popular nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Ian Fleming, o primeiro da série, apresenta o despertar de James Bond, sua promoção a agente "00" (o sétimo do grupo de agentes que têm licença para matar) e sua inexperiência em lidar tanto com situações que pedem sutileza ao invés de força bruta quanto nas relações com as "bond girls". Com a primeira delas, Vesper, o espião se relaciona de forma diferente das demais, e o final é semelhante ao do filme (exceto por como a "vaca" morre, já que no filme acontece de maneira mais apoteótica), com o machão aprendendo a lição de como tem que encarar os relacionamentos na sua profissão a partir de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças entre filme e livro não se resumem ao contexto histórico ou às modificações para dar mais apelo comercial à história. Para quem busca a mesma ação encarada por Craig, Brosnan e Connery, o livro vai ser decepcionante. Aquela tradicional cena longa de tirar o fôlego presente na maioria dos filmes da série não existe no livro, e a pancadaria dá lugar a descrições, técnicas de espionagem e contra-espionagem e estratégia. Particularmente em "Cassino Royale", as partidas de bacará se desenvolvem por páginas e mais páginas, perdendo até um pouco do sentido para quem, como eu, não conhece o jogo, já que as jogadas são bastante detalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, Ian Fleming trabalhou numa agência de inteligência britânica, e quando largou a profissão começou a escrever a série 007 baseando-se nas suas experiências. Cassino Royale, por exemplo, se baseou supostamente em temporadas pouco proveitosas com jogatinas em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. A personagem "M", que no livro é um homem, foi inspirada em um superior seu durante o trabalho para o serviço secreto da marinha. Já James Bond teria sido criado depois de Fleming ter conhecido Dusko Popov, um agente duplo com quem Fleming teve contato no cassino em Portugal, mas o nome do espião não tem nada a ver com isso: James Bond é o nome de um autor de um livro sobre ornitologia que Fleming lia na Jamaica, sua casa por longos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"007 - Cassino Royale" foi uma bela surpresa por causa de todas essas diferenças com o filme, e uma boa iniciação nos livros da série. Nem melhor, nem pior do que o filme, agradou de outro modo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Editora: Record (edição antiga da Civilização Brasileira)&lt;br /&gt;Páginas: 204&lt;br /&gt;Disponibilidade: normal&lt;br /&gt;Avaliação: * * * *&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SoDHVnQK5yI/AAAAAAAAA2M/03YHp67I_C8/s1600-h/flemingwithgun.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7384398036289202556-4908886305367431181?l=redelivro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redelivro.blogspot.com/feeds/4908886305367431181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/08/cassino-royale-ian-fleming.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4908886305367431181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7384398036289202556/posts/default/4908886305367431181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redelivro.blogspot.com/2009/08/cassino-royale-ian-fleming.html' title='Cassino Royale - Ian Fleming'/><author><name>Fernando Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11547641259471391790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-j76ewztGeo8/TzEOtzv5vBI/AAAAAAAACQk/EOaiA1pPeSU/s220/Foz052.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SoDEWSQy0sI/AAAAAAAAA2E/k8_PjgjFY88/s72-c/007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7384398036289202556.post-8613246815425225235</id><published>2009-08-03T08:29:00.000-03:00</published><updated>2010-10-24T21:04:44.225-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Bantos, Malês e Identidade Negra - Nei Lopes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SnbZq_-lxSI/AAAAAAAAA10/dFo4sOHT4Fk/s1600-h/bantos+males.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 139px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_t-MghS49lvI/SnbZq_-lxSI/AAAAAAAAA10/dFo4sOHT4Fk/s200/bantos+males.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365715338810213666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Bantos, Malês e Identidade Negra" teve sua primeira edição na década de 1980, quando poucas obras sobre povos africanos e sua influência no Brasil eram publicadas por aqui, e quase nada se falava a respeito do tema nas escolas e nas grades curriculares básicas das universidades. De lá pra cá, a pressão de educadores e entidades da sociedade civil promoveu a popularização do assunto, até que em 2003 foi estabelecida uma lei que obriga o ensino da história africana e dos negros no Brasil nas escolas, e hoje, tanto livros que tratam da história como a literatua africana são de fácil acesso - ainda que a "moda" tenha encontrado seu apogeu há cerca de 5 anos, e hoje tenha perdido um pouco do apelo para áreas mais faladas ultimamente, como China e Índia. Neste contexto, o livro de Nei Lopes me parece um tanto pioneiro, pois desconheço trabalhos de acesso fácil ao público não-especilizado anteriores a ele no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Prova da acessibilidade deste livro é sua organização. Dividido em duas partes, cada qual apresentando uma visão geral sobre cada um dos dois principais tipos de povos africanos que desembarcaram no Brasil como escravos, a escrita de Nei Lopes não é rebuscada e os temas são expostos desde os conceitos mais fundamentais - talvez porque não seja historiador e, consequentemente, não tenha seus vícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte, que trata dos malês - nome genérico dado aos escravos de religião islâmica - é iniciada com aspectos bastante báscios da religião muçulmana, de sua expansão pela África, dos motivos da conversão de vastas áreas e do aspecto mais impressionante desta religião que muitas vezes nos é apresentada como purista e radical: o sincretismo que ocorreu entre o Islã e as religiões africanas tradicionais. Certa vez, o embaixador Alberto da Costa e Silva descreveu o constrangimento de uma autoridade de um país africano islamizado durante uma demonstração popular onde o Islã era celebrado ao som de batuques...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CIVAN%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CIVAN%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CIVAN%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt; 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&lt;![endif]--&gt;O Islã sofreu ainda mais modificações no Brasil. Os malês eram caracterizados como rebeldes, e esse islamismo criou a mítica do negro altivo, insolente, insubmisso e revoltoso. Ademais, eles eram intransigentes em seus princípios religiosos, o que gerava a antipatia de outros negros, principalmente os Bantos. Eram temidos pelas suas “feitiçarias” (a palavra mandinga tem origem no nome de um grupo étnico islamizado). Os malês representaram uma unidade acima das distinções étnicas, com uma escrita própria (todos eles eram alfabetizados em árabe), mas principalmente um importante fator de mobilização revolucionária - &lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CIVAN%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CIVAN%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CIVAN%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt; 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